Francisco Régio de Oliveira Pinto1

RESUMO

A evasão escolar no ensino médio brasileiro constitui um dos desafios mais complexos da educação pública. Os altos índices de abandono refletem uma combinação de fatores socioeconômicos, institucionais e pedagógicos que dificultam a permanência dos estudantes. Tal condição no ensino médio atinge principalmente alunos de baixa renda, que habitam periferias urbanas e áreas rurais, evidenciando uma desigualdade educacional estrutural. No Brasil, políticas públicas de permanência escolar foram criadas com o objetivo de mitigar esse problema. Entre estes destaca-se o “Projeto Pé de Meia”, uma poupança destinada a apoiar a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público em todo o Brasil. O presente trabalho foi então desenvolvido para tentar responder a seguinte pergunta: Quais os impactos causados na problemática da evasão escolar no ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio José Maria Campos De Oliveira, Fortaleza, Ceará, Brasil  devido à inserção do “Programa Pé-de-meia”? Para isso foi feita uma avaliação a partir de um questionário investigativo aplicado a uma amostra de 85 estudantes, 23 professores e pais de alunos. Os resultados revelaram que a violência, o uso de drogas, o desinteresse pelos estudos e necessidade de trabalhar para ajudar a família são os fundamentais fatores que promovem a evasão escolar no ensino médio. Em relação aos impactos do “Programa Pé-de-Meia” sob esse panorama, os resultados da pesquisa de campo revelaram que, com a implementação de políticas públicas de incentivo como o “Programa Pé-de-Meia” nessa escola pode-se observar uma redução nas taxas de abandono escolar, especialmente entre os estudantes de classes mais baixas. Os pais opinaram que a bolsa concedida pelo referido programa é de grande importância  para  que os filhos possam permanecer na escola, não necessitando abandonar os estudos para trabalhar e ajudar a família financeiramente, o que configura em um fator limitante da formação do estudante de ensino médio.

Palavras-chave: Programa Pé-de-Meia. Evasão escolar. Ensino Médio. Escola Pública. Políticas públicas.

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1Doutor em Ciências da Educação pela UNADES/PY

AVALIAÇÁO DO PROGRAMA PÉ-DE-MEIA NO ENSINO MÉDIO DA EEMTI JOSÉ MARIA CAMPOS DE OLIVEIRA, FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL, ANO 2025.

Antonio Eliano Paiva Gomes1

RESUMO

Este estudo tem sua origem na necessidade de inserir a Sequência Fedathi na Educação Básica, em uma escola pública estadual, como parte permanente da prática docente. A pesquisa teve como foco o objeto de conhecimento da Geometria Analítica Plana, frequentemente negligenciado por professores. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar a prática do ensino de Geometria Analítica Plana sob a influência da Sequência Fedathi, com o suporte do software GeoGebra, em uma escola de Ensino Médio da Educação Profissional no município de Itatira-CE. De natureza descritiva e exploratória, a pesquisa buscou descrever e compreender fenômenos didáticos, destacando a utilização da Sequência Fedathi como metodologia de ensino e pesquisa, aliada ao uso do GeoGebra como recurso didático. A problemática central envolveu as dificuldades enfrentadas por estudantes e professores na abordagem de conteúdos abstratos, como o cálculo da área de um triângulo a partir de coordenadas. Caracterizada como qualitativa, a investigação foi conduzida na forma de pesquisa participante, utilizando como instrumentos de coleta de dados um questionário aplicado via Google Forms a 7 professores da rede estadual e observações da prática docente em sala de aula. Os principais resultados incluíram a sistematização do método de pesquisa com base na Sequência Fedathi, identificada e testada ao longo do estudo. As práticas docentes observadas foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin (2016), revelando que os professores reconhecem dificuldades recorrentes dos alunos com conceitos fundamentais, especialmente os que exigem visualização geométrica e raciocínio algébrico. Os resultados também indicam que, embora parte dos docentes conheça e utilize elementos da Sequência Fedathi, muitos ainda o fazem de maneira intuitiva ou parcial. Em relação às tecnologias, o GeoGebra é reconhecido como uma ferramenta valiosa, ainda que subutilizada por alguns professores.

