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ASPECTOS SOCIEDUCACIONAIS E POLÍTICOS DA INCLUSÃO DO TEA: UMA REVISÃO SOCIO-EDUCATIONAL AND POLITICAL ASPECTS OF THE INCLUSION OF ASD: A REVIEW
Thamires Alves Garcia1
RESUMO
Este artigo de revisão teórica analisa a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas públicas do Estado do Ceará, abordando conceitos fundamentais, marcos legais, formação docente, Atendimento Educacional Especializado (AEE), políticas públicas estaduais e metodologias pedagógicas inclusivas, além da atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na defesa desses direitos. O Ceará possui 126.548 pessoas com TEA, das quais 66,7 mil são crianças e adolescentes, mas apenas 5.166 estudantes são acolhidos em programas educacionais específicos, evidenciando um grave descompasso entre demanda e oferta. O arcabouço legal brasileiro – CF/88, Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão) e LDB – garante direitos fundamentais à educação inclusiva, ao AEE e ao Plano Educacional Individualizado (PEI). O Ceará complementa esse sistema com o Estatuto da Pessoa com TEA (Lei nº 18.642/2023) e o programa Ceará TEAcolhe. Contudo, a literatura aponta desafios persistentes: lacunas na formação docente, infraestrutura escolar inadequada, cobertura insuficiente do AEE e barreiras atitudinais. Metodologias como ensino estruturado, flexibilização curricular, PEI, Tecnologias Assistivas e Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) mostram-se eficazes, mas dependem de condições estruturais e de uma mudança cultural nas escolas. A OAB tem atuado como protagonista na defesa desses direitos por meio de comissões especializadas, produção de materiais informativos, audiências públicas e ações judiciais contra discriminação e negativa de matrícula. Conclui-se que o Ceará apresenta avanços normativos significativos, mas necessita de maior investimento na implementação efetiva das políticas, na formação continuada de professores e na ampliação do AEE para alcançar a totalidade dos alunos com TEA em idade escolar.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Educação Inclusiva. Políticas Públicas. Atendimento Educacional Especializado. Formação de Professores. Ceará.
ASPECTOS SOCIEDUCACIONAIS E POLÍTICOS DA INCLUSÃO DO TEA UM REVISÃO
AUTONOMIA LEITORA NO ENSINO MÉDIO: IMPORTÂNCIA E PERSPECTIVAS DE MEDIAÇÃO NA SALA DE MULTIMEIOS EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO CEARÁ – UM ESTUDO DE CASO
Maria Regina Sesário Dos Santos1
O presente artigou comunica um investigação sobre o papel da sala de multimeios no fomento à autonomia leitora entre alunos do Ensino Médio, em uma escola pública estadual do Ceará. O estudo se propôs a compreender como práticas de mediação realizadas nesse espaço contribuem para ampliar a relação dos estudantes com a leitura, favorecendo a construção de sentidos, a autoria e a criticidade. Ao explorar esse ambiente como campo de interação entre linguagem, tecnologia e aprendizagem, busca-se evidenciar caminhos que tornem a leitura mais acessível, relevante e integrada à realidade juvenil. A escolha do tema justifica-se pela urgência de repensar o uso dos espaços escolares frente às exigências contemporâneas da cultura digital e à carência de políticas efetivas que estimulem o protagonismo estudantil, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e educacionais. A relevância da investigação está no potencial de contribuir para práticas que transcendam o uso mecânico da tecnologia e promovam experiências de leitura significativas, de modo articulado às diretrizes da BNCC. O embasamento teórico ancorou-se em livros, artigos,documentos, sites oficiais que abordam o papel emancipador da leitura, a formação do leitor e a importância da mediação pedagógica. Esses aportes permitiram fundamentar uma visão crítica e transformadora da leitura, entendida não como mera decodificação, mas como exercício de liberdade e construção de identidade. A pesquisa, de natureza qualitativa, delineou-se como estudo de caso, envolvendo observação das atividades realizadas na sala de multimeios, entrevistas com docentes e discentes, análise de documentos escolares e registros de ações mediadas ao longo de um semestre letivo. O material coletado foi analisado à luz de categorias emergentes, como protagonismo, autoria e engajamento. Os resultados apontam que, quando bem planejada, a sala de multimeios se configura como um espaço potente de formação leitora, ampliando as possibilidades de escolha, interpretação e produção textual dos alunos. As práticas mediadas contribuíram para fortalecer a autonomia dos estudantes e enriquecer o ambiente pedagógico com experiências colaborativas e criativas..
Palavras-chave: Autonomia, Mediação, Multimeios.
AUTONOMIA LEITORA NO ENSINO MÉDIO IMPORTÂNCIA E PERSPECTIVAS DE MEDIAÇÃO NA SALA DE MULTIMEIOS EM UMA ESCOLA ESTADUAL DO CEARÁ UM ESTUDO DE CASO
AFFECTIVITY AND LEARNING IN THE EDUCATION OF CHILDREN IN THE FINAL YEARS OF ELEMENTARY SCHOOL
RESUMO
A relação entre afetividade e aprendizagem constituiu-se, ao longo das últimas décadas, como um dos campos mais relevantes para compreender os processos educativos. Nos anos finais do Ensino Fundamental, em que os estudantes enfrentam desafios cognitivos mais complexos e maiores pressões institucionais, a dimensão afetiva adquire centralidade ao influenciar motivação, engajamento, autorregulação e permanência escolar. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo geral analisar como a produção científica contemporânea tem tratado a relação entre afetividade e aprendizagem nos anos finais do Ensino Fundamental, identificando dimensões analíticas, tendências e lacunas que permitam compreender a relevância do tema para o processo educativo. Metodologicamente, optou-se por uma investigação de caráter bibliográfico, com base em livros, artigos, dissertações, teses e documentos oficiais que discutiram a presença da afetividade na prática pedagógica, na avaliação, nas políticas públicas e na formação docente. Os resultados apontaram que a afetividade não se configurou como dimensão periférica, mas como fundamento estruturante da aprendizagem. A literatura revelou que vínculos de confiança entre professores e estudantes favoreceram a motivação e a persistência em tarefas complexas; que feedbacks respeitosos ampliaram a autorregulação e a crença de autoeficácia; e que práticas avaliativas mediadas pelo cuidado afetivo transformaram o erro em oportunidade de reorganização cognitiva. Constatou-se, ainda, que políticas e currículos incorporaram indiretamente a afetividade, mas muitas vezes a reduziram a atributo instrumental, fragilizando seu caráter ético e relacional.
Palavras-chave: Afetividade. Aprendizagem. Ensino Fundamental. Políticas Educacionais.
AFFECTIVITY AND LEARNING IN THE EDUCATION OF CHILDREN IN THE FINAL YEARS OF ELEMENTARY SCHOOL