O presente artigo apresenta um recorte do estudo sobre importância da afetividade docente na promoção do engajamento e da participação ativa de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, especialmente em um contexto de inclusão educacional. O foco central é entender de que maneira a relação emocional entre o professor e os alunos influencia o nível de envolvimento e a participação deles nas atividades escolares. Foi adotada uma abordagem qualitativa, utilizando o método de estudo de caso na Escola Municipal Antônio Correia Lima, localizada em Fortaleza, Ceará. O embasamento teórico se concentra na Educação Inclusiva como um paradigma, além de explorar a Afetividade na Prática Docente, com base em autores como Wallon e Vygotsky. Para a coleta de dados, foram realizados com os professores  questionários, com o objetivo de reunir informações relevantes sobre as práticas afetivas dos educadores e seu impacto no engajamento dos alunos. A análise e discussão dos resultados indicaram que relações emocionais saudáveis entre educadores e estudantes têm um papel fundamental na elevação da autoestima, motivação e vontade de aprender, com esse efeito sendo especialmente notável entre alunos com necessidades educacionais especiais. Contudo, o estudo também aponta para a falta de formação continuada dos professores em áreas como a afetividade, ressaltando a necessidade urgente de adotar práticas pedagógicas mais centradas no ser humano. Esta pesquisa destaca a importância da afetividade na educação, argumentando que não deve ser vista como um aspecto secundário, mas como um pilar fundamental do processo de ensino-aprendizagem. Essa questão é particularmente significativa em ambientes inclusivos, onde a apreciação da diversidade emocional dos alunos se torna ainda mais vital. Ao entender a afetividade como uma construção complexa que molda as experiências educativas, podemos avançar em direção a uma prática pedagógica que favoreça o desenvolvimento integral do ser humano em sua totalidade.

Palavras-chave: Afetividade Docente; Engajamento Escolar; Inclusão Educacional

O PAPEL DA AFETIVIDADE DOCENTE NA PROMOÇÃO DO ENGAJAMENTO E DA PARTICIPAÇÃO ATIVA DE ALUNOS DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM CONTEXTO DE INCLUSÃO EDUCACIONAL

Este artigo discute primariamente sobre investigações acerca dos impactos cognitivos, emocionais e de segurança, bem como as respostas legais e pedagógicas no Brasil. O estudo revisou informações que indicam evidencias de que o uso excessivo de telas compromete funções executivas, memória e atenção, além de estar associado ao aumento de ansiedade, depressão e cyberbullying. No Brasil, o arcabouço legal inclui a Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas; o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que protege crianças no ambiente virtual; a LGPD, que exige consentimento parental para dados de menores; o Marco Civil da Internet; e a Lei nº 14.811/2024, que criminalizou o bullying e o cyberbullying. Os resultados da implementação são promissores, com ampla adesão das escolas e melhoras na concentração, socialização e redução da ansiedade, embora persistam desafios como resistência dos alunos e falta de infraestrutura. Nesse contexto, a escola assume papel central não apenas na aplicação da norma, mas na promoção da educação midiática e da formação crítica, enquanto a família é corresponsável pelo acompanhamento, consentimento e diálogo sobre o uso consciente das tecnologias. À luz da pedagogia de Paulo Freire, conclui-se que a mera imposição de regras, sem diálogo e problematização, corre o risco de reforçar práticas autoritárias e domesticadoras, sendo imperativo transformar a restrição legal em oportunidade pedagógica para o desenvolvimento da autonomia e da cidadania digital. Freire nos ensina que educar é um ato de libertação, e não de domesticação, o que implica integrar criticamente a tecnologia ao processo educativo, com escola e família atuando em parceria na formação de sujeitos capazes de usar o celular como ferramenta de emancipação, e não de aprisionamento.

Palavras-chave: Celular conectado. Crianças e adolescentes. Legislação brasileira. Escola. Família.

