RESUMO
Este estudo tem como foco compreender como a inserção de práticas experimentais no ensino de Química contribui para a construção de saberes mais significativos entre estudantes do Ensino Médio. A investigação foi conduzida com abordagem qualitativa, a partir de observações em sala de aula, registros escritos e depoimentos de professores e alunos de uma escola pública. A análise dos dados evidenciou três aspectos centrais: o fortalecimento do envolvimento estudantil, a facilitação da aprendizagem por meio da experiência direta e os entraves que dificultam a consolidação dessa metodologia na rotina escolar. Verificou-se que, ao manipular materiais e observar reações, os estudantes se tornaram mais ativos no processo de aprendizagem, atribuindo sentido ao que estudavam. A prática experimental, nesse contexto, possibilitou a transformação de conceitos abstratos em compreensões mais concretas, favorecendo o desenvolvimento do pensamento científico e crítico. Entretanto, o estudo também apontou obstáculos como a carência de recursos físicos, a ausência de espaços laboratoriais adequados e a limitação da formação docente para conduzir experiências de forma pedagógica. Frente a esse cenário, torna-se evidente a necessidade de repensar políticas educacionais que promovam infraestrutura adequada e invistam na qualificação contínua dos profissionais da educação. A pesquisa reafirma que a experimentação não deve ocupar um lugar periférico no currículo, mas sim funcionar como elemento integrador entre teoria e prática, contribuindo para uma educação mais significativa e transformadora.
Palavras-chave: Ensino de Química. Prática experimental. Formação de saberes
VIVÊNCIA EXPERIMENTAL NA QUÍMICA ESCOLAR UM PERCURSO ATIVO NA FORMAÇÃO DE SABERES