Francisca Janaina Soares de Oliveira[1]

RESUMO

Este estudo investigou a implementação das políticas públicas de inclusão escolar no Brasil, com foco nas dificuldades estruturais enfrentadas pelas escolas e nas estratégias pedagógicas adotadas para atender alunos com deficiências e transtornos do neurodesenvolvimento, em particular o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A partir de uma revisão bibliográfica sobre teorias educacionais e a legislação pertinente, a pesquisa analisa os desafios históricos e contemporâneos da inclusão educacional, destacando as barreiras estruturais, como a escassez de infraestrutura nas escolas públicas, a falta de profissionais especializados e a resistência cultural dos educadores. Além disso, são abordadas as práticas pedagógicas, a capacitação docente e as políticas públicas que buscam garantir o direito à educação de qualidade para todos. A análise revelou que, apesar dos avanços legais, a implementação das políticas enfrenta desafios significativos, como a insuficiência de recursos adequados e a resistência a mudanças estruturais no sistema educacional. A pesquisa também apresentou os principais fatores que impactam a inclusão escolar, como a formação insuficiente dos professores, a carência de materiais pedagógicos adaptados e o baixo investimento em tecnologias assistivas. Conclui-se que, embora a educação inclusiva no Brasil tenha avançado, ainda existem grandes obstáculos para garantir a participação plena de todos os alunos, sendo necessária uma transformação profunda no sistema educacional, com foco em práticas pedagógicas inclusivas, maior apoio estrutural e a sensibilização de toda a comunidade escolar. Propostas de melhorias, como o fortalecimento da formação contínua de educadores e a adaptação das infraestruturas escolares, são apresentadas como soluções para superar essas barreiras e promover uma educação verdadeiramente inclusiva.

Palavras-chave: Políticas públicas, Inclusão escolar, TDAH, TEA.

[1] Mestranda do curso de Ciências da Educação pela Universidade Del Sol – UNADES/PY.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA POLÍTICAS PÚBLICAS, SISTEMAS DE ENSINO, ERROS E ACERTOS NO AMBIENTE ESCOLAR

Leka Duarte Pinheiro1

RESUMO

O presente estudo investigou como a biblioteca escolar influencia a prática da leitura durante o intervalo pedagógico, reconhecendo-a como espaço formativo e de mediação cultural. Partiu-se da constatação de que muitas bibliotecas escolares são subutilizadas e carecem de estratégias contínuas para incentivar o hábito de leitura em momentos informais. O objetivo foi compreender de que modo a biblioteca pode funcionar como promotora da leitura e contribuir para a formação de leitores autônomos. Esse trabalho consiste em uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa e descritiva, fundamentada em publicações entre 2020 e 2025, localizadas em bases científicas como SciELO e Periódicos da Capes. Os resultados revelaram que a cooperação entre professores e bibliotecários, por meio de ações mediadas, estimula o interesse dos alunos e transforma o intervalo pedagógico em um período de aprendizagem significativa. Evidenciou-se que iniciativas como rodas de leitura, clubes literários e contação de histórias fortalecem a relação dos estudantes com os livros e promovem a consolidação de uma cultura leitora. Conclui-se que a biblioteca escolar constitui elemento indispensável ao processo educativo, capaz de favorecer inclusão, autonomia e prazer pela leitura, embora persistam desafios estruturais e carência de profissionais especializados.

Palavras-chave: Biblioteca escolar. Leitura. Intervalo pedagógico.

