RESUMO

A gerência de enfermagem desempenha um papel essencial na qualidade do cuidado em saúde pública no Ceará, coordenando equipes, implementando protocolos clínicos, supervisionando práticas e promovendo a segurança do paciente. Responsável pela gestão de recursos humanos, a gerência garante que as equipes de enfermagem sejam qualificadas e em número suficiente para atender à demanda. Além disso, assegura a implementação de protocolos rigorosos de cuidado, visando a eficácia dos tratamentos e a segurança dos pacientes. A supervisão contínua das atividades clínicas é fundamental para manter padrões elevados de qualidade. Isso inclui monitoramento constante da adesão às políticas de saúde pública e melhores práticas, garantindo que os serviços prestados atendam aos mais altos padrões. A promoção da segurança do paciente também é uma prioridade, com a gerência implementando medidas preventivas para reduzir riscos como erros de medicação e infecções hospitalares. Além de supervisionar operações diárias, a gerência contribui estrategicamente para o desenvolvimento de políticas de saúde pública. Colabora com outras áreas da saúde, participa de comitês de qualidade e desenvolve programas de prevenção e promoção da saúde. No contexto diversificado do Ceará, enfrenta desafios únicos relacionados à diversidade geográfica e demográfica, exigindo abordagens adaptativas e colaboração com líderes comunitários para garantir serviços acessíveis e culturalmente sensíveis. Em suma, a gerência de enfermagem desempenha um papel crucial na configuração e execução de práticas de cuidado em saúde pública no Ceará, promovendo qualidade, segurança e eficiência nos serviços prestados à população.

Palavras-chave: Gerência; Enfermagem; Saúde Pública.

O PAPEL DA GERÊNCIA DE ENFERMAGEM NA QUALIDADE DO CUIDADO EM SAÚDE PÚBLICA NO CEARÁ

RESUMO

A educação sobre mudanças climáticas desempenha um papel crucial na formação educacional dos jovens, indo além de simplesmente informá-los sobre fenômenos naturais. Ela é fundamental para equipá-los com as habilidades necessárias não apenas para entender, mas também para enfrentar e mitigar os impactos das mudanças climáticas em suas vidas e comunidades. Inicialmente, a educação climática visa conscientizar os alunos sobre as causas das mudanças climáticas, como o aumento das emissões de gases de efeito estufa, e seus efeitos significativos, como eventos climáticos extremos e a elevação do nível do mar. Isso proporciona uma compreensão sólida da magnitude do desafio ambiental global.

Palavras-chave: Educação ambiental; Mudanças climáticas; Escola

TRANSFORMANDO CONHECIMENTO EM AÇÃO A IMPLEMENTAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO CEARÁ

RESUMO

A abordagem do alfabetizar letrando propõe que a educação em leitura e escrita não se restrinja ao domínio técnico, mas inclua também a compreensão dos usos sociais da linguagem escrita. Assim, o indivíduo não apenas decifra textos, mas compreende como e quando utilizar a escrita de maneira adequada e eficaz em diferentes situações comunicativas. A reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas dos professores se faz fundamental nesse contexto. É preciso analisar como os métodos e estratégias utilizados em sala de aula podem promover não apenas a aquisição de habilidades básicas de leitura e escrita, mas também o desenvolvimento de competências mais amplas de letramento. Isso inclui a capacidade de interpretar textos, de escrever de forma coerente e de aplicar essas habilidades em contextos variados da vida cotidiana e profissional.

Palavras-chave: Letramento; Alfabetização; Práticas pedagógicas.

PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NO CONTEXTO ESCOLAR UM ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CAUCAIA-CE

Alda Barros Vieira Fernandes1

RESUMO

Esta dissertação tem como objetivo analisar a capacitação docente para a implementação de práticas avaliativas inclusivas voltadas para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A inclusão educacional é um direito garantido por legislações nacionais e internacionais, mas sua efetivação ainda enfrenta desafios significativos, especialmente no que diz respeito à avaliação, que é uma etapa fundamental do processo pedagógico. Para garantir que estudantes com TEA sejam avaliados de maneira justa e equitativa, é essencial que os professores estejam preparados para adaptar estratégias e instrumentos avaliativos às necessidades específicas desse público. A pesquisa se baseia em uma revisão bibliográfica e análise documental de estudos recentes que abordam a relação entre inclusão educacional, avaliação e a formação continuada de professores. Além disso, são discutidos conceitos-chave como inclusão, práticas avaliativas e as particularidades do TEA no contexto escolar. A fundamentação teórica é sustentada por autores que exploram a educação inclusiva e a avaliação pedagógica, além de diretrizes educacionais como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Os resultados apontam que a formação docente desempenha um papel crucial na efetivação de uma avaliação inclusiva. Professores que recebem capacitação específica demonstram maior segurança e criatividade ao adaptar instrumentos de avaliação, promovendo um ambiente mais equitativo. Contudo, a pesquisa também revela a necessidade de maior investimento em políticas públicas e programas de formação continuada, além da criação de materiais pedagógicos acessíveis. Conclui-se que a capacitação docente é um elemento estratégico para garantir que as avaliações cumpram seu papel formativo e inclusivo, respeitando as potencialidades e limitações dos estudantes com TEA. Este estudo contribui para o debate sobre a inclusão educacional e reforça a importância de práticas pedagógicas que promovam a equidade e o respeito à diversidade nas escolas.

