Este estudo teve como propósito analisar o uso das mídias sociais como ferramenta pedagógica nos anos finais do Ensino Fundamental, buscando compreender suas potencialidades e limites no processo de aprendizagem colaborativa. Partiu-se da constatação de que a cultura digital, amplamente presente no cotidiano dos estudantes, desafia a escola a ressignificar práticas educativas e a integrar recursos tecnológicos de forma crítica e significativa. Para atingir esse objetivo, utilizou-se uma abordagem qualitativa, fundamentada em uma revisão bibliográfica de caráter exploratório e descritivo, envolvendo obras, artigos científicos e pesquisas recentes que abordam o uso pedagógico das mídias sociais, a aprendizagem colaborativa e a relação entre tecnologia e educação. A análise das produções selecionadas evidenciou que as mídias sociais podem favorecer a interação, o engajamento, a troca de saberes e o desenvolvimento de competências comunicativas e colaborativas, além de ampliar os espaços e tempos de aprendizagem. Contudo, também foram identificados desafios relacionados ao uso inadequado dessas plataformas, à falta de formação docente, à desigualdade no acesso às tecnologias, bem como à necessidade de mediação pedagógica consistente e intencional. Conclui-se que o uso das mídias sociais no contexto escolar representa uma possibilidade relevante para inovar as práticas pedagógicas e promover aprendizagens mais participativas, desde que articulado a estratégias formativas, acompanhamento crítico e políticas educacionais que garantam acesso e uso responsável desses recursos.
Palavras-chave: Mídias Sociais; Aprendizagem Colaborativa; Ensino Fundamental; Cultura Digital; Prática Pedagógica.