AÇÕES GOVERNAMENTAIS E OS OLHARES DA ESCOLA PARA O USO DO CELULAR CONECTADO EM SALA DE AULA (1)

Rosangela Souza de Melo1

RESUMO

A presente revisão fez uso das percepções do filósofo e sociólogo Pablo Iturrieta, por meio de estudo e recorte analítico da sua obra intitulada “Desligue o Celular e Ligue Seu Cérebro: Por uma Revolução da Atenção na Era Digital” o qual oferece um relevante arcabouço teórico para a compreensão do problema do uso do celular conectado sem orientação e regulação do uso por crianças e jovens adolescentes. Iturrieta argumenta que as tecnologias digitais não são meras ferramentas neutras, mas agentes reconfiguradores da ontologia do humano, operando uma “revolução antropológica silenciosa” que remodela desde as estruturas mais íntimas da cognição até as macroestruturas sociais. O referido autor chama a atenção para o fato de que a preferência por estímulos rápidos e superficiais causam danos no processo da leitura profunda e da reflexão e o comprometimento da memória pela sobrecarregada de multitarefa constante entre outros danos, apontando que família e escola têm que enfrentar a dependência dos jovens de dispositivos como extensões da própria cognição, com prejuízo da autonomia intelectual. O que está em jogo é a formação de sujeitos capazes de usar a tecnologia com consciência, autonomia e responsabilidade.  É mister que se tenha um olhar bastante atencioso para os alertas que a ciência, estudiosos e representantes dos direitos humanos, fundamentalmente dos direitos da criança do adolescente vem fazendo nesses tempos de celular conectado as redes sociais, muitas destas promotoras de violência extrema. O uso desenfreado e sem supervisão do celula conectado é provavelmente um dos problemas mais contundentes e nocivos dessa geração.

Palavras-chave: Tecnologia. Celular. Iturrieta. Educação

ABSTRACT

This review draws upon the insights of philosopher and sociologist Pablo Iturrieta, specifically through an analysis of his work *Turn Off Your Cell Phone and Turn On Your Brain: For an Attention Revolution in the Digital Age*, which provides a significant theoretical framework for understanding the issue at hand. Iturrieta argues that digital technologies are not merely neutral tools but agents that reconfigure human ontology, driving a “silent anthropological revolution” that reshapes everything from the most intimate structures of cognition to social macro-structures. The author highlights how a preference for rapid, superficial stimuli impairs deep reading and reflection, while constant multitasking overloads memory; he further notes that families and schools must confront young people’s reliance on devices as extensions of their own cognition—a dependency that undermines intellectual autonomy. At stake is the development of individuals capable of using technology with awareness, autonomy, and responsibility. It is essential to pay close attention to the warnings raised by scientists, scholars, and human rights advocates—particularly regarding the rights of children and adolescents—in this era of mobile phones connected to social media platforms, many of which foster extreme violence. Unchecked and unsupervised smartphone use is arguably one of the most pressing and harmful issues facing this generation.

Keywords: Technology. Mobile phone. Iturrieta. Education.

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1Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

A TECNODIALÉTICA EM PABLO ITURRIETA E SUAS IMPLICAÇÕES NO USO DO CELULAR CONECTADO POR CRIANÇAS E JOVENS ADOLESCENTES

Iere Sousa Rios Aragão[1]

RESUMO

As competências socioemocionais dos alunos estão intrinsecamente relacionadas ao bem-estar no ambiente escolar, constituindo bases fundamentais para o desenvolvimento integral e a qualidade da experiência educacional. Essas competências englobam habilidades como o reconhecimento e a regulação das próprias emoções, a empatia, a resolução de conflitos e a capacidade de estabelecer relações saudáveis, que são essenciais para que os estudantes enfrentem desafios acadêmicos e sociais com resiliência e equilíbrio emocional. O desenvolvimento dessas competências contribui significativamente para o bem-estar dos alunos, visto que favorece a construção de uma autoimagem positiva, a redução do estresse e da ansiedade, além de promover um ambiente de aprendizagem mais acolhedor e colaborativo. Como objetivo geral, buscou-se “Analisar as principais estratégias pedagógicas utilizadas para fomentar a educação socioemocional em crianças, assim como discutir sua relação com o bem-estar infantil”. A metodologia de caráter bibliográfico contribuiu para a construção deste artigo. Os resultados mostram que alunos que possuem habilidades socioemocionais bem desenvolvidas tendem a apresentar maior motivação, engajamento e adaptação no contexto escolar, fatores que se refletem em seu desempenho acadêmico e em sua saúde mental. Ademais, a interação entre competências socioemocionais e bem-estar não apenas influencia aspectos individuais, mas também impacta o clima escolar, incentivando a convivência harmoniosa e a inclusão social. O fortalecimento dessas habilidades, portanto, revela-se como uma estratégia eficaz para prevenir conflitos, reduzir casos de evasão escolar e promover a qualidade de vida no ambiente educacional.

