Fabiana de Sousa Castelo Branco de Melo Silva[1]

RESUMO

A pandemia da COVID-19 provocou mudanças significativas nos sistemas educacionais em todo o mundo, exigindo a adoção do ensino remoto emergencial como estratégia para garantir a continuidade das atividades pedagógicas. Nesse contexto, professores e estudantes passaram a enfrentar desafios relacionados à adaptação tecnológica, à reorganização do trabalho educacional e às consequências psicossociais decorrentes do isolamento social. O presente estudo teve como objetivo analisar os impactos do ensino remoto na saúde mental dos professores e estudantes da educação básica, bem como discutir as implicações desse processo para a formação docente. A pesquisa caracterizou-se como um estudo longitudinal de abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido entre os anos de 2020 e 2022. Os resultados evidenciaram o aumento de sintomas relacionados à ansiedade, estresse, sofrimento psíquico e exaustão emocional entre os participantes. Observou-se ainda a utilização de psicotrópicos sem acompanhamento especializado, dificuldades relacionadas ao domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), aumento da carga de trabalho docente e insuficiência de políticas públicas voltadas ao suporte educacional e psicossocial. Conclui-se que a pandemia intensificou fragilidades históricas do sistema educacional brasileiro, ampliando desigualdades sociais e educacionais e evidenciando a necessidade de investimentos em formação continuada, saúde mental e valorização profissional docente.

Palavras-chave: Saúde Mental. Formação Docente. Ensino Remoto. COVID-19. Educação Básica.

ADOECIMENTO MENTAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 DESAFIOS DO ENSINO REMOTO E HÍBRIDO NA EDUCAÇÃO BÁSICA OK