Palavras-chave: Geometria Analítica Plana. Sequência Fedathi. Ensino de Matemática. GeoGebra. Mediação Docente.

O ENSINO DE GEOMETRIA ANALÍTICA À LUZ DA SEQUÊNCIA FEDATHI COM O AUXÍLIO DO SOFTWARE GEOGEBRA

Walderlânia Colares Botêlho1

RESUMO

A presente pesquisa tem como objetivo analisar os processos e desafios da inclusão escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com foco nas práticas pedagógicas e nas condições institucionais que possibilitam a efetivação de uma educação verdadeiramente inclusiva. A pesquisa parte do pressuposto de que a inclusão não se limita à matrícula de estudantes com deficiência ou necessidades educacionais específicas, mas exige um conjunto articulado de ações pedagógicas, políticas e sociais que promovam a equidade e o respeito à diversidade no ambiente escolar. Com base em uma abordagem qualitativa, o estudo fundamenta-se em referenciais teóricos que discutem a inclusão educacional, a formação docente, a pedagogia diferenciada e os direitos das crianças, tais como Mantoan, Glat, Aranha, entre outros. A análise destaca que, apesar dos avanços legais e das políticas públicas voltadas à inclusão, ainda existem muitos obstáculos na prática cotidiana das escolas, como a falta de formação continuada dos professores, a escassez de recursos pedagógicos adaptados e o preconceito social que ainda persiste. O estudo também aponta a importância do trabalho colaborativo entre educadores, equipe gestora, famílias e profissionais de apoio, além da necessidade de se construir uma cultura escolar baseada no acolhimento, na empatia e na valorização das diferenças. Nesse sentido, a inclusão deve ser compreendida como um processo contínuo de transformação das práticas escolares, que respeite o tempo e as potencialidades de cada criança, garantindo seu desenvolvimento integral e sua participação plena no processo educativo. Conclui-se que os anos iniciais do Ensino Fundamental representam uma etapa crucial para consolidar uma educação inclusiva, sendo necessário fortalecer políticas públicas, investir na formação docente e promover uma mudança de paradigma no cotidiano das escolas.

Palavras-chave: inclusão. ensino fundamental. anos iniciais. práticas pedagógicas. equidade. formação docente. diversidade.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL CAMINHOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Marcos Antonio Bezerra Costa1

RESUMO

Esse artigo bibliográfico, produzido a luz de correntes de pensadores multifacetados como: Libâneo (2007) Libânio, Oliveira e Toschi (2012), Lück (2007), Paro (2008; 2010; 2016) e Vasconcellos (2009), busca como objetivo central, contribuir para o estudo da gestão escolar para resultados. A pesquisa permitiu a percepção de que administração escolar para resultados e gestão escolar para resultados são termos distintos, sendo gestão escolar para resultados mais adequado quando se associa à escola. Observou-se ainda que a existência da gestão democrática para resultados tem como princípio a participação ativa de todos os segmentos da comunidade escolar, isso é basilar na garantia da qualidade para todos os estudantes e no alcance das metas planejadas. Conclui-se que a escola do século XXI que busque atingir objetivos traçados, exige uma dinâmica eclética, plural, com prática coerente e democrática, ou seja, uma gestão que se preocupe com outro, empática, que alcance uma escuta ativa e formadora, tudo isso a partir de diferentes pontos de vista. Para tanto, é necessário que velhos paradigmas sejam rompidos, a fim de permitir que novos olhares e conceitos sejam direcionados a gestão escolar.

Palavras-chave: Gestão Escolar para Resultados. Gestão Democrática. Revisão de Literatura. Qualidade da Escola.

