O presente artigo aborda questões relativas à formação de professores em nível de pós-graduação stricto sensu no Mercosul, com foco nos desafios do reconhecimento de diplomas no Brasil. Com base em pesquisa documental e bibliográfica, fez-se uso de dados do MEC, CAPES e INEP (2022–2025), pareceres acadêmicos, jurisprudência do STJ/TRF1 e dados sobre professores brasileiros para o desenvolvimento do referido tema. Os resultados revelaram que a participação de docentes do Mercosul nesse sentido é modesta (3%) e que o reconhecimento de títulos esbarra em critérios rigorosos — regularidade institucional no ConeSul, equivalência curricular e produção científica —, gerando indeferimentos. A Plataforma Carolina Bori e a Apostila de Haia simplificam a fase documental, mas não garantem a equivalência automática prevista nos acordos do bloco. Pesquisas têm revelado que 70% a 80% dos professores brasileiros desconhecem as oportunidades de formação no Mercosul, e 40% têm interesse, mas apontam burocracia e custo como maiores entraves. À luz de Freire (1996), Tardif (2014), Nóvoa (2017) e Saviani (2009), conclui-se que há desconexão entre o discurso da integração educacional e a realidade docente, sendo necessária a reformulação das políticas de reconhecimento mútuo para assegurar qualidade, equivalência real e valorização da formação na educação pública brasileira.

Palavras-chave: Mercosul. Formação de professores. Pós-graduação stricto sensu. Reconhecimento de diplomas. ConeSul.

A INTEGRAÇÃO EDUCACIONAL NO MERCOSUL E OS DESAFIOS DO RECONHECIMENTO DE TÍTULOS UMA ANÁLISE EM RECORTE SOBRE A QUESTÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DE PROFESSORES BRASILEIROs