Palavras-Chave: Bem-Estar. Competências Socioemocionais. Estratégias Pedagógicas

EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL PROMOVENDO O BEM-ESTAR NO AMBIENTE ESCOLAR.

Ana Lúcia Sampaio Mendes[1]

RESUMO

A capacitação em inclusão é um processo fundamental para qualificar profissionais da educação a lidarem com a diversidade e as especificidades presentes no contexto escolar. Esse processo visa preparar professores e demais agentes educacionais para a implementação de práticas pedagógicas que assegurem o direito de todos os estudantes, inclusive aqueles com deficiências, transtornos e outras necessidades educacionais especiais, ao acesso, permanência e sucesso no ambiente escolar. Programas de capacitação abrangem conteúdos teóricos relativos a políticas públicas, legislação, conceitos de diversidade e inclusão, além de aspectos práticos como estratégias de ensino adaptadas, manejo comportamental e uso de tecnologias assistivas. Esses programas incentivam a reflexão crítica e o desenvolvimento de soluções inovadoras que promovem ambientes escolares acolhedores e equitativos. Além da formação inicial, a capacitação continuada se revela indispensável para que os professores atualizem seus conhecimentos, compartilhem experiências e aprimorem suas práticas diante dos desafios do cotidiano escolar inclusivo. O objetivo geral do presente trabalho foi “Apresentar os desafios que a formação de professores deve enfrentar em relação à inclusão educacional”. Utilizou-se  uma pesquisa bibliográfica por meio de material já elaborado, construído principalmente de livros e artigos científicos. Os resultados mostraram que investir na formação de professores para a inclusão é investir na transformação da escola em espaço democrático, que valoriza as diferenças e garante o direito ao aprendizado a todos.

Palavras-Chave: Capacitação. Educação inclusiva. Formação de professores

FORMAÇÃO DOCENTE PARA ATUAR EM CONTEXTOS DE INCLUSÃO

Soraya Dantas Fernandes1

RESUMO

Esta pesquisa abordou a biblioteca escolar como um espaço fundamental na formação de leitores no Ensino Fundamental, destacando sua relevância no contexto educacional contemporâneo, marcado por desafios relacionados ao desenvolvimento do hábito da leitura entre os estudantes. O estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, as principais práticas de incentivo à leitura desenvolvidas no âmbito da biblioteca escolar, bem como compreender seu papel na promoção da competência leitora e na formação de sujeitos críticos e autônomos. A metodologia adotada caracterizou-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, de cunho bibliográfico, baseada na análise de obras, artigos científicos, dissertações e documentos oficiais que tratam da temática da leitura, da biblioteca escolar e das práticas pedagógicas voltadas à formação de leitores. Os resultados evidenciaram que a biblioteca escolar, quando articulada ao projeto pedagógico da escola, constitui-se como um ambiente privilegiado para o desenvolvimento de práticas leitoras significativas, tais como mediação de leitura, rodas de leitura, contação de histórias e projetos interdisciplinares. Além disso, destaca-se a importância da atuação do professor e do bibliotecário como mediadores no processo de construção do hábito leitor. Conclui-se que o fortalecimento da biblioteca escolar e a implementação de práticas intencionais de incentivo à leitura são essenciais para a formação integral dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e culturais, além de favorecer a construção de uma educação mais crítica e emancipadora.

Palavras-chave: Biblioteca Escolar; Formação de Leitores; Incentivo à Leitura; Ensino Fundamental; Práticas Pedagógicas.