GESTÃO ESCOLAR PARA RESULTADOS NO SÉCULO XXI REVISANDO CONCEITOS

Maria Cidiane Lourenço Lima1

RESUMO

A biblioteca escolar desempenha um papel fundamental no incentivo à leitura entre alunos do Ensino Fundamental, sendo um espaço vital para a formação de leitores críticos e competentes, podendo organizar atividades como contação de histórias, clubes de leitura e oficinas, que não apenas incentivam a leitura, mas também promovem o desenvolvimento de habilidades críticas e criativas. Neste contexto, as bibliotecas têm a missão de fomentar o hábito da leitura, oferecendo um ambiente acolhedor e estimulante que convida os alunos a explorar diferentes gêneros literários. A curadoria do acervo leva a reflitir sobre a diversidade e os interesses dos estudantes é essencial para cativar sua atenção e estimular o prazer pela leitura. A promoção de lançamentos literários e a parceria com editoras e autores também podem ser estratégias eficazes para engaja os alunos.  desempenha um papel central na promoção da leitura. Ele não apenas gerencia o acervo e organiza a biblioteca, mas também atua como mediador, incentivando os alunos a descobrirem novas leituras. Por meio de recomendações personalizadas e orientações sobre como escolher livros que correspondam aos interesses individuais, o bibliotecário pode despertar a curiosidade e o desejo de leitura nos estudantes. Além disso, o bibliotecário pode colaborar com professores para integrar a leitura em diferentes disciplinas, tornando-a uma prática cotidiana e significativa na vida escolar dos alunos. A utilização de tecnologias digitais também pode ser uma ferramenta poderosa no incentivo à leitura. Bibliotecas escolares que oferecem acesso a ebooks, audiobooks e plataformas de leitura online ampliam as possibilidades de leitura para os alunos, adaptando-se às novas formas de consumo de informação. Essa modernização pode atrair estudantes que, de outra forma, não se engajariam com a leitura tradicional. Em suma, a biblioteca  escolar é um espaço essencial no desenvolvimento do hábito da leitura entre os alunos do Ensino Fundamental. Através de um acervo diversificado, atividades estimulantes e a atuação proativa do bibliotecário, as bibliotecas podem fomentar o amor pela leitura, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes. Assim, a promoção da leitura deve ser vista como uma responsabilidade coletiva, envolvendo não apenas a escola, mas toda a comunidade educativa.

Palavras-Chave: Anos Iniciais. Leitura. Biblioteca Escolar. Ensino Fundamental.

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1Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

O PAPEL DA BIBLIOTECA ESCOLAR NO INCENTIVO À LEITURA ENTRE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Déborah Iara Azevedo Gomes1

RESUMO

A alfabetização é uma etapa fundamental no percurso educacional dos estudantes, pois garante o acesso ao universo da leitura, da escrita e da construção do conhecimento. No entanto, muitos alunos apresentam dificuldades nesse processo, o que demanda intervenções pedagógicas complementares. Nesse cenário, o reforço escolar realizado no contraturno surge como uma estratégia educativa de apoio, visando atender alunos que não alcançaram os objetivos esperados nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir dessa premissa o presente trabalho teve como objetivo cerne analisar de que forma o reforço escolar no contraturno pode contribuir para a superação das dificuldades de alfabetização, bem como identificar as estratégias pedagógicas utilizadas e os desafios enfrentados pelos professores nesse processo. A pesquisa partiu da constatação de que o tempo regular de aula nem sempre é suficiente para garantir a aprendizagem de todos os estudantes, sendo o contraturno uma oportunidade para promover práticas educativas diferenciadas e mais individualizadas. A abordagem metodológica adotada na pesquisa é qualitativa, consistindo o trabalho em uma revisão bibliográfica e análise de experiências práticas em contextos escolares que adotam o reforço no contraturno como recurso pedagógico. Pretendeu-se, com este estudo, refletir sobre os impactos dessa prática na aprendizagem dos alunos, especialmente no desenvolvimento da leitura e da escrita, e discutir como o contraturno pode ser planejado de forma intencional para promover uma alfabetização mais eficaz e inclusiva. Os resultados esperados incluem a valorização do contraturno como espaço pedagógico e a elaboração de propostas que possam orientar professores e gestores no desenvolvimento de práticas de reforço escolar mais assertivas. Este estudo visa, portanto, contribuir com o debate sobre a equidade educacional e a garantia do direito à alfabetização plena a todos os alunos.

