A família e a escola têm sido consideradas as principais instituições de educação e socialização do sujeito. Na Educação Infantil, a conjunção família e escola, agindo de modo colaborativo é capaz de promover diversas e benéficas ações voltadas para as crianças no contexto de seus desafios cotidianos na escola e comunidade. Dentre os que trabalham para o alcance da evolução do processo de ensino, aprendizagem e inclusão, ressalta-se a coordenadora pedagógica que, ciente da sua identidade e função, trabalha tecendo importantes diálogos comunicativos entre escola e mães. Dessa forma pode-se acatar o conceito de que a coordenadora pedagógica é um agente facilitador, mediador e interlocutor no seu papel de apoiar família e a escola no processo do ensino, aprendizagem e inclusão. Para melhor entender como as mães olham e percebem o trabalho da coordenadora pedagógica na Educação Infantil, tendo como objetivo analisar e discutir suas opiniões e percepções, o presente trabalho realizou uma pesquisa com importantes convidadas, uma amostra de mães de crianças lotadas no Centro de Educação Infantil, o CEI Zilda Arns, localizado na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil. As falas das referidas mães coletadas na entrevista foram selecionadas nas seguintes categorias com parte da técnica da “Análise de Conteúdo” de Bardin: “Auxiliando a Evolução das Crianças” (AEC); Acolhimento com Afetividade (AA) e “Orientação aos Pais” (OAP) e Inclusão. Considerando que a relação entre a coordenadora pedagógica e mães podem revelar importantes informações sobre a vida da criança, para que possam ser compartilhadas, discutidas, acolhidas e inspecionadas com afetividade, chamar as mães para falar dos seus filhos e ouvir estas falas é ação de fundamental importância para a sociedade. No contexto da inclusão, no trabalho com crianças com TEA e outras deficiências, ressalta-se a participação dos coordenadores pedagógicos, estando sempre atentos para que professores não criem expectativas de que o laudo médico irá apontar soluções pedagógicas. Nesse sentido, os constantes diálogos entre Escola e família vêm promovendo mudanças de postura na própria coordenação. Os depoimentos das mães aqui registrados no presente trabalho de pesquisa, demonstram que, sem acolhimento e afetividade, a inclusão não acontece. Isso se torna evidente no processo de inclusão dos alunos com deficiência, que por não terem as suas especificidades atendidas são prejudicados no processo de aprendizagem. Nesse sentido, as mães em sua grande maioria (frequência de 80% de acordo com os dados da pesquisa de campo), reconhecerem a importância do trabalho da coordenadora do CEI Zilda Arns, como mediadora, incentivadora, acolhedora e responsável pelo processo de evolução e inclusão dos seus filhos nessa escola. “As professoras são ótimas, todos são atenciosos e não tratam meu filho de modo diferente devido ao problema dele. Muita coisa que ele não fazia, agora faz e, até em casa ele está bem melhor e já fala muito. As mães entrevistadas afirmaram que o trabalho da coordenadora pedagógica é notoriamente realizado com afetividade. “Atenciosa e acolhedora como é, sempre está disposta a manter contínuos diálogos conosco, as mães. “Para além dos conhecimentos adquiridos na universidade, se ela não tivesse o amor pelas crianças, os resultados não seriam os mesmos. Eu sinto amor em todos daqui do CEI Zilda Arns. O meu filho aqui foi incluso e nunca ficou excluído de atividades, brincadeiras, festinhas e passeios”.
Palavras-chave: Coordenadora pedagógica. Educação Infantil. Entrevista. Mães. Inclusão.