A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO INFLUÊNCIA NA PRÁTICA DA LEITURA NO INTERVALO PEDAGÓGICO

A RELEVÂNCIA DO PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PAIC) PARA O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

THE RELEVANCE OF THE LITERACY PROGRAM AT THE RIGHT AGE (PAIC) FOR THE LITERACY PROCESS LITERACY

LA IMPORTANCIA DEL PROGRAMA DE ALFABETIZACIÓN A LA EDAD ADECUADA (PAIC) PARA EL PROCESO DE ALFABETIZACIÓN

Celeste Maria Araújo Garcia1

RESUMO

Este artigo discute a relevância do Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC) para o processo de alfabetização nas séries iniciais. Com base em revisão bibliográfica de publicações científicas (2021-2025), apresenta-se o contexto nacional de alfabetização e o surgimento do PAIC no Ceará, destacando seus objetivos e diretrizes. Os resultados de estudos recentes evidenciam que o PAIC contribuiu significativamente para melhorar os indicadores de leitura e escrita das crianças, reduzindo o fracasso escolar e promovendo maior equidade educacional. Também se aborda o papel do regime de colaboração entre Estado e municípios, a formação continuada de professores e as estratégias de gestão adotadas no programa. As discussões apontam que o PAIC, além de elevar o nível de alfabetização na idade certa, inspirou políticas nacionais e tornou-se referência em políticas educacionais. Conclui-se reforçando a importância de políticas públicas colaborativas e baseadas em evidências para assegurar a alfabetização de todas as crianças na idade adequada.

Palavras-chave: Alfabetização. PAIC. Políticas educacionais. Formação de professores. Colaboração.

A RELEVÂNCIA DO PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA (PAIC) PARA O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Marcos Antonio Bezerra Costa1

RESUMO

Este artigo empreendeu a análise da gestão para resultados em uma escola pública de ensino médio de tempo integral do Ceará, buscando compreender seus limites e potencialidades a partir da percepção de diferentes atores escolares. Esta pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou entrevistas semiestruturadas com professores, alunos, gestores e pais de alunos, além de registros no diário de campo do pesquisador, permitindo uma leitura ampla e contextualizada das práticas de gestão. Os resultados apontaram como principais desafios: a regulação do trabalho docente, o estreitamento curricular voltado prioritariamente para conteúdos avaliados, a exclusão simbólica de alunos e professores que não se enquadram nas metas estipuladas e a consequente limitação da autonomia pedagógica. Por outro lado, também foram identificadas potencialidades associadas a esse modelo, como o estímulo ao trabalho coletivo, o fortalecimento de uma ética comunitária, o estabelecimento de metas compartilhadas e a possibilidade de consciência e orgulho coletivo em todos da comunidade escolar. Conclui-se que a gestão para resultados apresenta contradições que podem tanto restringir práticas educativas emancipatórias quanto favorecer a organização pedagógica e o engajamento da comunidade escolar. Assim, propõe-se que sua efetivação seja pautada por uma perspectiva equilibrada, capaz de articular indicadores quantitativos com a promoção de uma educação humanizadora e cidadã.

Palavras-chave: gestão para resultados; avaliação externa; autonomia docente; estreitamento curricular.

 

GESTÃO PARA RESULTADOS EM UMA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL limites e potencialidades do uso de indicadores quantitativos

 

Alexandra Paiva de Menezes[1]

RESUMO

Este artigo apresenta resultados de uma dissertação de mestrado que investigou as implicações da Psicomotricidade Relacional, fundamentada por André Lapierre, Emília Ferreiro e Ana Teberosky, na aprendizagem da escrita em crianças da Educação Infantil. A pesquisa-ação, de abordagem qualitativa, foi realizada em uma escola municipal de Fortaleza (CE) com 12 crianças de 5 anos, divididas em grupo experimental (GE), que participou de 12 sessões de Psicomotricidade Relacional, e grupo controle (GC), sem participação. Foram aplicados pré e pós-testes de escrita e analisados registros em vídeo das sessões para identificar comportamentos emergentes.As análises permitiram a identificação de 14 categorias de comportamento, destacando-se aspectos motores, estruturação espaço-temporal, criatividade, imaginação, autonomia, atenção, relações interpessoais e intrapessoais, além de produções de escrita e desenhos. Os resultados indicaram que a Psicomotricidade Relacional favoreceu a coordenação motora, a percepção espaço-temporal, a socialização, a autonomia, a autoestima e a organização do pensamento, refletindo na evolução das hipóteses de escrita. Conclui-se que a Psicomotricidade Relacional é uma metodologia eficaz para integrar corpo, emoção e cognição, proporcionando um ambiente significativo de aprendizagem. Sua prática contribui para o desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional, confirmando-se como estratégia pedagógica relevante para a aquisição da escrita na Educação Infantil.

