Alexandra Paiva de Menezes[1]

RESUMO

Este artigo apresenta resultados de uma dissertação de mestrado que investigou as implicações da Psicomotricidade Relacional, fundamentada por André Lapierre, Emília Ferreiro e Ana Teberosky, na aprendizagem da escrita em crianças da Educação Infantil. A pesquisa-ação, de abordagem qualitativa, foi realizada em uma escola municipal de Fortaleza (CE) com 12 crianças de 5 anos, divididas em grupo experimental (GE), que participou de 12 sessões de Psicomotricidade Relacional, e grupo controle (GC), sem participação. Foram aplicados pré e pós-testes de escrita e analisados registros em vídeo das sessões para identificar comportamentos emergentes.As análises permitiram a identificação de 14 categorias de comportamento, destacando-se aspectos motores, estruturação espaço-temporal, criatividade, imaginação, autonomia, atenção, relações interpessoais e intrapessoais, além de produções de escrita e desenhos. Os resultados indicaram que a Psicomotricidade Relacional favoreceu a coordenação motora, a percepção espaço-temporal, a socialização, a autonomia, a autoestima e a organização do pensamento, refletindo na evolução das hipóteses de escrita. Conclui-se que a Psicomotricidade Relacional é uma metodologia eficaz para integrar corpo, emoção e cognição, proporcionando um ambiente significativo de aprendizagem. Sua prática contribui para o desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional, confirmando-se como estratégia pedagógica relevante para a aquisição da escrita na Educação Infantil.

Palavras-chave: Psicomotricidade Relacional; Educação Infantil; aprendizagem da escrita; desenvolvimento socioemocional.

AS IMPLICAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NA APRENDIZAGEM DA ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL