O presente trabalho traz em seu escopo uma profícua discussão sobre os desafios de ensinar uma língua estrangeira na escola pública e como o professor se coloca e age no enfrentamento de percalços como carência de material didático; realidades contextuais socioeconômico e sociocultural dos alunos e a lida com os truncados meios físico-estrutural das escolas públicas que não contam com importantes ferramentas como laboratório de LE, TV, áudio e internet para todos. É possível aprender inglês na escola pública? A autora responde a essa pergunta apresentando inovadores projetos didático-pedagógicos elaborados por ela para ensinar e aprender a LI de forma lúdica e integrativa com a realidade dos alunos do ensino médio da EM Mariano Martins, localizada na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil. Com a ideia da quebra de paradigma rompendo o tédio na sala de aula e tornando-a um local de felicidade, a autora traz Bell Hooks (2013) que cita Paulo Freire no “conhecer para libertar”. Foram nesse trabalho contempladas estratégias metodológicas do ensino e aprendizagem da Língua Inglesa: as habilidades listening, speaking, reading, writing and seeing as quais podem auxiliar o aluno desenvolver competências como ler, escrever e falar uma língua estrangeira de acordo com as diretrizes curriculares do ensino de inglês no Brasil. Nas discussões sobre metodologias de ensino Bacich e Moran (2018); El Kadri e colaboradores (2020); Aranda (2007); Gomes (2015); Guilherme (2021) entre outros foram selecionados. No contexto do estrangeirismo e bilinguismo, Cardoso (2010); Batista e colaboradores (2021) foram consultados entre outros. Um estudo de Caso foi realizado na EEM Mariano Martins fazendo uso do instrumento questionário com perguntas dirigidas a uma amostra de alunos dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio entre as quais: É importante ter a aquisição de um segundo idioma, no caso o inglês? Você se acha um bom falante em inglês? Você consegue identificar (ver) a língua inglesa? Você gostaria de viajar para fora do país? Os dados foram coletados e tratados estatisticamente. Tabelas e gráficos foram feitos no programa Excel. Os resultados obtidos evidenciaram que a maioria da amostra de alunos do ensino médio que participou da pesquisa acha importante ter a aquisição de um segundo idioma. Uma fração de quase 90% da amostra de alunos do 3º afirmou que “gostariam de viajar para fora do país”. A maioria (87%) da amostra total dos alunos também afirmou que “o inglês lhe interessa na sua vida pessoal e profissional”. Uma grande fração dos alunos (92%) afirmou que consegue identificar (ver) a língua inglesa e também conseguem enxergar a 2ª língua como sendo uma robusta ferramenta socioeconômica e sociocultural com capacidade de nortear oportunidades de vida/trabalho/renda em outro(os) país(es) podendo promover melhor qualidade de vida às suas famílias. Quanto as questões que indagam se o aluno acha que escreve e fala bem a LI, mais de 85% da amostra total dos alunos questionados optou pelo “não”, ou seja, não se consideram eficientes na escrita e na fala do idioma inglês. O presente trabalho teve por meta ser um instrumento com significado colaborativo no campo das estratégias alternativas de elaboração e experienciação de materiais inovadores didático-pedagógicos para a melhoria do ensino e aprendizagem da Língua Inglesa na escola pública.
Palavras-chave: Habilidades, Ensino, aprendizagem, Língua Inglesa, Materiais didáticos, Aluno, Professor(a).

