Sheila Maria Arruda Linhares Lemos1

O presente trabalho no formato de pesquisa qualitativa teve como objetivo central apresentar um recorte analítico sobre a função da coordenação pedagógica como mediadora dialógica entre família e escola. Para essa finalidade, fez-se uso da metodologia Análise de Conteúdo de Bardin (2011).. Como resultados das análises, infere-se que, a  relação “família-escola” constitui  um microssistema que se agrega e se soma para a concepção de que  educar é muito mais do que apenas alfabetizar e ajudar o educando  alcançar o conhecimento. Os muitos desafios que a coordenação pedagógica enfrenta junto à família vêm prejudicando a contínua construção desta complexa relação, como, as questões socioeconômicas, consideradas sendo um dos maiores desafios, centrando-se  em uma realidade onde as famílias têm alta vulnerabilidade social, desemprego e longas jornadas de trabalho, influenciando na baixa capacidade de participação na vida escolar dos seus filhos. A mediação dialógica fortalece a comunidade escolar, cria um ambiente de aprendizagem mais saudável e é uma ferramenta poderosa na prevenção de conflitos e de práticas como o bullying. A coordenadora pedagógica ao promover uma escuta dialógica com as famílias deixa um legado que transcende a gestão de conteúdo, contribuindo para a construção de uma sociedade mais democrática e dialógica. À luz de Paulo Freire (Teoria dialógica); Oliveira e Guimarães (formação e práxis); Orsolon (escuta sensível); Placco e Vasconcelos (articulação e formação docente), diálogo significa muito mais do que uma técnica pedagógica, constituindo-se em uma práxis filosófica e política essencial para a transformação social e a humanização.

Palavras-chave: Escuta. Diálogo. Coordenadora pedagógica. Escola. Família.

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1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

ANÁLISE EM RECORTE SOBRE A FUNÇÃO DA COORDENADORA PEDAGÓGICA COMO MEDIADORA DIALÓGICA ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA

 

Thamires Alves Garcia1

RESUMO

Este artigo de revisão teórica analisa a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas públicas do Estado do Ceará, abordando conceitos fundamentais, marcos legais, formação docente, Atendimento Educacional Especializado (AEE), políticas públicas estaduais e metodologias pedagógicas inclusivas, além da atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na defesa desses direitos. O Ceará possui 126.548 pessoas com TEA, das quais 66,7 mil são crianças e adolescentes, mas apenas 5.166 estudantes são acolhidos em programas educacionais específicos, evidenciando um grave descompasso entre demanda e oferta. O arcabouço legal brasileiro – CF/88, Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão) e LDB – garante direitos fundamentais à educação inclusiva, ao AEE e ao Plano Educacional Individualizado (PEI). O Ceará complementa esse sistema com o Estatuto da Pessoa com TEA (Lei nº 18.642/2023) e o programa Ceará TEAcolhe. Contudo, a literatura aponta desafios persistentes: lacunas na formação docente, infraestrutura escolar inadequada, cobertura insuficiente do AEE e barreiras atitudinais. Metodologias como ensino estruturado, flexibilização curricular, PEI, Tecnologias Assistivas e Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) mostram-se eficazes, mas dependem de condições estruturais e de uma mudança cultural nas escolas. A OAB tem atuado como protagonista na defesa desses direitos por meio de comissões especializadas, produção de materiais informativos, audiências públicas e ações judiciais contra discriminação e negativa de matrícula. Conclui-se que o Ceará apresenta avanços normativos significativos, mas necessita de maior investimento na implementação efetiva das políticas, na formação continuada de professores e na ampliação do AEE para alcançar a totalidade dos alunos com TEA em idade escolar.

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Educação Inclusiva. Políticas Públicas. Atendimento Educacional Especializado. Formação de Professores. Ceará.

