Francisca Cleide de Lima Santos[1]

RESUMO

O domínio da ortografia e da compreensão leitora não se restringe ao cumprimento de regras gramaticais, mas constitui a base para o desenvolvimento do pensamento crítico, da argumentação e da produção textual consciente, competências essenciais para o ingresso no Ensino Médio e para a participação cidadã. É neste contexto que o Projeto Soletrando se destaca como estratégia de intervenção, que busca criar situações didáticas que estimulem o aluno a ler, refletir sobre o funcionamento da língua e escrever de forma consciente, conectando teoria e prática. Através de atividades, desafios ortográficos, oficinas de leitura e produções textuais mediadas. Este artigo tem como objetivo geral: analisar o Projeto Soletrando como estratégia para o desenvolvimento da ortografia e da compreensão leitora de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental na escola de ensino fundamental Henrique Gonçalves da Justa. E como objetivos específicos: compreender a importância de usar projetos na educação e identificar as principais dificuldades de leitura dos alunos do 9° ano. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário digital com alunos, disponibilizado por meio da plataforma Google Forms. Constatou-se que a prática constante da soletração estimula a atenção às regras ortográficas, bem como o reconhecimento e o uso correto das palavras no contexto da escrita. Além desses resultados, o Projeto Soletrando contribuiu para que o estudante compreenda a escrita como um processo e não apenas como um produto, desenvolvendo gradualmente a atenção à norma ortográfica e à coerência textual.

  Palavras-chave: Projeto Soletrando, compreensão leitora, ortografia.

1Graduação em Pedagogia- Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Cidade do Vale do Acaraú, Ceará, Brasil. Mestranda em Ciências da Educação pela Universidad Del Sol, UNADES/PY.

PROJETO SOLETRANDO COMO ESTRATÉGIA PARA DESENVOLVER A ORTOGRAFIA E COMPREENSÃO LEITORA DE ALUNOS DO 9ªANO DA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL HENRIQUE GONÇALVES DA JUSTA – ITAITINGA- CE

Maria Liduina Maciel de Sousa1

RESUMO

A avaliação diagnóstica é uma das ferramentas mais potentes para o fortalecimento da educação inclusiva. Ela possibilita uma escuta ativa e empática, permite a personalização dos processos de ensino e aprendizagem, e contribui para a construção de práticas pedagógicas verdadeiramente democráticas. Quando orientada por uma concepção humanista, como propõem Freire e Luckesi, a avaliação deixa de ser um instrumento de exclusão e passa a ser um ato político e ético em favor da equidade e da justiça social. Essa ferramenta  não se restringe a um momento pontual no início do ano letivo, mas deve ser entendida como um processo contínuo, que acompanha o desenvolvimento do aluno ao longo do tempo. Para que ela seja eficaz, é necessário que seja realizada com sensibilidade e competência técnica, envolvendo observações, entrevistas, aplicação de instrumentos específicos, análise do histórico escolar, pareceres multiprofissionais e, principalmente, o diálogo com o próprio estudante e sua família. Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho foi o de realizar uma Análise de Conteúdo sobre Avaliação diagnóstica, a partir de opiniões e percepções de estudantes, gestores, coordenadores e professores do ensino fundamental de escola pública do município de Itaitinga, Ceará, Brasil. A análise  realizada no presente trabalho permitiu identificar que os desafios enfrentados pelos professores cearenses na implementação da Avaliação Diagnóstica em Matemática e Língua Portuguesa são complexos e multidimensionais, envolvendo aspectos que vão desde a formação docente até as condições materiais de trabalho. A despeito do robusto arcabouço legal e institucional construído no estado do Ceará para sustentar esta política avaliativa, persistem obstáculos significativos que limitam sua potencial contribuição para a melhoria da qualidade educacional e para a promoção da equidade. Os dados examinados na pesquisa de campo realizada no contexto dessa Dissertação de Mestrado pela UNADES/PY sugerem que a superação desses desafios requer estratégias integradas que atuem simultaneamente em várias frentes: qualificação da formação docente, desenvolvimento de materiais pedagógicos alinhados com os resultados da avaliação, criação de estruturas institucionais que favoreçam o trabalho colaborativo entre professores, e fortalecimento da capacidade analítica das escolas para interpretação e utilização dos dados avaliativos. Tais estratégias devem levar em conta as especificidades das áreas de Matemática e Língua Portuguesa, desenvolvendo abordagens customizadas que respondam às particularidades epistemológicas de cada componente curricular

Palavras-chave: Avaliação Diagnóstica. Educação. Formação do docente. Família. Estudante.