Palavras-chave: Alfabetização. Reforço escolar. Contraturno. Ensino Fundamental. Dificuldades de aprendizagem. Inclusão escolar. Educação básica.

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1Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

CONTRATURNO COMO ALIADO ESTRATÉGIAS DE REFORÇO ESCOLAR PARA A ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Nilo Mariano Bezerra1

RESUMO

O presente artigo traz em seu escopo uma análise da relação entre ética e educação a partir de uma perspectiva histórico-filosófica, articulando fundamentos clássicos, como a ética grega de Sócrates, Platão e Aristóteles, com as formulações modernas de Rousseau e Kant, além de reflexões contemporâneas de autores como Bilbeny e Camps. A contextualização parte da compreensão crítica da escola enquanto espaço de reprodução social (Bourdieu, 2002; Apple, 1989), mas também de possibilidades de transformação. O objetivo geral consiste em discutir como a tradição ética, desde a Antiguidade até a atualidade, pode fundamentar práticas educativas voltadas à cidadania, à justiça e à autonomia. O texto é fruto de um recorte da pesquisa realizada para a dissertação de mestrado em Ciências da Educação, Unades/PY, intitulada “Ética na gestão escolar da escola de ensino fundamental”. Os resultados apontam que a ética deve ser entendida como dimensão indissociável da educação, orientando tanto o currículo quanto a prática docente, de forma a formar sujeitos críticos, conscientes e solidários.

Palavras-chave: Ética; Educação; Cidadania.

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1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES/PY

EDUCAÇÃO, ÉTICA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL FUNDAMENTOS CLÁSSICOS E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS

Seminário ministrado no I Seminário Internacional de Ciências da Educação, num diálogo entre professores da cidade de Fortaleza, Ceará e o contexto acadêmico da pós-graduação stricto-sensu da Universidad Del Sol incubada pelo Educainter na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil. O assunto aborda a importância dos jogos analógicos como meio lúdico da construção do conhecimento por meio da interação, competitividade, cooperação, dedução lógica, construção de soluções de um problema em todas as áreas, para estudantes do Ensino Básico da escola pública

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO PELA UNADES EM FORTALEZA, CEARÁ, METODOLOGIA ATIVA, JOGOS ANALOGICOS DIDÁTICOS.

 

 

Sandra Costa Lima Borges1

RESUMO

A identificação do paciente tem como função reduzir a ocorrência de incidentes. O enfermeiro é o profissional que permanece a maior parte do tempo em contato com o paciente na unidade hospitalar; é um dos principais profissionais engajados no gerenciamento de riscos podendo ser a “chave” que abre portas para garantir um atendimento com maior qualidade e segurança. O processo de identificação do paciente deve assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina. Consensos e relatórios de especialistas indicam reduções significativas na ocorrência de erros após a implantação de processos de identificação do paciente. A presente pesquisa teve como objetivo geral elaborar um instrumento de segurança do paciente com foco na identificação de pacientes em um hospital público de Fortaleza/CE na perspectiva dos enfermeiros obstetras. O estudo teve como cenário para obtenção dos dados uma instituição de saúde, hospital geral de Fortaleza da rede pública de nível terciário situado na cidade de Fortaleza-CE Brasil. Tratou-se de um estudo qualitativo e descritivo. Fizeram parte da pesquisa enfermeiras obstetras do Hospital Geral de Fortaleza, teve como critério de inclusão enfermeiras que trabalhavam há mais de um ano na instituição. Os dados foram coletados utilizando roteiro semiestruturado contendo questões norteadoras, abertas e fechadas. A análise dos dados se fez após a leitura e transcrição detalhada das respostas das entrevistadas, organizando-os em categorias empíricas e fundamentados na literatura relacionada. Respeitando todos os aspectos éticos conforme a resolução 466/12. A presente pesquisa aponta a partir do processo investigativo, reflexões sobre a importância da identificação de pacientes como uma das formas de garantir a segurança das mesmas. Observou-se que a identificação de pacientes está em todos os momentos de sua permanência na unidade hospitalar, desde o momento inicial de admissão até a alta. A identificação de pacientes é um instrumento de humanização, pois ao tratar cada paciente pelo nome cria um elo de aproximação, um vínculo entre o profissional e o paciente. A identificação do paciente é uma ferramenta que proporciona a segurança do mesmo. Pois, facilita para que o procedimento correto seja realizado no paciente para o qual se destina. Conclui-se então, que a elaboração e utilização do referido instrumento facilita ao enfermeiro seguir o processo de identificação de pacientes, protocolando cada etapa da identificação a fim de que o mesmo tenha uma função recordatória de checagem e conferencia do processo.