ASPECTOS SOCIEDUCACIONAIS E POLÍTICOS DA INCLUSÃO DO TEA UM REVISÃO

Maria Regina Sesário Dos Santos1

O presente artigou comunica um investigação sobre o papel da sala de multimeios no fomento à autonomia leitora entre alunos do Ensino Médio, em uma escola pública estadual do Ceará. O estudo se propôs a compreender como práticas de mediação realizadas nesse espaço contribuem para ampliar a relação dos estudantes com a leitura, favorecendo a construção de sentidos, a autoria e a criticidade. Ao explorar esse ambiente como campo de interação entre linguagem, tecnologia e aprendizagem, busca-se evidenciar caminhos que tornem a leitura mais acessível, relevante e integrada à realidade juvenil. A escolha do tema justifica-se pela urgência de repensar o uso dos espaços escolares frente às exigências contemporâneas da cultura digital e à carência de políticas efetivas que estimulem o protagonismo estudantil, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e educacionais. A relevância da investigação está no potencial de contribuir para práticas que transcendam o uso mecânico da tecnologia e promovam experiências de leitura significativas, de modo articulado às diretrizes da BNCC. O embasamento teórico ancorou-se em livros, artigos,documentos, sites oficiais que abordam o papel emancipador da leitura, a formação do leitor e a importância da mediação pedagógica. Esses aportes permitiram fundamentar uma visão crítica e transformadora da leitura, entendida não como mera decodificação, mas como exercício de liberdade e construção de identidade. A pesquisa, de natureza qualitativa, delineou-se como estudo de caso, envolvendo observação das atividades realizadas na sala de multimeios, entrevistas com docentes e discentes, análise de documentos escolares e registros de ações mediadas ao longo de um semestre letivo. O material coletado foi analisado à luz de categorias emergentes, como protagonismo, autoria e engajamento. Os resultados apontam que, quando bem planejada, a sala de multimeios se configura como um espaço potente de formação leitora, ampliando as possibilidades de escolha, interpretação e produção textual dos alunos. As práticas mediadas contribuíram para fortalecer a autonomia dos estudantes e enriquecer o ambiente pedagógico com experiências colaborativas e criativas..

Palavras-chave: Autonomia, Mediação, Multimeios.

AUTONOMIA LEITORA NO ENSINO MÉDIO IMPORTÂNCIA E PERSPECTIVAS DE MEDIAÇÃO NA SALA DE MULTIMEIOS EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO CEARÁ UM ESTUDO DE CASO

 

 

RESUMO

 

A relação entre afetividade e aprendizagem constituiu-se, ao longo das últimas décadas, como um dos campos mais relevantes para compreender os processos educativos. Nos anos finais do Ensino Fundamental, em que os estudantes enfrentam desafios cognitivos mais complexos e maiores pressões institucionais, a dimensão afetiva adquire centralidade ao influenciar motivação, engajamento, autorregulação e permanência escolar. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo geral analisar como a produção científica contemporânea tem tratado a relação entre afetividade e aprendizagem nos anos finais do Ensino Fundamental, identificando dimensões analíticas, tendências e lacunas que permitam compreender a relevância do tema para o processo educativo. Metodologicamente, optou-se por uma investigação de caráter bibliográfico, com base em livros, artigos, dissertações, teses e documentos oficiais que discutiram a presença da afetividade na prática pedagógica, na avaliação, nas políticas públicas e na formação docente. Os resultados apontaram que a afetividade não se configurou como dimensão periférica, mas como fundamento estruturante da aprendizagem. A literatura revelou que vínculos de confiança entre professores e estudantes favoreceram a motivação e a persistência em tarefas complexas; que feedbacks respeitosos ampliaram a autorregulação e a crença de autoeficácia; e que práticas avaliativas mediadas pelo cuidado afetivo transformaram o erro em oportunidade de reorganização cognitiva. Constatou-se, ainda, que políticas e currículos incorporaram indiretamente a afetividade, mas muitas vezes a reduziram a atributo instrumental, fragilizando seu caráter ético e relacional.

Palavras-chave: Afetividade. Aprendizagem. Ensino Fundamental. Políticas Educacionais.

 