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1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY

ANÁLISE EM RECORTE DE OPINIÕES E PERCEPÇÕES DE SUJEITOS EDUCADORES SOBRE A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL I DONA CONCEIÇÃO

RESUMO

Este artigo aborda a implantação de um projeto de reciclagem de resíduos sólidos como ação transversal de educação ambiental em um Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) de Fortaleza – Ce. Essas escolas, que atendem alunos do ensino fundamental II e médio, possuem funcionamento diferenciado e enfrentam desafios estruturais, mas exercem papel relevante na reintegração escolar e na formação cidadã. O objetivo geral do estudo foi investigar as contribuições do projeto para promover uma educação ambiental crítica, interdisciplinar e voltada a práticas     sustentáveis. Na introdução, o texto é fundamentado por autores como Freire (1987), Gadotti (2003), Guimarães (2006), Fonseca (2003) e Reigota (2004), que discutem a educação ambiental como instrumento de transformação social e desenvolvimento de consciência crítica. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico, análise documental, observação direta e entrevistas semiestruturadas com professores, buscando compreender significados e práticas associadas ao tema. Os resultados indicaram que, apesar do elevado nível de escolaridade dos docentes, a ausência de formação específica em educação ambiental limita a aplicação transversal da temática. A sobrecarga de trabalho docente e a falta de articulação institucional também dificultam a continuidade de iniciativas. No entanto, o projeto promoveu engajamento, reflexão crítica e integração de saberes, incentivando práticas mais conscientes sobre resíduos e sustentabilidade. Conclui-se que ações desse tipo, mesmo diante de limitações, podem mobilizar a comunidade escolar e contribuir para formar cidadãos mais críticos, responsáveis e comprometidos com a construção de uma sociedade sustentável.

Palavras-Chave: Educação Ambiental. Reciclagem de Resíduos. CEJA. Interdisciplinaridade. Escola.

Educação Ambiental e Reciclagem uma Experiência Pedagógica em um Centro de Educação de Jovens e Adultos

Verônica de Fàtima Leorne Chagas1

RESUMO

Esta pesquisa analisou a violência escolar, com ênfase no fenômeno do bullying, buscando compreender suas causas, consequências e possíveis estratégias de prevenção e redução de conflitos no ambiente educacional. O estudo teve como objetivo identificar, a partir de produções científicas, as práticas e atividades que podem contribuir para a construção de uma cultura de paz, fortalecendo o respeito, a empatia e o diálogo entre os sujeitos da comunidade escolar. Adotou-se uma metodologia de revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa, fundamentada em autores que discutem a violência nas instituições de ensino, o desenvolvimento socioemocional dos estudantes e as políticas de enfrentamento ao bullying. Foram consultados livros, artigos e dissertações publicados em bases acadêmicas nacionais, priorizando estudos que abordassem estratégias pedagógicas, intervenções socioeducativas e ações de mediação de conflitos. Os resultados evidenciaram que o bullying é um problema complexo, relacionado a fatores individuais, familiares e sociais, que impacta negativamente o processo de ensino e aprendizagem, o desenvolvimento emocional e o clima escolar. A análise apontou que atividades como projetos de convivência, rodas de conversa, programas de mediação, práticas lúdicas e campanhas de conscientização podem reduzir episódios de violência, fortalecendo vínculos e promovendo valores de cooperação e solidariedade. Conclui-se que a prevenção do bullying requer ações integradas entre escola, família e comunidade, além de políticas públicas que incentivem a formação continuada dos profissionais da educação, garantindo espaços de diálogo e práticas pedagógicas voltadas para a promoção da paz.

Palavras-chave:    Violência       Escolar;        Bullying;       Prevenção;          Cultura de Paz; Convivência.

VIOLÊNCIA NA ESCOLA E BULLYING CAMINHOS PARA PREVENÇÃO E REDUÇÃO DE CONFLITOS

Ana Lúcia Gonçalves da Silva 1

 

RESUMO

 