Palavras-chave: Avaliação educacional; Inclusão; Transtorno do Espectro Autista; Formação docente; Educação inclusiva.

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E INCLUSÃO A CAPACITAÇÃO DOCENTE PARA UMA AVALIAÇÃO INCLUSIVA DE ESTUDANTE COM TEA

RESUMO

Este estudo tem como objetivo analisar o papel da Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) na inclusão de alunos com deficiência intelectual nas escolas municipais de Caucaia-CE, por meio de uma revisão bibliográfica. A inclusão educacional tem ganhado destaque nas políticas públicas e no debate acadêmico, pois visa assegurar o direito à educação equitativa e de qualidade para todos. Nesse contexto, o AEE se apresenta como um espaço pedagógico essencial para o desenvolvimento de estratégias e práticas que atendam às especificidades dos alunos com deficiência intelectual, promovendo sua aprendizagem e participação no ambiente escolar. A metodologia baseia-se exclusivamente em revisão bibliográfica, com a análise de artigos científicos, livros, documentos oficiais e legislações pertinentes ao tema. A pesquisa busca compreender, à luz do referencial teórico, as contribuições do AEE para a inclusão escolar, bem como os desafios enfrentados pelos educadores e gestores no processo de implementação e execução dessas práticas. Os resultados indicam que as Salas de AEE desempenham um papel central na criação de ambientes inclusivos, oferecendo recursos e estratégias pedagógicas adaptadas às necessidades dos alunos. Entretanto, a literatura revisada também aponta para a necessidade de maior investimento em formação continuada dos profissionais, de fortalecimento das políticas públicas de inclusão e de maior articulação entre o AEE e as salas regulares de ensino. Conclui-se que, embora os avanços sejam evidentes, há um longo caminho a ser percorrido para que o AEE alcance seu pleno potencial como agente de inclusão escolar. Esta pesquisa espera contribuir para o debate sobre a importância de práticas pedagógicas inclusivas, destacando o papel do AEE como um instrumento de transformação educacional e social.

Palavras-chave: Atendimento Educacional Especializado. Inclusão Escolar. Deficiência Intelectual. Educação Inclusiva.

Corrigido – O PAPEL DA SALA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA INCLUSÃ_O DE ALUNOS COM DEFICIÃ_NCIA INTELECTUAL ESTUDO NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE CAUCAIA CE corrigindo

 