AFFECTIVITY AND LEARNING IN THE EDUCATION OF CHILDREN IN THE FINAL YEARS OF ELEMENTARY SCHOOL

Vera Lucia Duarte Sousa1

RESUMO

A alfabetização é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, social e econômico de um indivíduo, influenciando diretamente sua capacidade de aprendizado ao longo da vida. Apesar dos avanços educacionais, muitos estudantes ainda enfrentam dificuldades no processo de alfabetização, o que evidencia a necessidade de métodos de ensino eficazes e embasados cientificamente. Este trabalho justifica-se pelo fato da ausência de estudos que venham alavancar a educação de nosso país, e um dos meios comprovados pela neurociência é usar a educação baseada em evidências como forte aliada da alfabetização, o uso de práticas comprovadas pela ciência só vem a fortalecer a equidade nas escolas. A metodologia utilizada foi recorte teórico por meio de pesquisas bibliográficas; pesquisa de campo por meio de entrevista com professores da instituição e estudos de caso em observações em sala de aula. Para desenvolver o processo de alfabetização baseado em evidências é necessário seguir um roteiro de ensino da consciência fonológica e, para facilitar e ter um ensino dos sons das letras explicito, foi usado o método das onomatopeias como fonte de pesquisa. Os resultados observados evidenciaram que um ensino baseado em evidências de forma explícita e sistemática facilita o processo de alfabetização mais rapidamente. Conclui-se, portanto, que esse recurso tem o intuito de ensinar o som das letras de maneira lúdica e divertida, que serve para facilitar aos discentes a compreensão dos sons das letras para assim desenvolver a leitura de forma mais rápida e eficaz, facilitando a sua aprendizagem.

Palavras-chave: Alfabetização, Evidências, Cientificas, Método, Onomatopeias

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1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES-PY

A ALFABETIZAÇÃO E O USO DAS ONOMATOPEIAS COMO FACILITADOR DA CONSCIÊNCIA FONÊMICA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA LEITURA E ESCRITA EM TEJUÇUOCA

Maria Ivoneide Ribeiro da Silva1

RESUMO

O presente artigo traz em seu escopo dados conclusivos sobre uma investigação intitulada “Os Impactos, o Desenvolvimento e as Aprendizagens de crianças de dois anos na Creche Municipal Francisca Arruda de Pontes, em Redenção, Ceará, Brasil”. O objetivo geral do referido trabalho centrou-se na averiguação da relação entre o ambiente escolar e o desenvolvimento infantil. Os objetivos específicos abordaram a organização das rotinas institucionais, os vínculos afetivos entre crianças, educadores e famílias, e as percepções dos sujeitos sobre os efeitos da experiência escolar na primeira infância. A pesquisa foi conduzida sob uma abordagem qualitativa. Os dados coletados por meio de observação participante, questionários e entrevistas com educadores, gestores e familiares foram analisados qualitativamente no formato de Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados revelaram avanços no desenvolvimento infantil após o ingresso na creche, especialmente na comunicação, socialização, autonomia e motricidade. A implementação de práticas mais ativas de acolhida, relações de afeto e intermediação educativa foram determinantes para a construção de saberes. Contudo, persistem desafios como a escassez de recursos, a necessidade da Formação Continuada e o fortalecimento do vínculo escola-família. Considera-se que a relevância do presente estudo está em sua contribuição para o aprimoramento das práticas pedagógicas, das políticas públicas e das experiências educativas na primeira infância.

Palavras-chave: Acolhimento. Afetividade. Aprendizagem. Creche Pública. Desenvolvimento Infantil. Educação Infantil. Políticas Públicas.

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1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

IMPACTOS, DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGENS DAS CRIANÇAS NA CRECHE MUNICIPAL REDENÇÃO, CEARÁ, BRASIL, AÑO, 2026.

Maria Ireuda Barros Ferreira[1]

RESUMO

Este artigo apresenta uma análise do papel das histórias clássicas no desenvolvimento da expressão oral e da criatividade de crianças de quatro anos, compreendendo a literatura como eixo formativo na Educação Infantil. A pesquisa, de caráter bibliográfico, fundamentou-se em referenciais clássicos e contemporâneos, além de documentos oficiais como a BNCC e o RCNEI. O objetivo central consistiu em identificar de que maneira a contação, o reconto e as mediações lúdicas e artísticas contribuem para a formação integral da criança. Os resultados indicam que, quando trabalhadas de forma intencional, as histórias clássicas ampliam a oralidade, fortalecem a imaginação, favorecem práticas criativas e promovem inclusão, superando o caráter de simples entretenimento. Constatou-se, ainda, que desafios como a falta de tempo, a carência de acervo e a ausência de formação continuada limitam o alcance dessas práticas. Conclui-se que a mediação pedagógica planejada das histórias clássicas constitui recurso essencial para o desenvolvimento linguístico e criativo das crianças, reafirmando a literatura como patrimônio cultural e instrumento pedagógico indispensável.

Palavras-chave: Educação Infantil; Histórias clássicas; Oralidade; Criatividade; Mediação pedagógica.