RESUMEN

Esta investgación aborda la biblioteca escolar como un espacio fundamental en la formación de lectores en la Educación Primaria, destacando su relevancia en el contexto educativo contemporáneo, marcado por desafíos relacionados con el desarrollo del hábito de la lectura entre los estudiantes. El estudio tiene como objetivo analizar, a partir de una revisión bibliográfica, las principales prácticas de fomento de la lectura desarrolladas en el ámbito de la biblioteca escolar, así como comprender su papel en la promoción de la competencia lectora y en la formación de sujetos críticos y autónomos. La metodología adoptada se caracteriza como una investigación de naturaleza cualitativa, de carácter bibliográfico, basada en el análisis de libros, artículos científicos, tesis y documentos oficiales que abordan la temática de la lectura, la biblioteca escolar y las prácticas pedagógicas orientadas a la formación de lectores. Los resultados evidencian que la biblioteca escolar, cuando se articula con el proyecto pedagógico de la escuela, se constituye como un entorno privilegiado para el desarrollo de prácticas lectoras significativas, tales como la mediación de la lectura, círculos de lectura, narración de cuentos y proyectos interdisciplinarios. Asimismo, se destaca la importancia de la actuación del docente y del bibliotecario como mediadores en el proceso de construcción del hábito lector. Se concluye que el fortalecimiento de la biblioteca escolar y la implementación de prácticas intencionales de fomento de la lectura son esenciales para la formación integral de los estudiantes, contribuyendo al desarrollo de habilidades cognitivas, sociales y culturales, además de favorecer la construcción de una educación más crítica y emancipadora.

Palabras clave: Biblioteca Escolar; Formación de Lectores; Fomento de la Lectura; Educación Primaria; Prácticas Pedagógicas.

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1 Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO DE LEITORES PRÁTICAS DE INCENTIVO À LEITURA NO ENSINO FUNDAMENTAL

O presente artigo aborda questões relativas à formação de professores em nível de pós-graduação stricto sensu no Mercosul, com foco nos desafios do reconhecimento de diplomas no Brasil. Com base em pesquisa documental e bibliográfica, fez-se uso de dados do MEC, CAPES e INEP (2022–2025), pareceres acadêmicos, jurisprudência do STJ/TRF1 e dados sobre professores brasileiros para o desenvolvimento do referido tema. Os resultados revelaram que a participação de docentes do Mercosul nesse sentido é modesta (3%) e que o reconhecimento de títulos esbarra em critérios rigorosos — regularidade institucional no ConeSul, equivalência curricular e produção científica —, gerando indeferimentos. A Plataforma Carolina Bori e a Apostila de Haia simplificam a fase documental, mas não garantem a equivalência automática prevista nos acordos do bloco. Pesquisas têm revelado que 70% a 80% dos professores brasileiros desconhecem as oportunidades de formação no Mercosul, e 40% têm interesse, mas apontam burocracia e custo como maiores entraves. À luz de Freire (1996), Tardif (2014), Nóvoa (2017) e Saviani (2009), conclui-se que há desconexão entre o discurso da integração educacional e a realidade docente, sendo necessária a reformulação das políticas de reconhecimento mútuo para assegurar qualidade, equivalência real e valorização da formação na educação pública brasileira.

Palavras-chave: Mercosul. Formação de professores. Pós-graduação stricto sensu. Reconhecimento de diplomas. ConeSul.

A INTEGRAÇÃO EDUCACIONAL NO MERCOSUL E OS DESAFIOS DO RECONHECIMENTO DE TÍTULOS UMA ANÁLISE EM RECORTE SOBRE A QUESTÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DE PROFESSORES BRASILEIROs