Palavras chave: Enfermeira; Identificação; Pacientes; Segurança.

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1Doutora em Saúde Pública. Universidad de la Integracion de las Americas (UNIDA), Assunção/PY.

A SEGURANÇA DO PACIENTE COM FOCO NA ELABORAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE FORTALEZA-CE NA PERSPECTIVA DOS ENFERMEIROS OBSTETRAS

Reginalda Alencar Cunha1

RESUMO

De acordo com o Centro de Educação Infantil Estevam de Alencar Guerra, localizado no sertão central do estado do Ceará, no município de Itatira, há no ambiente da escola um modo adequado e acolhedor para atendimento de bebes e crianças, como forma de garantir os direitos de aprendizagem de um modo inclusive social. De acordo com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da referida escola, o Acesso e Permanência, são direitos concedidos as crianças desde o primeiro ano de vida onde a escola promove ativamente a inclusão de crianças com deficiências e subsidia importantes habilidades para as situações de vulnerabilidade, como o caso de abuso. Tudo isso trabalhado com ludicidade e afetividade. Para entender melhor esse processo, o presente trabalho enveredou por uma pesquisa sobre a influência da ludicidade no desenvolvimento cognitivo e social da criança e na forma de pesquisa, buscou saber como as professoras do CEI Estevam de Alencar Guerra têm trabalhado “o brincar”. Os seguintes questionamentos foram lançados, entre outros: quais as opiniões e percepções dos sujeitos educadores sobe o brincar no contexto da educação infantil? O CEI tem trabalhado “o brincar” de forma eficaz e afetiva no processo de desenvolvimento das suas crianças? Você concorda que a ludicidade é um meio facilitador do processo de aprendizagem da criança? Para alcançar respostas a esses questionamentos, uma revisão teórica sobre o lúdico, a ludicidade e o brincar na educação foi realizada. No que se refere ao brincar, estudou-se entre outros importantes pesquisadores, Tizuko M. Kishimoto, com a afirmativa de que o jogo pode aproximar a criança do conhecimento científico, de modo que ela pode trabalhar por meios do jogo situações problemas, experimentando na busca de soluções um trabalho que exercita a imitação da vida real. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário misto, com questionamentos subjetivos e outros objetivos. Os dados foram tratados estatisticamente e as subjetividades foram analisados tendo como base a Análise de Conteúdo de Bardin. As respostas das professoras entrevistadas relevaram que, para essas educadoras, a ludicidade é um meio facilitador do processo de aprendizagem da criança; as ações lúdicas são importantes meios de auxiliar a criança a ter maior visibilidade da sociedade frente à possíveis abusos e danos que ela possa a vir sofrer no meio em que convive; sim, há parceria entre os pais das crianças e os atores que representam o CEI Estevão de Alencar Guerra no contexto dos trabalhos lúdicos desenvolvidos e vivenciados pelas crianças no ensino infantil. Finalmente, as professoras afirmaram que a escola desenvolve um trabalho eficaz e inteligente no que diz respeito ao uso da ludicidade para a melhor qualidade de vida das crianças e contam com o auxílio significativo das suas famílias cuidadoras.

Palavras-chave:  Educação Infantil. CEI Estevam de Alencar Guerra. Ludicidade, Criança. Brincar. Vulnerabilidade.

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1 Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

PERCEPÇÕES E OPINIÕES SOBRE O USO DA LUDICIDADE NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO CEI – CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL ESTEVAM DE ALENCAR GUERRA, ITATIRA, CEARÁ, BRASIL