RESUMO

O letramento e a escrita são elementos centrais da educação, sendo crucial para os sujeitos do processo a aquisição de habilidades técnicas e o desenvolvimento de competências sociais, culturais e críticas. Nesse sentido, desenvolver revisões sobre teorias e abordagens no letramento e escrita consiste em ação bastante edificadora no âmbito acadêmico e prático. Ter o conhecimento de que o letramento envolve o uso social da linguagem, revela que a escola tem o grande desafio de formar indivíduos que sejam capazes de interpretar, criticar e produzir textos em diferentes contextos. O campo das metodologias aplicadas ao letramento e à escrita é vasto e dinâmico e, a escolha da metodologia mais adequada deve considerar o contexto educacional e as necessidades específicas dos sujeitos aprendizes. As práticas de letramento e escrita podem ser potencializadas pela criatividade dos professores e pela aquisição de meios e métodos tanto tradicionais como modernos, como uso de tecnologias de informação para que se possa promover as habilidades técnicas e uma compreensão crítica e contextualizada da linguagem escrita. Para tecer discussões e construir análise de conteúdo à luz dessa temática, o presente trabalho desenvolveu uma robusta revisão sobre o processo de letramento e escrita, contemplando políticas, legislações, metodologias tradicionais e alternativas de ensino, promovendo diálogos entre esses informes e as opiniões e percepções coletadas por meio de entrevista a uma amostra de professores do 5º ano do ensino fundamental de escola pública cearense. Para melhor analisar esses dados qualitativos, foi realizada uma Análise de Conteúdo. A partir da análise dos dados, foram tecidas importantes considerações. Dessa forma, considera-se que o trabalho realizado no processo de letramento pelos professores entrevistados está garantindo a aprendizagem dos meus alunos, principalmente pelo uso diversificados métodos de escrita como também pela promoção de discussões e análises dos textos. Também se considera que as crianças observadas estão alcançando as habilidades propostas. Os professores afirmaram que é importante implementar inteligentes estratégias e que boa parte das crianças orientadas desenvolvem autonomia o que reflete na capacidade dos alunos de tomar iniciativas, gerir seu próprio aprendizado e fazer escolhas informadas sobre suas atividades de leitura e escrita. Como crítica relevante, os professores apontaram que se pode melhorar em aspectos do direcionamento e acrescentar recursos multimídia e tecnológicos, tornando o aprendizado mais lúdico e envolvente, promovendo a competição saudável, aumentando a motivação dos alunos e reforçando o domínio de conceitos e habilidades. Segundo estes professores, a presença da família é um dos fatores que faz bastante diferença no processo de letramento e escrita, pois, observaram que alunos cujos responsáveis se atém ao que acontece na escola, conseguem acompanhar as atividades com poucos ou quase nenhuns empecilhos. Quanto ao montante de crianças que ainda não alcançou as habilidades propostas, os professores entrevistados afirmaram que estes alunos precisam de suporte individual e geralmente em sala de aula há contundente complexidade nesse sentido.

Palavras-chave: Letramento. Escrita. Metodologia. Ensino Fundamental. Habilidades. Processo.

ESCOPO DE MÉTODOS E AÇÕES PEDAGÓGICAS DE LETRAMENTO NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE FORTALEZA ARTIGO

 

RESUMO

A avaliação escolar é um dos instrumentos mais importantes no processo de ensino-aprendizagem, desempenhando um papel central na compreensão das dificuldades e avanços dos alunos, além de orientar as práticas pedagógicas. No Ensino Fundamental II, a avaliação assume uma complexidade considerável, pois envolve turmas com estudantes de perfis diversos em termos de habilidades cognitivas, experiências prévias e contextos socioculturais. Tradicionalmente, a avaliação tem sido associada a modelos centrados em provas e testes, que buscam quantificar o desempenho dos alunos por meio de classificações numéricas. No entanto, essas abordagens muitas vezes não capturam a totalidade do processo de aprendizagem, restringindo-se a medir resultados pontuais e desconsiderando a evolução do aluno ao longo do tempo. Nos últimos anos, tem-se buscado uma reorientação do conceito de avaliação, passando a enfatizar sua função formativa, que visa não apenas medir o conhecimento, mas também acompanhar o processo de aprendizagem e identificar as necessidades de apoio e orientação pedagógica. A avaliação formativa se foca na reflexão constante sobre as estratégias de ensino e no acompanhamento contínuo do progresso dos alunos, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral e a aprendizagem significativa. Essa abordagem considera a avaliação como um meio para promover a autorreflexão dos alunos, incentivando-os a compreender seu próprio processo de aprendizagem e a se engajar ativamente em seu desenvolvimento. Além disso, a diversidade presente nas turmas do Ensino Fundamental II exige que a avaliação seja inclusiva, capaz de respeitar as diferenças de cada aluno, seja no que diz respeito ao ritmo de aprendizagem, às condições socioeconômicas ou às diferentes formas de aprendizado. Isso implica no uso de múltiplos instrumentos avaliativos, que permitam uma análise mais rica e diversificada das habilidades dos alunos, indo além das avaliações tradicionais. A necessidade de uma avaliação que promova a equidade, que esteja atenta às necessidades individuais e que seja democrática também se torna evidente. Diante desses desafios, a reflexão sobre a avaliação no Ensino Fundamental II é essencial para que se possa repensar suas práticas, tornando-as mais eficazes e adequadas às realidades dos alunos. A avaliação deve ser vista não como um fim, mas como um processo contínuo de aprendizado, que contribui para a construção do conhecimento e para a formação de cidadãos críticos, capazes de compreender e transformar o mundo ao seu redor. Assim, a avaliação no Ensino Fundamental II deve ser um meio para promover não apenas a aquisição de conteúdo, mas também o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais, alinhadas com as necessidades do século XXI.

Palavras-Chave: Avaliação. Ensino Fundamental. Anos Finais. Desafios.