ABSTRACT
This article analyzes the role of classic stories in the development of oral expression and creativity in four-year-old children, considering literature as a formative axis in Early Childhood Education. The study, based on bibliographic research, drew upon classical and contemporary references as well as official documents such as the BNCC and RCNEI. The main objective was to identify how storytelling, retelling, and playful or artistic mediations contribute to the child’s integral development. The results show that, when intentionally addressed, classic stories expand oral skills, strengthen imagination, foster creative practices, and promote inclusion, going beyond mere entertainment. It was also found that challenges such as lack of time, insufficient collections, and absence of continuous teacher training limit the scope of these practices. The study concludes that the pedagogical mediation of classic stories, when critically planned, is an essential resource for children’s linguistic and creative development, reaffirming literature as both cultural heritage and an indispensable pedagogical tool.

Keywords: Early Childhood Education; Classic stories; Orality; Creativity; Pedagogical mediation.

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[1] Mestranda do curso de Ciências da Educação da Universidade Del Sol – UNADES

O PAPEL DAS HISTÓRIAS CLÁSSICAS NO DESENVOLVIMENTO DA EXPRESSÃO ORAL E DA CRIATIVIDADE DE CRIANÇA DE 4 ANOS

Felipe de Oliveira Dias1

RESUMO

A inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais tem se consolidado como um princípio fundamental da Educação contemporânea. Nesse contexto, a Educação Física destaca-se como componente curricular capaz de favorecer a interação social, o desenvolvimento motor e a participação ativa dos estudantes. Este estudo teve o objetivo de analisar como as práticas pedagógicas desenvolvidas nas aulas de Educação Física contribuem para a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A pesquisa caracteriza-se como quali-quantitativa, com levantamento bibliográfico e investigação de campo realizada em uma escola pública municipal. Foram aplicados questionários a professores e alunos, e os dados foram analisados de forma descritiva e interpretativa. Os resultados evidenciaram que a Educação Física favorece a inclusão, promovendo socialização, desenvolvimento integral e redução de barreiras atitudinais. Contudo, foram identificados desafios relacionados à formação docente e à necessidade de metodologias adaptadas. Conclui-se, portanto, que o professor desempenha papel central na efetivação da inclusão, sendo essencial a formação continuada e o planejamento pedagógico inclusivo.

Palavras-chave: Educação Física; Inclusão escolar; Necessidades educativas especiais; Práticas pedagógicas.

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1Lcenciatura em Educação Física pela Faculdade Terra Nordeste – FATENE. Especialista em Educação Física Escola pela Faculdade do Vale Elvira Dayrell. Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Eudes Barbosa Soares Júnior1

RESUMO

A escola contemporânea deve atuar como um espaço de formação integral, promovendo o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de seus educandos, com vistas à construção de uma sociedade mais justa, participativa e democrática. Dentro dessa perspectiva, esta pesquisa teve como objetivo investigar como o gênero textual fábula pode contribuir para a formação de leitores críticos e para o desenvolvimento da cidadania entre alunos do ensino fundamental. Partindo do pressuposto de que a literatura infantil possui um papel essencial na constituição de valores éticos e sociais, propôs-se uma intervenção pedagógica com uma turma do 6º ano da Escola Municipal Secretário Paulo Petrola, situada em Fortaleza/CE. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, de natureza interventiva, com base na pesquisa-ação segundo Thiollent (2005), Haguette (1990) e Bortoni-Ricardo (2009). Foram realizadas seis oficinas pedagógicas estruturadas conforme a sequência básica de Cosson (2014), utilizando fábulas clássicas e contemporâneas como ponto de partida para debates, atividades de leitura, produção textual e reflexão sobre valores como respeito, solidariedade, justiça e responsabilidade. O trabalho buscou também associar as temáticas presentes nas fábulas às experiências cotidianas dos alunos, promovendo a constituição do senso crítico a partir das “morais da história”. A fundamentação teórica apoiou-se em autores que defendem a literatura como instrumento de humanização, tais como Cândido (2004) e Libâneo (2001), e em pensadores como Aristóteles (1991), Kant (2004), Morin (2003) e Durkheim (1983), cujas contribuições ajudaram a compreender a relação entre indivíduo, sociedade, moral e ética. Os resultados indicaram que a leitura crítica de fábulas, aliada a práticas reflexivas, favorece a formação de leitores mais conscientes e participativos, capazes de refletir sobre si mesmos e sobre o mundo em que vivem. Conclui-se, portanto, que integrar literatura infantil e conteúdos atitudinais no contexto escolar é uma estratégia eficaz para fortalecer o protagonismo estudantil e promover uma convivência mais ética e cidadã no ambiente educacional.

