REVISTA DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E SAÚDE

Artigos

Vagda Lúcia Martins Costa1

RESUMO

A violência escolar é um fenômeno complexo e multifacetado que afeta diretamente a dinâmica educacional, especialmente no contexto das grandes cidades como Fortaleza. Este estudo aborda os impactos da violência escolar na saúde mental dos professores, considerando os desafios enfrentados no ambiente educacional. A pesquisa teve como objetivo principal analisar como as experiências de violência no espaço escolar influenciam o bem-estar emocional e psicológico dos docentes, destacando as implicações para sua prática pedagógica e a qualidade do ensino. A metodologia empregada baseou-se em uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e análise de estudos recentes que exploram a relação entre violência escolar e saúde mental. Foram analisados dados de pesquisas nacionais e internacionais, bem como relatórios institucionais que abordam a violência no contexto educacional. O estudo também propôs discutir estratégias de enfrentamento e políticas públicas que visem minimizar os efeitos da violência no cotidiano escolar. Os resultados apontam que a exposição frequente a episódios de violência, sejam eles físicos, psicológicos ou simbólicos, provoca altos níveis de estresse, ansiedade, depressão e síndrome de burnout entre os professores. Além disso, as condições adversas do ambiente escolar contribuem para a perda de motivação, absenteísmo e, em casos mais graves, abandono da profissão. Tais fatores impactam não apenas a saúde mental dos docentes, mas também o desempenho dos estudantes e a qualidade do ambiente escolar como um todo. Por fim, o estudo reforça a necessidade de ações integradas entre escolas, famílias e políticas públicas para a criação de ambientes educacionais mais seguros e acolhedores. Investir na formação continuada dos professores, no fortalecimento de redes de apoio e na implementação de programas de prevenção à violência é essencial para promover a saúde mental dos docentes e garantir uma educação de qualidade. Este trabalho busca contribuir para o debate sobre a importância de enfrentar a violência escolar de maneira estruturada, valorizando o papel central dos professores na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

Palavras-Chave: Saúde Mental. Violência Escolar. Desafios. Escolas Municipais. Professores.

IMPACTOS DA VIOLÊNCIA ESCOLAR EM FORTALEZA UMA ANÁLISE DA SAÚDE MENTAL DE PROFESSORES DIANTE DOS DESAFIOS DO AMBIENTE ESCOLAR

Sheila Maria de Brito Abreu Martins 1

RESUMO

O desempenho dos alunos do 2º ano do ensino fundamental em avaliações externas, como o SPAECE (Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará), é um indicador crucial para o monitoramento da qualidade da educação básica e o desenvolvimento de políticas públicas educacionais. Este estudo analisa os desafios enfrentados e as estratégias necessárias para melhorar o desempenho dos alunos, com foco nos aspectos pedagógicos, sociais e estruturais que impactam o ensino e a aprendizagem A pesquisa aborda o papel das práticas pedagógicas no desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, fundamentais para a alfabetização e para os resultados das avaliações. Fatores externos, como envolvimento familiar, formação docente e condições socioeconômicas, também são explorados por sua influência direta no desempenho dos estudantes. O planejamento pedagógico alinhado às diretrizes do SPAECE é destacado como estratégia central para atender às necessidades específicas Com base em revisão bibliográfica e análise de dados secundários dos relatórios do SPAECE, o estudo sugere disciplinas como metodologias activas, reforço escolar dirigido, formação continuada de professores e parcerias entre escola e família. Conclui-se que a melhoria do desempenho nas avaliações externas depende de uma abordagem integrada, contemplando aspectos técnicos, pedagógicos, sociais e emocionais. O fortalecimento da alfabetização na idade certa, aliado ao apoio sistemático aos professores e à colaboração entre agentes da comunidade escolar, é fundamental para promover a qualidade da educação e reduzir a desigualdade.

Palavras-chave: Avaliação Externa. Alfabetização. Ensino Fundamental. Estratégias Pedagógicas. Desempenho Escolar.

 DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A MELHORIA DO DESEMPENHO DE ALUNOS DO 2° ANO NO SPAECE

Este estudo aborda as estratégias de contação de histórias como recurso essencial para incentivar a leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A leitura, fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças, enfrenta desafios como o desinteresse e as dificuldades de muitos alunos, prejudicando sua formação integral. Nesse cenário, a contação de histórias desponta como prática pedagógica eficaz para despertar o prazer pela leitura. A pesquisa tem como objetivo investigar como essa estratégia pode ser aplicada em sala de aula. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre leitura, literatura infantil e práticas de contação de histórias, destacando a narrativa oral como ferramenta para transmitir conhecimentos e criar conexões emocionais com os alunos. A literatura revisada aponta que técnicas como dramatização, uso de fantoches e participação ativa dos alunos aumentam o interesse e a interação nas atividades de leitura, promovendo habilidades linguísticas, como vocabulário, compreensão e expressão oral. Os resultados revelam que a contação de histórias enriquece a experiência de leitura, fortalece vínculos entre alunos e professores e estimula reflexões sobre experiências e emoções, formando leitores críticos e autônomos. Contudo, desafios como falta de formação docente e recursos didáticos foram identificados. Assim, a pesquisa sugere formações continuadas e a ampliação de acervos escolares. Em síntese, a contação de histórias deve ser priorizada nas escolas para cultivar o hábito da leitura e enriquecer a aprendizagem desde os primeiros anos.

Palavras-Chave: Anos Iniciais. Leitura. Estratégias. Contação de histórias. Práticas pedagógicas.

ESTRATÉGIAS DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA INCENTIVAR A LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL