Artigos

Lúcia de Fátima da Justa Teixeira Rocha1

RESUMO

A escola é um sítio de produção do conhecimento sendo um universo de interações entre o  processo do ensino, os sujeitos desse processo e aquele que administra os recursos financeiros  e pedagógicos para que essa máquina possa funcionar e produzir conhecimento com qualidade  e responsabilidade – o gestor escolar. Em muitas comunidades, situadas em diversas cidades  cearenses, há um grande número de professores, funcionários e grande parte dos integrantes do  Conselho Escolar e Círculo de Pais e Mestres que não participam de todo o processo  administrativo da escola e tampouco têm conhecimento dos recursos recebidos pela escola.  Credita-se a esse fato que muitos gestores deixam de informar, por meio de uma gestão  transparente e participativa, os ocorridos na escola, tanto os problemas, desafios como a busca  de soluções destes. Nesse contexto, questionamos: Gestores de escola pública têm compromisso  com a gestão democrática regida pelas leis brasileiras, assumindo a postura de partilhar gastos  e apresentar para a sociedade a aplicabilidade dos recursos? Partilha decisões e estratégias de  soluções de problemas com os outros sujeitos da comunidade escolar? Partilha decisões com  professores, estudantes e pais de alunos? Em nosso trabalho, coletamos por meio de  questionário, opiniões e percepções pontuadas nas falas de uma amostra de gestores de escolas  públicas do município de Itaitinga, Ceará, Brasil a respeito de haver ou não gestão democrática nessas escolas e como se dá a dinâmica dessa gestão. Foi revelado que há transparência na  administração escolar na rede de escolas públicas da cidade de Itaitinga, sendo os gestores  responsáveis e democráticos nesse contexto. Quanto à avaliação da qualidade da relação entre  gestor escolar e estudantes nas referidas escolas foi revelado por meio das opiniões dos gestores  entrevistados que, embora seja extremamente complexa e multifacetada essa relação  gestor/comunidade estudantil, as relações foram consideradas boas. Há nesse sentido, o  consenso de que a gestão democrática é uma ação real nas escolas onde estão lotados essa  amostra de gestores, pois, a prática está fundamenta nas seguintes ações: A gestão escolar no  geral é transparente, com prestação de contas à comunidade por meios de reuniões presenciais  frequentes; os recursos são insuficientes, mas cobrem parte das demandas; Os professores  lotados nestas escolas recebem apoio da gestão para planejar e avaliar suas práticas  pedagógicas; a comunidade escolar, família e sociedade por ficar a par dos acontecimentos da  gestão financeira, por essa ação de transparência, sentem um pertencimento ao trabalho da  escola, entendendo que essa ação configura uma gestão compartilhada; há boas relações, com  bastante diálogo entre gestores e alunos; há diálogos frequentes com as famílias dos estudantes,  pois a prática é organizar e promover reuniões presenciais frequentes, o que gera boas relações  com os pais, professores e estudantes; fazer comunicações sobre as reuniões, datas importantes;  datas do calendário letivo que podem ser por meio de comunicados impressos e murais ou  ainda uso de aplicativos e redes sociais.

Palavras-chave: Escola pública. Gestão Escolar. Comunidade Escolar. Gestão democrática.

_________________

1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY

ANÁLISE DE OPINIÕES DE GESTORES SOBRE A DINÂMICA DA GESTÃO EM ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE ITAITINGA, CEARÁ, BRASIL, AÑO, 2025.

Francisca Cleide de Lima Santos[1]