Palavras-chave: Psicomotricidade Relacional; Educação Infantil; aprendizagem da escrita; desenvolvimento socioemocional.

AS IMPLICAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NA APRENDIZAGEM DA ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Luiz Claudio Cavalcanti Araújo1

 

RESUMO

 

Este artigo aborda a implantação de um projeto de reciclagem de resíduos sólidos como ação transversal de educação ambiental em um Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) de Fortaleza – Ce. Essas escolas, que atendem alunos do ensino fundamental II e médio, possuem funcionamento diferenciado e enfrentam desafios estruturais, mas exercem papel relevante na reintegração escolar e na formação cidadã. O objetivo geral do estudo foi investigar as contribuições do projeto para promover uma educação ambiental crítica, interdisciplinar e voltada a práticas     sustentáveis. Na introdução, o texto é fundamentado por autores como Freire (1987), Gadotti (2003), Guimarães (2006), Fonseca (2003) e Reigota (2004), que discutem a educação ambiental como instrumento de transformação social e desenvolvimento de consciência crítica. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico, análise documental, observação direta e entrevistas semiestruturadas com professores, buscando compreender significados e práticas associadas ao tema. Os resultados indicaram que, apesar do elevado nível de escolaridade dos docentes, a ausência de formação específica em educação ambiental limita a aplicação transversal da temática. A sobrecarga de trabalho docente e a falta de articulação institucional também dificultam a continuidade de iniciativas. No entanto, o projeto promoveu engajamento, reflexão crítica e integração de saberes, incentivando práticas mais conscientes sobre resíduos e sustentabilidade. Conclui-se que ações desse tipo, mesmo diante de limitações, podem mobilizar a comunidade escolar e contribuir para formar cidadãos mais críticos, responsáveis e comprometidos com a construção de uma sociedade sustentável.

 

Palavras-Chave: Educação Ambiental. Reciclagem de Resíduos. CEJA. Interdisciplinaridade. Escola

Educação Ambiental e Reciclagem uma Experiência Pedagógica em um Centro de Educação de Jovens e Adultos

Ana Jessica Sales Félix1

RESUMO

A coordenação pedagógica na educação infantil enfrenta, historicamente, uma série de desafios relacionados à indefinição de seu papel, à sobreposição de funções administrativas e à escassez de condições adequadas para o exercício pleno de sua função formadora. Em muitas escolas públicas, a figura do coordenador é percebida ora como burocrata escolar, ora como apoio técnico, sendo raramente reconhecida como mediadora do processo pedagógico. Essa ambiguidade compromete a efetividade das ações formativas e dificulta a construção de uma prática educativa centrada na infância, no diálogo e na reflexão. Diante dessa problemática, esta dissertação investigou a atuação da coordenação pedagógica na educação infantil em uma escola pública do município de Itatira, no estado do Ceará. O estudo teve como objetivo analisar como se configura o trabalho da coordenação pedagógica na educação infantil em uma escola pública do município de Itatira, Ceará, com ênfase nas práticas, desafios, contribuições e percepções dos sujeitos escolares envolvidos. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com aplicação de questionários semiestruturados a professores, coordenadora pedagógica, direção escolar e pais de alunos. Os resultados revelaram que a coordenação é amplamente reconhecida como instância articuladora, promotora de planejamento coletivo, escuta e apoio à prática pedagógica. Contudo, desafios como a sobrecarga de funções, ausência de apoio técnico contínuo e limitações estruturais ainda dificultam o pleno exercício da função formadora. A análise dos dados permitiu identificar avanços importantes nas relações institucionais e no protagonismo da coordenação, especialmente no diálogo com as famílias, no incentivo ao brincar e na valorização da cultura local. O reconhecimento coletivo de sua atuação por diferentes segmentos da comunidade escolar indica que, mesmo diante de adversidades, a coordenação pedagógica tem contribuído para consolidar uma educação infantil mais participativa e sensível às realidades do território. Conclui-se que, quando legitimada e fortalecida por políticas públicas e por práticas colaborativas, a coordenação pedagógica torna-se peça-chave na promoção de uma escola democrática, centrada nos direitos das crianças e comprometida com a transformação social.

