Artigos

Rosangela Maria do Carmo Silva1; Francisca Maria da Costa Ferreira Cordeiro2; Francisco Ewerton Barros da Rocha3; Francisca Rosana Faustino Monteiro Ribeiro4 Livia Martins Silva5

RESUMO

Dentre as leis brasileiras que regulamentam a matéria sobre educação, estão a Constituição da República Federativa do Brasil de 19885, nos seus artigos 205 ao 214, e a Lei de Diretrizes e Base da Educação (Lei n. 9.394/1996)6. É sabido que o conhecimento não é só fundamental para o intelecto do ser humano, mas também o é para sua vida social, que perpassa pela preparação para o mercado de trabalho e também para o exercício da cidadania, pois, com a crescente globalização econômica, existe um mercado exigente, que cobra o saber como pré-requisito. De fato, a educação é primordial para o desenvolvimento e avanços em um país, por ser considerada como um investimento não só de particulares, mas do poder público, quando este criar novas escolas e as mantém, ao destinar-lhes os recursos resultantes de uma porcentagem da arrecadação de impostos. Os países desenvolvidos sabem que é preciso apostar em profissionais cada vez mais especializados e investir sempre mais na educação, caso contrário, correm o risco de ficar à margem. Num mundo onde a tecnologia e a ciência se desenvolvem a passos largos, é preciso estar sempre acompanhando essa evolução. Portanto, o presente estudo tem como escopo a análise dos artigos da CRFB/1988, referentes ao direito à educação e sua efetivação, tendo em vista as diferenças marcantes na paisagem territorial e na população do país. Além disso, pretende-se, neste estudo, expor que, no mundo globalizado, a educação é pilar de suma importância para o desenvolvimento da sociedade.

Palavras-chave: Educação. Políticas Públicas. Direito á Educação. CRFB/1988

A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO COMO GARANTIDO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Theresa Christine Filgueiras Russo Aragão1; Carlos Alberto Carneiro Cruz2; Antonio Edinaldo Ferreira da Silva3; Monica Maria Nunes4; Anderson Silva Oliveira5; Edilson da Costa6; Cícera Alves Nunes Lopes7; Roseneire Souza Lemos8; Francisco Elionardo Oliveira Soares9; Jorgelino Rocha Leão10; Ligia Maria Ferreira11; Francildo Galvão da Silva12; Edna Gonçalves Oliveira13; Ailton Barbosa de Santana14

RESUMO

Compreender a realidade escolar a partir da ótica desses docentes significa reconhecer a natureza situada e plural do conhecimento docente, um saber que se constitui na interface entre a formação acadêmica e a experiência prática, moldado pelas condições materiais e simbólicas do contexto rural do Ceará. Nesse sentido, o presente artigo comunica opiniões e percepções de uma amostra de professores lotados em escolas públicas do interior do estado do Ceará, incluindo a zona rural, contemplando desafios e dinâmicas no complexo manejo do processo de educar. A premissa é a importância da escuta das percepções e opiniões de professores que atuam em escolas públicas da zona rural cearense como um relevante marcador metodológico e político para a pesquisa educacional. Dificuldades como acesso à água potável, transporte escolar precário e evasão escolar foram discutidos. Além disso, os professores opinaram sobre o uso de políticas públicas desenhadas a partir de matrizes curriculares urbanas em escolas rurais, bem como a necessidade de incorporar saberes locais do sertão cearense, como o manejo da caatinga, plantas medicinais, cultura do vaqueiro, festas religiosas (como o pau da bandeira), artesanato em renda e couro, literatura de cordel, para que os alunos da zona rural se reconheçam como sujeitos de conhecimento e não apenas como consumidores de uma cultura que lhes é estranha. As falas dos professores revelaram ainda estratégias de articulação e diálogo com as famílias de modo a sensibilizá‑las sobre a importância da escola para seus filhos.  Percepções e opiniões sobre modelos de formação continuada adequados ao professor da zona rural também foram discutidas. Conclui‑se que, dar voz aos professores cearenses lotados em escolas públicas nas áreas rurais consiste em um meio significativo de “leitura do mundo” que permite aos leitores conhecer a realidade laboral desses professores, fundamentalmente as condições para a efetividade do seu trabalho como educador e colaborador na formação de sujeitos críticos e transformadores, capazes de solucionar problemas.

Palavras‑chave: Escuta docente. Educação na zona rural cearense. Saberes locais. Formação continuada.

PERCEPÇOES E OPINIÕES DE PROFESSORES DA REDE DE ENSINO PÚBLICO SOBRE A DINÂMICA E OS DESAFIOS EDUCACIONAIS NO CONTEXTO DA ZONA RURAL

Monalisa Catalani Zamboni Kiekebusch1

RESUMO

O presente artigo discute os postulados da Teoria do Apego Seguro que sustenta que os vínculos estabelecidos entre uma criança e seus cuidadores, na primeiríssima infância, modulam a forma com que a criança responde quando exposta a contextos sociais que, se positivos, favorecem o desenvolvimento de habilidades comportamentais seguras e emocionalmente equilibrada, se negativos, podem gerar insegurança e dificuldades com prejuízo para o comportamento apresentado, destacando a importância dos processos de corregulação emocional que se estabelecem entre ambos. Essas primeiras interações influenciam diretamente a construção da autorregulação emocional e das habilidades sociais infantis, refletindo posteriormente no ambiente escolar, onde professores e psicomotricistas relacionais preventivos assumem a função de novos correguladores emocionais. O papel do psicomotricista relacional preventivo é central nesse processo, ao oferecer um ambiente acolhedor, interpretar manifestações simbólicas e promover intervenções baseadas na empatia e na compreensão do vínculo afetivo. Conclui-se que a integração entre teoria do apego, corregulação emocional, reforça e agrega mais fundamentos à prática psicomotora relacional ampliando e potencializando as possibilidades de intervenção sensível com maior eficácia para desenvolvimento integral da criança em contextos educativos e terapêuticos.

Palavras-chave: Apego Seguro. Corregulação Emocional. Psicomotricidade Relacional.

ABSTRACT

The article discusses the postulates of the Attachment Theory that argues that bonds established between a child and their caregivers, in the first three years of life, modulate the way in which the child answer when they are exposed to social contexts that, if positive, promote the development of safe and emotionally balanced behavioral skills, if negative, can generate unsafe and difficulties with prejudice for the behavior presented, highlighting the importance of the emotional coregulation processes that are established between both. Those first interactions directly influence the construction of emotional autoregulation and of children’s social skills, reflecting posteriorly in the scholar environment, where early childhood educators and preventive relational psychomotor therapists assume the function of news emotional coregulators. The paper of the preventive relational psychomotor therapist is central in this process by offering a welcoming environment, interpreting symbolic manifestations and promoting interventions based in the empathy and in the comprehension of affective bond. It is concluded that the integration between Attachment Theory and emotional coregulation reinforce and add more fundamentals to relational psychomotor practice expanding and enhancing the possibilities of sensible intervention with greater effectiveness for the integral development of the child in educative and therapeutic contexts.

Keywords: Secure Attachment. Emotional Co-regulation. Relational Psychomotor Skills.

PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL_ O APEGO SEGURO NA CORREGULAÇÃO EMOCIONAL DAS CRIANÇAS BEM PEQUENAS NO SETTING ok