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A INVISIBILIDADE AFRICANA NA SALA DE AULA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
Ariane Chagas Moraes Sampaio1
RESUMO
A invisibilidade africana na sala de aula representa um desafio significativo para a construção de uma educação antirracista no Brasil. Apesar dos avanços promovidos pela Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, ainda há lacunas na implementação efetiva dessa diretriz. O currículo tradicional, majoritariamente eurocêntrico, contribui para a marginalização da história e das contribuições dos povos africanos, perpetuando a desvalorização da identidade negra no ambiente escolar. Nesse sentido, o presente estudo buscou compreender como a invisibilidade africana se manifesta no cotidiano escolar, analisando as práticas pedagógicas, a formação docente e o material didático utilizado no ensino básico. Além disso, investiga as consequências dessa omissão na construção identitária dos estudantes negros e na perpetuação do racismo estrutural. A ausência de referências africanas e afro-brasileiras nos conteúdos escolares reforça estereótipos e impede que os alunos compreendam a riqueza e diversidade das culturas africanas e sua influência na formação da sociedade brasileira. Dessa forma, propõe-se a necessidade de estratégias pedagógicas que valorizem a história e cultura africana, promovendo o protagonismo negro no ambiente escolar. A adoção de materiais didáticos mais inclusivos, a formação continuada de professores e o incentivo a práticas interdisciplinares são medidas essenciais para superar esse apagamento histórico. A pesquisa também dialoga com os princípios da educação antirracista, apontando caminhos para tornar a sala de aula um espaço de reconhecimento e valorização da diversidade cultural. Conclui-se que a superação da invisibilidade africana na escola é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as identidades sejam respeitadas e reconhecidas. Somente por meio de uma educação comprometida com a diversidade e a equidade será possível romper com o ciclo de exclusão e promover um ensino mais representativo e democrático.
Palavras-chave: Invisibilidade africana. Educação antirracista. Currículo escolar. Formação docente.
A INVISIBILIDADE AFRICANA NA SALA DE AULA DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E JOGOS: A INFLUÊNCIA DAS BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Geovana Fernandes Ferreira1
RESUMO
Esta pesquisa teve como objetivo cerne investigar a relação entre o desenvolvimento cognitivo e os jogos na educação infantil, analisando a influência das brincadeiras no aprendizado e na construção do conhecimento das crianças. Fundamentada em teorias do desenvolvimento infantil, como as de Piaget e Vygotsky, a pesquisa buscou compreender como o brincar contribui para o aprimoramento das funções cognitivas, incluindo atenção, memória, resolução de problemas e pensamento crítico. A pesquisa partiu do pressuposto de que o jogo não é apenas uma atividade recreativa, mas um instrumento pedagógico essencial para a aprendizagem significativa. As brincadeiras estimulam a imaginação, promovem a socialização e fortalecem habilidades cognitivas fundamentais para a alfabetização e para o desenvolvimento escolar futuro. Assim, compreender o impacto das atividades lúdicas na formação das crianças é essencial para aprimorar práticas pedagógicas e construir um ambiente de ensino mais dinâmico e envolvente. A metodologia utilizada nesta dissertação inclui uma revisão bibliográfica de estudos que abordam a relação entre jogos e cognição infantil, bem como uma análise de práticas pedagógicas adotadas em instituições de ensino. A pesquisa destaca a importância de jogos estruturados e espontâneos no contexto educacional, ressaltando como atividades lúdicas podem ser planejadas estrategicamente para potencializar o aprendizado. Os resultados apontam que o uso de jogos no ambiente escolar favorece a aprendizagem, tornando o processo mais interativo e motivador. As crianças que participam de atividades lúdicas demonstram maior engajamento, criatividade e capacidade de resolver problemas de forma autônoma. Além disso, a interação social proporcionada pelos jogos fortalece habilidades socioemocionais, essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos. Conclui-se que o brincar é um elemento essencial no processo educacional da infância, devendo ser incorporado de maneira intencional ao planejamento pedagógico. A ludicidade, quando aplicada de forma estratégica, amplia as possibilidades de aprendizado e contribui para o desenvolvimento cognitivo das crianças, tornando a educação mais significativa e prazerosa. Dessa forma, este estudo reforça a necessidade de valorização das brincadeiras na educação infantil, incentivando professores e gestores a explorarem metodologias inovadoras baseadas no jogo.
Palavras-chave: desenvolvimento cognitivo, jogos, brincadeiras, educação infantil, aprendizagem significativa.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E JOGOS A INFLUÊNCIA DAS BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA TRANSIÇÃO E ADAPTAÇÃO DOS ANOS INICIAIS PARA OS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE PEDAGÓGICA
Antônia Daiane Tomé Bastos1
RESUMO
A transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino fundamental representa uma etapa marcante no percurso escolar dos estudantes, envolvendo mudanças acadêmicas, sociais e emocionais significativas. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios e as estratégias relacionadas a essa transição, destacando aspectos que impactam diretamente o processo de adaptação dos alunos. Para isso, realiza-se uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica, que busca compreender as complexidades dessa transição e propor caminhos para uma adaptação mais eficiente. A pesquisa aborda questões como as diferenças metodológicas entre os anos iniciais e finais, a fragmentação das disciplinas, o aumento da exigência acadêmica, além das mudanças no contexto social dos alunos, como a formação de novos grupos e a ampliação das expectativas em relação à autonomia. A ausência de um suporte adequado durante essa fase pode gerar consequências negativas, como dificuldades de aprendizagem, queda no rendimento escolar e desmotivação. Os resultados da análise indicam que uma transição bem-sucedida requer a colaboração de todos os agentes envolvidos no processo educacional: professores, gestores escolares, famílias e os próprios alunos. Estratégias como a formação continuada de professores, a adoção de metodologias integradoras, o fortalecimento do vínculo escola-família e a oferta de apoio psicopedagógico se mostram fundamentais para minimizar os impactos dessa etapa de mudança. Concluiu-se, portanto, que a transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino fundamental, quando planejada e acompanhada de maneira intencional, pode ser transformada em uma oportunidade de desenvolvimento integral para os estudantes, promovendo o fortalecimento de competências acadêmicas, emocionais e sociais. Este estudo contribui para a discussão sobre práticas educacionais mais inclusivas e acolhedoras, com foco no bem-estar e no sucesso dos alunos.
Palavras-chave: Transição Escolar. Anos Iniciais. Anos Finais. Adaptação. Ensino Fundamental.
DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA TRANSIÇÃO E ADAPTAÇÃO DOS ANOS INICIAIS PARA OS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL UMA ANÁLISE PEDAGÓGICA