Rosangela Souza de Melo1

RESUMO

O presente trabalho partiu de uma preocupação legítima sobre o  atual e grande desafio enfrentado pela família e a Escola – o uso do celular conectado por crianças e jovens estudantes. Esse problema inclui influências de motivações negativas e até perversas por públicos promotores da violência em seus múltiplos vieses no ambiente do mundo da internet, causando danos extremos nos jovens, provocando acidentes graves nas relações, intenção de suicídio, ações de bullying, além dos danos de de natureza cognitiva. Para falar sobre o assunto, foi desenvolvida uma pesquisa no âmbito do Curso mestrado em Ciências da Educação da Universidad Del Sol – UNADES/PY. Dessa forma, a revisão aqui apresentada consiste em um recorte da referida pesquisa e que tem foco nos seguintes assuntos: “Capitalismo de vigilância e economia da atenção”; “As desigualdades cognitivas digitais” e “Mediação cultural e pedagógica no contexto das tecnologias”. Incubados nesses temas mais gerais, os subtemas    “Crise da atenção e o capitalismo de vigilância”; “Teorias sociológicas da desigualdade educacional”; “A emergência do capitalismo de vigilância”; “Economia da atenção e seus efeitos educacionais e “Mediação pedagógica na Escola” também foram explorados. Nesse sentido esse trabalho é de natureza qualitativa tendo  sido consultados para as análises, teóricos como Bourdieu (1979); Almeida (2008): Buckingham (2019), Shoshana Zuboff (2019); Davenport & Beck (2001); Wu (2016); Selwyn (2016), entre outros. Considera-se que a discussão sobre o uso de celulares na escola é assunto pertinente, atual e bastante necessário, mesmo que controverso. Por fim, a presente revisão teórica busca sensibilizar leitores para aprofundar o conhecimento em temas que emolduram esse complexo problema atual, que envolve crianças e jovens em desenvolvimento, quando observamos de modo confortável o modelo civilizatório em outro processo de construção e que a discussão sobre o celular conectado nas escolas é, na verdade, uma discussão sobre o tipo de ser humano e de sociedade que almejamos formar para o futuro, e o aparelho, nesse contexto, torna-se apenas o símbolo visível de uma encruzilhada que exige urgência, consciência e ação coletiva.

Palavras-chave: Internet. Capitalismo. Mediação Pedagógica. Crise da atenção. Crianças. Adolescente.

 

CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA E ECONOMIA DA ATENÇÃO, AS DESIGUALDADES COGNITIVAS DIGITAIS E A MEDIAÇÃO CULTURAL E PEDAGÓGICA NO CONTEXTO DAS TECNOLOGIAS – UMA REVISÃO 1

EDUCAÇÃO EM CONTEXTO. I -A ação de pesquisar. II – Os jogos como meios para ensinar e aprender.

Antonia Rafaela Rodrigues De Oliveira1

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo cerne investigar a presença da ludicidade na prática docente na Educação Infantil, bem como compreender os significados atribuídos pelas professoras ao conceito de lúdico. Para isso, partiu-se do pressuposto de que o brincar, de forma espontânea ou mediada, favorece o desenvolvimento integral da criança ao possibilitar a exploração do corpo, do espaço físico e social, o estabelecimento de relações interpessoais e a construção da autonomia, da identidade e da compreensão das normas de convivência. A pesquisa foi motivada por inquietações decorrentes da minha experiência profissional a partir da percepção das dificuldades enfrentadas por docentes em reconhecer e incorporar o potencial pedagógico das atividades lúdicas no desenvolvimento criativo, afetivo, cognitivo e motor das crianças. Nesse estudo, a pesquisa consistiu em abordagem qualitativa, fundamentada em levantamento bibliográfico e documental, complementado por observações em campo. Para a produção dos dados, fiz uso de observações de sala de aula, diário de campo, questionário para caracterização das participantes e entrevistas semiestruturadas. A presente investigação foi desenvolvida em um Centro de Educação Infantil localizado no município de Itatira, Ceará, com duas professoras regentes de turmas de crianças de 4 a 5 anos de idade. Os resultados evidenciaram que as docentes reconhecem a relevância do brincar para o processo de ensino e aprendizagem, embora relatem desafios para sua efetivação no cotidiano escolar, relacionados às condições de trabalho e às demandas pedagógicas. Conclui-se que a ludicidade é compreendida como elemento essencial à prática educativa na Educação Infantil, contribuindo significativamente para o desenvolvimento integral das crianças e para a qualificação das experiências de aprendizagem.

Palavras-Chave: Educação Infantil, Ludicidade, Ensino e Aprendizagem

1Licenciatura em História pela a Universidade Vale do Acaraú (UVA). Pós graduação em ensino de história e geografia pela a universidade faculdade de Excelência. Licenciatura plena em Pedagogia pela a universidade Faculdade Kurios ( FAK). Pós graduado em Gestão Escola pela a uni verdade Pitagoras Unopar Anhaguera. Mestra em Ciência da Educação pela UNADES/PY.

O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM NO CEI MARIA DE FÁTIMA FELIX, ITATIRA, CEARÁ, BRASIL