Artigos

Felipe de Oliveira Dias1

RESUMO

A inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais tem se consolidado como um princípio fundamental da Educação contemporânea. Nesse contexto, a Educação Física destaca-se como componente curricular capaz de favorecer a interação social, o desenvolvimento motor e a participação ativa dos estudantes. Este estudo teve o objetivo de analisar como as práticas pedagógicas desenvolvidas nas aulas de Educação Física contribuem para a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A pesquisa caracteriza-se como quali-quantitativa, com levantamento bibliográfico e investigação de campo realizada em uma escola pública municipal. Foram aplicados questionários a professores e alunos, e os dados foram analisados de forma descritiva e interpretativa. Os resultados evidenciaram que a Educação Física favorece a inclusão, promovendo socialização, desenvolvimento integral e redução de barreiras atitudinais. Contudo, foram identificados desafios relacionados à formação docente e à necessidade de metodologias adaptadas. Conclui-se, portanto, que o professor desempenha papel central na efetivação da inclusão, sendo essencial a formação continuada e o planejamento pedagógico inclusivo.

Palavras-chave: Educação Física; Inclusão escolar; Necessidades educativas especiais; Práticas pedagógicas.

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1Lcenciatura em Educação Física pela Faculdade Terra Nordeste – FATENE. Especialista em Educação Física Escola pela Faculdade do Vale Elvira Dayrell. Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Eudes Barbosa Soares Júnior1

RESUMO

A escola contemporânea deve atuar como um espaço de formação integral, promovendo o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de seus educandos, com vistas à construção de uma sociedade mais justa, participativa e democrática. Dentro dessa perspectiva, esta pesquisa teve como objetivo investigar como o gênero textual fábula pode contribuir para a formação de leitores críticos e para o desenvolvimento da cidadania entre alunos do ensino fundamental. Partindo do pressuposto de que a literatura infantil possui um papel essencial na constituição de valores éticos e sociais, propôs-se uma intervenção pedagógica com uma turma do 6º ano da Escola Municipal Secretário Paulo Petrola, situada em Fortaleza/CE. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, de natureza interventiva, com base na pesquisa-ação segundo Thiollent (2005), Haguette (1990) e Bortoni-Ricardo (2009). Foram realizadas seis oficinas pedagógicas estruturadas conforme a sequência básica de Cosson (2014), utilizando fábulas clássicas e contemporâneas como ponto de partida para debates, atividades de leitura, produção textual e reflexão sobre valores como respeito, solidariedade, justiça e responsabilidade. O trabalho buscou também associar as temáticas presentes nas fábulas às experiências cotidianas dos alunos, promovendo a constituição do senso crítico a partir das “morais da história”. A fundamentação teórica apoiou-se em autores que defendem a literatura como instrumento de humanização, tais como Cândido (2004) e Libâneo (2001), e em pensadores como Aristóteles (1991), Kant (2004), Morin (2003) e Durkheim (1983), cujas contribuições ajudaram a compreender a relação entre indivíduo, sociedade, moral e ética. Os resultados indicaram que a leitura crítica de fábulas, aliada a práticas reflexivas, favorece a formação de leitores mais conscientes e participativos, capazes de refletir sobre si mesmos e sobre o mundo em que vivem. Conclui-se, portanto, que integrar literatura infantil e conteúdos atitudinais no contexto escolar é uma estratégia eficaz para fortalecer o protagonismo estudantil e promover uma convivência mais ética e cidadã no ambiente educacional.

Palavras-chave: Formação de leitores. Ética. Valores morais. Fábula. Cidadania.

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1Bacharel em Ciências Sociais, Universidade Federal do Ceará-UFC. Licenciatura em Língua Portuguesa, Universidade Estadual do Ceará- UECE. Bacharel em Direito, Universidade de Fortaleza -UNIFOR. Mestrado em Letras, UERN, RN. Doutorado em Ciências da Educação, UNADES/PY.

FÁBULAS NA EDUCAÇÃO LITERATURA INFANTIL COMO ALICERCE PARA LEITURA CRÍTICA E CIDADANIA

Lúcia de Fátima da Justa Teixeira Rocha1

RESUMO

A escola é um sítio de produção do conhecimento sendo um universo de interações entre o  processo do ensino, os sujeitos desse processo e aquele que administra os recursos financeiros  e pedagógicos para que essa máquina possa funcionar e produzir conhecimento com qualidade  e responsabilidade – o gestor escolar. Em muitas comunidades, situadas em diversas cidades  cearenses, há um grande número de professores, funcionários e grande parte dos integrantes do  Conselho Escolar e Círculo de Pais e Mestres que não participam de todo o processo  administrativo da escola e tampouco têm conhecimento dos recursos recebidos pela escola.  Credita-se a esse fato que muitos gestores deixam de informar, por meio de uma gestão  transparente e participativa, os ocorridos na escola, tanto os problemas, desafios como a busca  de soluções destes. Nesse contexto, questionamos: Gestores de escola pública têm compromisso  com a gestão democrática regida pelas leis brasileiras, assumindo a postura de partilhar gastos  e apresentar para a sociedade a aplicabilidade dos recursos? Partilha decisões e estratégias de  soluções de problemas com os outros sujeitos da comunidade escolar? Partilha decisões com  professores, estudantes e pais de alunos? Em nosso trabalho, coletamos por meio de  questionário, opiniões e percepções pontuadas nas falas de uma amostra de gestores de escolas  públicas do município de Itaitinga, Ceará, Brasil a respeito de haver ou não gestão democrática nessas escolas e como se dá a dinâmica dessa gestão. Foi revelado que há transparência na  administração escolar na rede de escolas públicas da cidade de Itaitinga, sendo os gestores  responsáveis e democráticos nesse contexto. Quanto à avaliação da qualidade da relação entre  gestor escolar e estudantes nas referidas escolas foi revelado por meio das opiniões dos gestores  entrevistados que, embora seja extremamente complexa e multifacetada essa relação  gestor/comunidade estudantil, as relações foram consideradas boas. Há nesse sentido, o  consenso de que a gestão democrática é uma ação real nas escolas onde estão lotados essa  amostra de gestores, pois, a prática está fundamenta nas seguintes ações: A gestão escolar no  geral é transparente, com prestação de contas à comunidade por meios de reuniões presenciais  frequentes; os recursos são insuficientes, mas cobrem parte das demandas; Os professores  lotados nestas escolas recebem apoio da gestão para planejar e avaliar suas práticas  pedagógicas; a comunidade escolar, família e sociedade por ficar a par dos acontecimentos da  gestão financeira, por essa ação de transparência, sentem um pertencimento ao trabalho da  escola, entendendo que essa ação configura uma gestão compartilhada; há boas relações, com  bastante diálogo entre gestores e alunos; há diálogos frequentes com as famílias dos estudantes,  pois a prática é organizar e promover reuniões presenciais frequentes, o que gera boas relações  com os pais, professores e estudantes; fazer comunicações sobre as reuniões, datas importantes;  datas do calendário letivo que podem ser por meio de comunicados impressos e murais ou  ainda uso de aplicativos e redes sociais.

Palavras-chave: Escola pública. Gestão Escolar. Comunidade Escolar. Gestão democrática.

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1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY

ANÁLISE DE OPINIÕES DE GESTORES SOBRE A DINÂMICA DA GESTÃO EM ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE ITAITINGA, CEARÁ, BRASIL, AÑO, 2025.