RESUMO

O domínio da ortografia e da compreensão leitora não se restringe ao cumprimento de regras gramaticais, mas constitui a base para o desenvolvimento do pensamento crítico, da argumentação e da produção textual consciente, competências essenciais para o ingresso no Ensino Médio e para a participação cidadã. É neste contexto que o Projeto Soletrando se destaca como estratégia de intervenção, que busca criar situações didáticas que estimulem o aluno a ler, refletir sobre o funcionamento da língua e escrever de forma consciente, conectando teoria e prática. Através de atividades, desafios ortográficos, oficinas de leitura e produções textuais mediadas. Este artigo tem como objetivo geral: analisar o Projeto Soletrando como estratégia para o desenvolvimento da ortografia e da compreensão leitora de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental na escola de ensino fundamental Henrique Gonçalves da Justa. E como objetivos específicos: compreender a importância de usar projetos na educação e identificar as principais dificuldades de leitura dos alunos do 9° ano. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário digital com alunos, disponibilizado por meio da plataforma Google Forms. Constatou-se que a prática constante da soletração estimula a atenção às regras ortográficas, bem como o reconhecimento e o uso correto das palavras no contexto da escrita. Além desses resultados, o Projeto Soletrando contribuiu para que o estudante compreenda a escrita como um processo e não apenas como um produto, desenvolvendo gradualmente a atenção à norma ortográfica e à coerência textual.

  Palavras-chave: Projeto Soletrando, compreensão leitora, ortografia.

1Graduação em Pedagogia- Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Cidade do Vale do Acaraú, Ceará, Brasil. Mestranda em Ciências da Educação pela Universidad Del Sol, UNADES/PY.

PROJETO SOLETRANDO COMO ESTRATÉGIA PARA DESENVOLVER A ORTOGRAFIA E COMPREENSÃO LEITORA DE ALUNOS DO 9ªANO DA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL HENRIQUE GONÇALVES DA JUSTA – ITAITINGA- CE

Maria Liduina Maciel de Sousa1

RESUMO

A avaliação diagnóstica é uma das ferramentas mais potentes para o fortalecimento da educação inclusiva. Ela possibilita uma escuta ativa e empática, permite a personalização dos processos de ensino e aprendizagem, e contribui para a construção de práticas pedagógicas verdadeiramente democráticas. Quando orientada por uma concepção humanista, como propõem Freire e Luckesi, a avaliação deixa de ser um instrumento de exclusão e passa a ser um ato político e ético em favor da equidade e da justiça social. Essa ferramenta  não se restringe a um momento pontual no início do ano letivo, mas deve ser entendida como um processo contínuo, que acompanha o desenvolvimento do aluno ao longo do tempo. Para que ela seja eficaz, é necessário que seja realizada com sensibilidade e competência técnica, envolvendo observações, entrevistas, aplicação de instrumentos específicos, análise do histórico escolar, pareceres multiprofissionais e, principalmente, o diálogo com o próprio estudante e sua família. Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho foi o de realizar uma Análise de Conteúdo sobre Avaliação diagnóstica, a partir de opiniões e percepções de estudantes, gestores, coordenadores e professores do ensino fundamental de escola pública do município de Itaitinga, Ceará, Brasil. A análise  realizada no presente trabalho permitiu identificar que os desafios enfrentados pelos professores cearenses na implementação da Avaliação Diagnóstica em Matemática e Língua Portuguesa são complexos e multidimensionais, envolvendo aspectos que vão desde a formação docente até as condições materiais de trabalho. A despeito do robusto arcabouço legal e institucional construído no estado do Ceará para sustentar esta política avaliativa, persistem obstáculos significativos que limitam sua potencial contribuição para a melhoria da qualidade educacional e para a promoção da equidade. Os dados examinados na pesquisa de campo realizada no contexto dessa Dissertação de Mestrado pela UNADES/PY sugerem que a superação desses desafios requer estratégias integradas que atuem simultaneamente em várias frentes: qualificação da formação docente, desenvolvimento de materiais pedagógicos alinhados com os resultados da avaliação, criação de estruturas institucionais que favoreçam o trabalho colaborativo entre professores, e fortalecimento da capacidade analítica das escolas para interpretação e utilização dos dados avaliativos. Tais estratégias devem levar em conta as especificidades das áreas de Matemática e Língua Portuguesa, desenvolvendo abordagens customizadas que respondam às particularidades epistemológicas de cada componente curricular

Palavras-chave: Avaliação Diagnóstica. Educação. Formação do docente. Família. Estudante.

____________________________

1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY

ANÁLISE EM RECORTE DE OPINIÕES E PERCEPÇÕES DE SUJEITOS EDUCADORES SOBRE A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL I DONA CONCEIÇÃO