Este artigo analisa a relevância dos jogos pedagógicos no processo de inclusão de crianças atendidas pelo Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado (NAPE), localizado no município de Itaitinga, Ceará. O estudo parte da compreensão de que a ludicidade constitui uma estratégia pedagógica capaz de favorecer o desenvolvimento cognitivo, social e emocional de crianças com diferentes necessidades educacionais. A pesquisa possui abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada nas percepções de dez mães de crianças atendidas pelo NAPE. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, observações diretas e análise documental, permitindo uma compreensão aprofundada das experiências vivenciadas pelas famílias. A análise dos dados foi realizada por meio da técnica de Análise de Conteúdo, possibilitando a identificação de categorias relacionadas à ludicidade, ao desenvolvimento infantil e às práticas inclusivas. Os resultados evidenciam avanços significativos nas habilidades cognitivas, motoras e socioemocionais das crianças, destacando melhorias na atenção, na linguagem, na socialização, na coordenação motora e na autoestima. Observou-se ainda maior interesse e motivação pelas atividades escolares, bem como fortalecimento do vínculo entre educadores, crianças e famílias. Conclui-se que os jogos pedagógicos, quando planejados com intencionalidade educativa, configuram-se como instrumentos eficazes para a promoção da inclusão escolar e da aprendizagem significativa.

 

Palavras-chave: Jogos pedagógicos. Inclusão escolar. Ludicidade. Aprendizagem. Desenvolvimento infantil.

A RELEVÂNCIA DOS JOGOS PEDAGÓGICOS NA INCLUSÃO DE CRIANÇAS NO NAPE

Elda Santos Bezerra1

Denys Abner Santos Bezerra2

RESUMO

O presente artigo tem como tema “Alfabetização de aluno adulto: o contexto da EMEIEF Senador Carlos Jereissati, Maracanaú, Ceará, Brasil” sendo o objetivo fundamental investigar o o processo de alfabetização de adultos inseridos na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no município de Maracanaú, Ceará. O estudo parte do problema: “O aluno adulto matriculado na EJA consegue obter êxito na sua aprendizagem alfabetizadora a partir das intervenções docentes?” e tem como objetivo geral analisar a evolução do aluno adulto matriculado na EJA, considerando as intervenções didático-pedagógicas que favorecem o seu progresso. Os objetivos específicos buscam conceituar a alfabetização do aluno adulto e sua predisposição em aprender, apresentar metodologias adequadas para garantir a aprendizagem e refletir sobre a realidade da alfabetização de adultos no contexto da rede pública municipal. A pesquisa fundamenta-se na análise da prática docente, na formação dos professores e nas condições institucionais que influenciam o processo de ensino-aprendizagem. Metodologicamente, a investigação segue uma abordagem qualitativa, com coleta de dados realizada por meio de observações, entrevistas semiestruturadas e análise documental, envolvendo professores e alunos da EJA. Os resultados apontam que a utilização de metodologias adequadas e contextualizadas, associadas à formação continuada dos docentes e ao reconhecimento das especificidades dos alunos adultos, contribui de forma significativa para o sucesso da alfabetização nessa modalidade. Conclui-se que a EJA, ao oferecer oportunidades de escolarização a jovens e adultos, representa um espaço de inclusão e transformação social, reafirmando o direito à educação ao longo da vida.

Palavras-chave: Alfabetização de adultos. Educação de Jovens e Adultos (EJA). Práticas pedagógicas. Formação docente. Inclusão social.

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1 Licenciada em Formação de Professores do Ensino Fundamental (1ª a 4ª Série) – Licenciatura Plena, na Universidade Estadual do Ceará. Pós Graduada – Especialização em Psicopedagogia Institucional – Educação – Instituto Superior de Teologia Aplicada. Mestranda em Ciências da Educação – UNADES /Py. 2 Graduado em Computação pela Universidade de Brasília. Analista de Tecnologia da Informação do Banco de Brasília, Brasil.

ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS ADULTOS O CONTEXTO DA EMEIEF SENADOR CARLOS JEREISSATI, MARACANAÚ, CEARÁ, BRASIL