Palavras-chave: coordenação pedagógica; educação infantil; formação docente; escola pública; gestão democrática.

REFLEXÕES SOBRE O TRABALHO DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE ITATIRA

Pedro de Alcantara Lobo de Oliveira1

RESUMO

O presente artigo apresenta resultados de uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Del sol, UNADES/PY, cujo títutlo é  “Uso de fontes no ensino de História: concepções de professores dos anos finais do ensino médio em Itatira – Ceará”. Essa investigação analisou as concepções de fontes históricas a partir das opinioes e percepções dos professores convidados a participar da pesquisa, que partiu da  seguinte pergunta norteadora: Que concepções de fonte histórica têm os professores de História da rede municipal de Itatira? Em busca de respostas, traçamos como objetivo principal entender o que os professores de História do município de Itatira pensam sobre fontes históricas.  Como objetivos específicos propusemos: a) diferenciar os usos das fontes históricas na historiografia e no ensino escolar; b) discutir se a formação inicial e continuada dos professores repercute no trabalho com fontes no ensino de História e c) analisar o uso das fontes históricas pelos professores. Utilizou-se uma abordagem metodológica qualitativa por tratar-se de uma investigação descritiva, indutiva e de caráter analítico. Também recorremos a alguns aportes da técnica da análise de conteúdo de Bardin, criando para essa finalidade, categorias e a sistematização das respostas dos docentes. A investigação está assentada no campo da Educação Histórica, em diálogo com a Didática da História e com a Teoria da História, trazendo as considerações de Rüsen (2007), Collingwood (2001), Ashby (2003; 2006), Schmidt (2020), Cainelli (2009; 2019) e Simão (2007; 2011). O presente trabalho também teceu discusões sobre diferenças entre o uso de fontes históricas no âmbito da historiografia e do ensino de História, tomando como base os autores Silva e Silva (2005), Droysen (2009), Bloch (2002), Barros (2019; 2020), Le Goff (2013), Burke (1992), Pereira e Seffner (2008) e Aquino (2014), entre outros. Para analisar o perfil dos professores participantes da pesquisa, lançamos mão dos escritos de Huberman (1999), sobre as fases da vida profissional dos professores e Tardif (2004), sobre os saberes docentes. Os dados foram produzidos por meio de um questionário on-line, para o qual obtivemos nove respostas. Como resultados principais, a pesquisa aponta: a formação inicial e continuada qualifica os professores para o trabalho com fontes na historiografia, mas ainda não propriamente na Educação Histórica; a concepção de fonte histórica apresentada pelos professores é legada das vertentes oriundas da História Nova e eles discutem com propriedade o uso de fontes históricas em sala de aula, mesclando diversas práticas; as entendem como ilustração, recurso para chamar a atenção dos alunos ou como possibilidade de refinar seu pensamento acerca dos conteúdos abordados. Em que pese a falta de domínio conceitual acerca da evidência histórica, averiguou-se que tal conceito está presente na prática desses professores, pois eles se preocupavam em significar as fontes históricas como essenciais para a produção do conhecimento histórico.