Palavras-chave: Formação de leitores. Ética. Valores morais. Fábula. Cidadania.

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1Bacharel em Ciências Sociais, Universidade Federal do Ceará-UFC. Licenciatura em Língua Portuguesa, Universidade Estadual do Ceará- UECE. Bacharel em Direito, Universidade de Fortaleza -UNIFOR. Mestrado em Letras, UERN, RN. Doutorado em Ciências da Educação, UNADES/PY.

FÁBULAS NA EDUCAÇÃO LITERATURA INFANTIL COMO ALICERCE PARA LEITURA CRÍTICA E CIDADANIA

Lúcia de Fátima da Justa Teixeira Rocha1

RESUMO

A escola é um sítio de produção do conhecimento sendo um universo de interações entre o  processo do ensino, os sujeitos desse processo e aquele que administra os recursos financeiros  e pedagógicos para que essa máquina possa funcionar e produzir conhecimento com qualidade  e responsabilidade – o gestor escolar. Em muitas comunidades, situadas em diversas cidades  cearenses, há um grande número de professores, funcionários e grande parte dos integrantes do  Conselho Escolar e Círculo de Pais e Mestres que não participam de todo o processo  administrativo da escola e tampouco têm conhecimento dos recursos recebidos pela escola.  Credita-se a esse fato que muitos gestores deixam de informar, por meio de uma gestão  transparente e participativa, os ocorridos na escola, tanto os problemas, desafios como a busca  de soluções destes. Nesse contexto, questionamos: Gestores de escola pública têm compromisso  com a gestão democrática regida pelas leis brasileiras, assumindo a postura de partilhar gastos  e apresentar para a sociedade a aplicabilidade dos recursos? Partilha decisões e estratégias de  soluções de problemas com os outros sujeitos da comunidade escolar? Partilha decisões com  professores, estudantes e pais de alunos? Em nosso trabalho, coletamos por meio de  questionário, opiniões e percepções pontuadas nas falas de uma amostra de gestores de escolas  públicas do município de Itaitinga, Ceará, Brasil a respeito de haver ou não gestão democrática nessas escolas e como se dá a dinâmica dessa gestão. Foi revelado que há transparência na  administração escolar na rede de escolas públicas da cidade de Itaitinga, sendo os gestores  responsáveis e democráticos nesse contexto. Quanto à avaliação da qualidade da relação entre  gestor escolar e estudantes nas referidas escolas foi revelado por meio das opiniões dos gestores  entrevistados que, embora seja extremamente complexa e multifacetada essa relação  gestor/comunidade estudantil, as relações foram consideradas boas. Há nesse sentido, o  consenso de que a gestão democrática é uma ação real nas escolas onde estão lotados essa  amostra de gestores, pois, a prática está fundamenta nas seguintes ações: A gestão escolar no  geral é transparente, com prestação de contas à comunidade por meios de reuniões presenciais  frequentes; os recursos são insuficientes, mas cobrem parte das demandas; Os professores  lotados nestas escolas recebem apoio da gestão para planejar e avaliar suas práticas  pedagógicas; a comunidade escolar, família e sociedade por ficar a par dos acontecimentos da  gestão financeira, por essa ação de transparência, sentem um pertencimento ao trabalho da  escola, entendendo que essa ação configura uma gestão compartilhada; há boas relações, com  bastante diálogo entre gestores e alunos; há diálogos frequentes com as famílias dos estudantes,  pois a prática é organizar e promover reuniões presenciais frequentes, o que gera boas relações  com os pais, professores e estudantes; fazer comunicações sobre as reuniões, datas importantes;  datas do calendário letivo que podem ser por meio de comunicados impressos e murais ou  ainda uso de aplicativos e redes sociais.

Palavras-chave: Escola pública. Gestão Escolar. Comunidade Escolar. Gestão democrática.

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1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY

ANÁLISE DE OPINIÕES DE GESTORES SOBRE A DINÂMICA DA GESTÃO EM ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE ITAITINGA, CEARÁ, BRASIL, AÑO, 2025.