Erandir Pereira1

RESUMO

O presente estudo objetivou compreender e analisar as dificuldades e transtornos de aprendizagem no contexto escolar, com um foco específico nas práticas pedagógicas utilizadas para promover a inclusão educacional efetiva. Realizado na Escola Antônio Gomes de Sousa, em Itatira, Ceará, Brasil. O trabalho se concentrou em avaliar a realidade dos estudantes que enfrentam transtornos de aprendizagem, como dislexia, discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e as abordagens adotadas pelos educadores para lidar com essas condições. A investigação se fundamenta em uma revisão de literatura abrangente que abarca as definições, causas, manifestações e implicações destes transtornos no desempenho acadêmico dos alunos. Além de investigar as características e causas dos transtornos de aprendizagem, o estudo explorou diversas práticas pedagógicas que demonstram potencial para auxiliar estudantes com dificuldades de aprendizagem, incluindo o uso de tecnologia assistiva e adaptações curriculares. A formação e capacitação dos docentes são discutidas como elementos essenciais na promoção de um ambiente de aprendizado inclusivo e adaptado às necessidades de cada estudante. As políticas públicas e legislações brasileiras relacionadas à educação inclusiva são analisadas com o intuito de identificar oportunidades e desafios para o fortalecimento destas normas e práticas. Com base em uma metodologia que incluiu pesquisa bibliográfica, estudos de caso e entrevistas com professores e especialistas, o presente trabalho ofereceu uma análise crítica das práticas atuais na educação inclusiva e propõe caminhos para aperfeiçoamento do processo educacional, tanto do ponto de vista pedagógico quanto das políticas de inclusão. Ao final, foram provocadas reflexões sobre o papel dos educadores e das políticas educacionais em assegurar o sucesso escolar de todos os estudantes, lançando luz sobre a importância de uma formação contínua e de um apoio mais efetivo aos educadores para lidar com a diversidade no ambiente escolar.

TRANSTORNO E DIFICULDADE DE APRENDIZADEM NO CONTEXTO ESCOLAR UM OLHAR SOBRE A PRATICÁ PEDAGÓGICA.

Maria Ilzenir Germano dos Santos1

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo cerne investigar como os jogos educativos podem melhorar o aprendizado da matemática no 5º ano do Ensino Fundamental, com foco na Escola 13 de Maio, em Itatira, Ceará. A pesquisa abordou a dificuldade dos alunos em compreender conceitos matemáticos, agravada por fatores socioeconômicos e pela percepção negativa da disciplina. Com base em métodos qualitativos e quantitativos, foram analisados os impactos de estratégias lúdicas no desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos estudantes. Os jogos foram selecionados de acordo com o currículo escolar, envolvendo conteúdos como operações básicas, frações e geometria. As atividades propostas visaram promover a aprendizagem ativa, utilizando desafios interativos que estimulam o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a cooperação entre os alunos. Foram aplicados questionários a professores e estudantes, além de observações em sala de aula para avaliar o impacto das práticas. Os resultados indicaram que os jogos educativos contribuíram para a melhoria do desempenho acadêmico, com alunos demonstrando maior interesse e engajamento nas aulas de matemática. Professores relataram que a integração dos jogos nas práticas pedagógicas possibilitou maior personalização do ensino, atendendo às diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem. Além disso, observou-se uma redução no nível de ansiedade dos alunos em relação à disciplina, criando um ambiente mais acolhedor e propício ao aprendizado. O presente estudo destaca a importância da formação docente para o uso eficaz de jogos educativos, sugerindo que programas de capacitação incluam estratégias lúdicas como parte do planejamento pedagógico. Também se ressalta a necessidade de ampliar pesquisas em contextos rurais, onde recursos limitados muitas vezes dificultam a adoção de metodologias inovadoras. Conclui-se que os jogos educativos são ferramentas poderosas para transformar o ensino da matemática, especialmente em comunidades vulneráveis, oferecendo um caminho promissor para a superação de desafios educacionais.

Palavras-chave: Jogos educativos, Ensino de matemática, Aprendizado lúdico, Educação rural, Estratégias pedagógicas.

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1Licenciada em Pedagogia em Regime Especial com habilitação em Matemática pela Universidade Vale do Acaraú, Ceará, Brasil. Possui duas especializações: em Educação Matemática pela Faculdade Kurios, Ceará, Brasil.  Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica pela Faculdade Kurios, Ceará, Brasil. Mestra em Ciências da Educação pela Universidad Del Sol, UNADES/PY.

JOGOS EDUCATIVOS NO ENSINO DA MATEMÁTICA ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR O APRENDIZADO NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA 13 DE MAIO EM ITATIRA CEARÁ, 2024

 