Palavras-chave: fontes históricas; concepções de professores; Didática da História; Educação Histórica

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1Professor de História da rede de ensino público da cidade de Itatira, Ceará, Brasil. Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

USO DE FONTES NO ENSINO DE HISTÓRIA CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO MÉDIO EM ITATIRA- CE esse

Ana Márcia Maia Gadelha de Andrade1

RESUMO

O presente estudo intitulado “Escuta das Adolescências em Fortaleza: reflexão para mobilização coletiva por aprendizagens significativas na escola” analisa a importância da escuta qualificada de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental como estratégia para a construção de uma escola com identidade própria e voltada ao desenvolvimento integral dos adolescentes. Inserida no contexto da Política Nacional Escola das Adolescências, a iniciativa da Semana da Escuta, realizada entre 13 e 31 de maio de 2024, mobilizou mais de 2,2 milhões de estudantes em todo o país. O objetivo principal foi ouvir de forma sistêmica  os estudantes dos 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Essa mobilização nacional buscou compreender suas opiniões, percepções e prioridades em relação a quatro eixos temáticos: currículo; clima e convivência; inovação; e participação. Esta pesquisa em Fortaleza, de abordagem quali-quantitativa, evidenciou que os adolescentes atribuem à escola um papel central de socialização, convivência e acesso a experiências socioculturais, mas identificam fragilidades na participação cidadã e no acesso à informação. Os resultados apontam para a necessidade de fortalecer o protagonismo juvenil e promover aprendizagens significativas que integrem dimensões cognitivas, afetivas e sociais, favorecendo a formação integral dos adolescentes no século XXI.

Palavras-chave: Adolescências. Escuta Qualificada. Aprendizagens Significativas. Protagonismo Juvenil. Formação Integral.

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1 Especialista em Coordenação Pedagógica pela UFC. Mestranda em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

ESCUTA DAS ADOLESCÊNCIAS EM FORTALEZA REFLEXÃO PARA MOBILIZAÇÃO COLETIVA POR APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS NA ESCOLA

 

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Fernanda Maria Melo Sampaio1

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do transtorno de ansiedade no processo de aprendizagem de alunos do 4º ano do ensino fundamental em escolas públicas da rede municipal de Fortaleza. Considerando o crescimento de diagnósticos de transtornos emocionais entre crianças em idade escolar, esta pesquisa se debruça sobre as manifestações da ansiedade no ambiente educacional, seus reflexos no desempenho acadêmico, nas relações interpessoais e no desenvolvimento socioemocional dos estudantes. O estudo parte da compreensão de que a ansiedade, quando persistente e em níveis elevados, pode comprometer significativamente a capacidade de concentração, memorização, organização e participação ativa dos alunos nas atividades escolares. Para isso, foram utilizados referenciais teóricos das áreas da psicologia da educação, da neurociência e da pedagogia, além de documentos oficiais e estudos de caso relacionados ao contexto da educação pública. A metodologia adotada tem caráter qualitativo, com base em revisão bibliográfica e análise de dados oriundos de observações em sala de aula, entrevistas com professores, coordenadores pedagógicos e, quando possível, com responsáveis pelos alunos. A pesquisa buscou identificar não apenas os sinais mais comuns da ansiedade infantil em ambiente escolar, mas também as estratégias adotadas pelas instituições e profissionais da educação para lidar com essa realidade. Os resultados apontam que o transtorno de ansiedade interfere diretamente na aprendizagem, especialmente em atividades que exigem exposição pública, avaliação ou cumprimento de tarefas sob pressão. Observou-se ainda a escassez de apoio psicológico sistematizado nas escolas públicas, o que dificulta tanto o diagnóstico precoce quanto o acompanhamento adequado dos estudantes com sintomas ansiosos. Conclui-se que é urgente a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no ambiente escolar, bem como a formação continuada de educadores para identificar e intervir de forma empática e eficaz nos casos de ansiedade. A escola precisa ser um espaço não apenas de instrução, mas também de acolhimento emocional, favorecendo o pleno desenvolvimento dos alunos em suas múltiplas dimensões.

Palavras-chave: Transtorno de Ansiedade. Aprendizagem. Educação Pública. Ensino Fundamental. Saúde Mental Escolar.

O IMPACTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO 4° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE FORTALEZA