Camila Tomé Bastos1

RESUMO

O presente estudo investiga o uso de jogos matemáticos no Atendimento Educacional Especializado (AEE) como uma estratégia para promover a inclusão e o desenvolvimento de habilidades matemáticas em estudantes com necessidades educacionais especiais. A pesquisa tem como objetivo compreender como a ludicidade pode ser integrada ao ensino da matemática no AEE, favorecendo a aprendizagem significativa, a interação social e o fortalecimento da autoestima desses alunos. Para isso, foram analisadas práticas pedagógicas que utilizam jogos matemáticos, avaliando seus impactos no engajamento e no desempenho dos estudantes. Baseando-se em uma revisão bibliográfica e em relatos de experiências documentados, o trabalho discute a importância dos jogos como ferramentas didáticas que transcendem o simples entretenimento, tornando-se mediadores no processo de ensino e aprendizagem. São explorados conceitos como a educação inclusiva, o papel do AEE na oferta de um ensino adaptado às especificidades dos alunos e a eficácia dos jogos na superação de barreiras cognitivas e emocionais. Além disso, são apresentados exemplos práticos de jogos matemáticos que podem ser aplicados em contextos de AEE, destacando suas contribuições para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da concentração e da autonomia dos estudantes. Os resultados apontam que os jogos matemáticos promovem não apenas avanços acadêmicos, mas também a inclusão efetiva ao permitir que os alunos participem de forma ativa e colaborativa nas atividades escolares. Conclui-se que o uso de jogos matemáticos no AEE é uma prática pedagógica promissora, pois combina ludicidade e ensino, criando um ambiente mais acolhedor e motivador para o aprendizado. Esta dissertação reforça a importância de metodologias inovadoras e adaptadas no AEE, destacando o papel transformador dos jogos matemáticos na construção de uma educação mais inclusiva e acessível. Assim, o estudo contribui para o fortalecimento das práticas educacionais voltadas para a diversidade e para o desenvolvimento integral dos estudantes com necessidades educacionais especiais.

Palavras-Chave: Jogos Matemáticos. AEE. Ludicidade. Inclusão.

O USO DE JOGOS MATEMÁTICOS NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO ESTRATÉGIAS LÚDICAS PARA A INCLUSÃO E APRENDIZAGEM

Maria do Socorro Alencar Paulo1

RESUMO

Há claras informações de inúmeros autores brasileiros sobre dificuldades relatadas da maioria dos estudantes do Ensino fundamental para operar e solucionar de problemas com as quatro operações básicas de matemática. Como grave consequência, os estudantes têm sérias dificuldades com os demais conteúdos matemáticos que necessitam das 04 operações como base. Nesse cenário, o uso do lúdico, especialmente no Ensino Fundamental I vem sendo considerado com uma estratégia de excelência didática para melhor ensinar as 04 operações básicas. Nesse contexto, os jogos analógicos já estão inclusos como parte de muitos projetos trabalhados em diversas escolas brasileiras com o objetivo de mitigar as dificuldades dos estudantes em resolver operações/ problemas com as 04 operações básicas.  No presente trabalho, tendo o objetivo de buscar melhorar a aprendizagem das 4 operações básicas da matemática dos alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Irmã Maria Evanete, localizada na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, os estudantes, juntamente com a professora vivenciaram experiências em sala de aula com dois distintos jogos analógicos didáticos denominados “Aprendendo a dividir brincando com tampinhas” e “Quem Resolve mais Rápido?” Os problemas foram propostos de modo que os alunos tentaram solucionar sem o uso dos jogos (controle) e com o uso dos jogos, posteriormente resolvendo os mesmos problemas com o uso de algoritmos. Após a experiência, a professora coletou opiniões e percepções dos seus alunos e alunas com os quais vivenciou a referida ação interventiva lúdica. As opiniões dos estudantes revelaram que os jogos analógicos trabalhados em sala de aula são divertidos, fáceis de usar, colaborativos e auxiliaram na resolução de problemas com as 04 operações básicas de matemática. Finalmente, as seguintes considerações foram delineadas: (1) os jogos analógicos utilizados na referida experiência estão alinhados com as seguintes características: são Jogos didáticos que fazem uso do conteúdo escolar, tendo alto valor pedagógico; visam a aprendizagem fixação de conceitos, já que foi utilizado após o professor trabalhar um conteúdo; são de natureza cooperativa e competitiva, já que estimula a competição entre os participantes, mas que tem um conceito de cooperação, a aceitação, envolvimento e a diversão; são jogos funcionais já auxiliam no desenvolvimento, aprimoramento ou manutenção das capacidades físicas e das habilidades motoras; são jogos de raciocínio, já que estimulam a capacidade lógica do ser, jogos de matemática ou de estratégia; (2) os jogos experienciados na presente pesquisa estão alinhados com a Habilidade da BNCC: EF03MA05 – Desenvolvimento de estratégias pessoais e convencionais de cálculo envolvendo adição, subtração e multiplicação (usando propriedades do sistema de numeração).

Palavras chave: Dificuldades. Quatro Operações. Lúdico. Jogos analógicos. Ensino Fundamental I

JOGOS ANALÓGICOS COMO FERRAMENTAS COLABORATIVAS NAS APRENDIZAGENS DA MATEMÁTICA NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA ADELIDIA MAGNO DE OLIVEIRA