A COMPLEXIDADE DA PRÁTICA DA AVALIAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL II REFLEXÕES E DESAFIOS

ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DA GESTÃO ESCOLAR CONTEXTUALIZANDO A INDISCIPLINA NA SALA DE AULA: UM ESTUDO DE CASO

Ana Camille de Norões Milfont Rangel Sabino1

RESUMO

Como deve ser um eficiente gestor escolar? Quais as fundamentais atribuições de um gestor escolar? Problemas e desafios como a indisciplina na sala de aula têm sido enfrentados de forma democrática e participativa? De acordo com autores que trabalham esse contexto, a figura de gestores participativos, ativos e democráticos precisa estar presente em todas as atividades de uma escola. O gestor escolar necessita dominar competências e habilidades da gestão, concebendo que a escola e seus componentes devem estar em harmonia para o enfrentamento dos desafios cotidianos como o da indisciplina na sala de aula. Nesse sentido, o gestor escolar deve cumprir deveres como o de promover um ambiente adequado e motivador, fazendo com que os profissionais de ensino e a comunidade escolar assumam o compromisso da participação e integração na busca de soluções de problemas que mitigam o melhoramento do processo do ensino e da aprendizagem. Especificamente no contexto da indisciplina, o gestor deve buscar alcançar a boa convivência na escola, considerando que é ele quem exerce a função de mediador no contexto dos conflitos, quer seja no trabalho da equipe de educadores, quer seja no contexto da indisciplina dentro e foram da sala de aula. Tendo como objetivo comunicar e discutir opiniões e percepções de uma amostra de alunos, professores e coordenadores de uma escola pública cearense sobre o problema da indisciplina na sala de aula e o contexto das relações de poder e competências de resolução de problemas junto ao gestor escolar, buscando alcançar objetivos específicos como entender a articulação do gestor da escola com a gestão pedagógica no enfrentamento de problemas relativos aos estudantes com a indisciplina, o presente trabalho de pesquisa  investigou por meio de questionário semiestruturado, opiniões e percepções de uma amostra de professores, coordenadores e estudantes do 7º  ao 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal da cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, a  EM Professor Manuel Eduardo Pinheiro Campos, para ouvir e tentar entender o que esse público pensa sobre a indisciplina na sala de aula e sua intricada relação com a gestão, professores, família e comunidade. A partir dos dados coletados, discussões e considerações foram tecidas. De acordo com os estudantes entrevistados, a questão da indisciplina é um sério problema da sua escola e reconhecem que este é um problema muito difícil de lidar, que o gestor tem que opinar e ser mais presente, configurando uma fala que transmite uma necessidade da partilha dos limites com afetividade, presença e coparticipação. Já os coordenadores e professores entrevistados afirmaram que os problemas da escola são sim socializados, porém, devido aos recursos escassos há poucas soluções.

Palavras-chave: Gestão escolar. Escola pública. Estudante. Indisciplina. Ensino Fundamental.

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ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS DA GESTÃO ESCOLAR CONTEXTUALIZANDO A INDISCIPLINA NA SALA DE AULA

ANÁLISE QUALITATIVA DE AÇÕES REALIZADAS EM ESCOLA MUNICIPAL DE FORTALEZA SOB CONTEXTOS DOS OBJETIVOS DO “PROGRAMA APRENDER MAIS” DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL

Ana Cláudia de Norões Milfont1

RESUMO

Na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará, Brasil, a Prefeitura Municipal de Fortaleza implementou a modalidade educacional “Aprender Mais Escola”, que ocorre no contraturno escolar, configurando o tempo integral de estudos, com o objetivo de fortalecer a aprendizagem no Ensino Fundamental em Língua Portuguesa e Matemática. Para se obter dados que embasassem uma profícua discussão sobre a efetividade, sucesso/insucesso do “Programa Aprender Mais”, o presente trabalho questionou a uma amostra de professores, coordenadores e monitores da Escola Municipal Professor Manuel Eduardo Pinheiro Campos, localizada na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, sobre ações realizadas nos 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e seus resultados, com base nos objetivos do “Programa Aprender Mais”. Os resultados revelaram que as ações realizadas na escola objeto do presente estudo estão alinhadas com os objetivos do referido programa. Em Língua portuguesa, ações de alfabetização e letramento; promoção e ampliação da habilidade da leitura e da escrita e dinâmicas de encorajamento e promoção da autoestima dos estudantes estão sendo feitas e com bons resultados. Em Matemática, o aprendizado está sendo fortalecido de forma crescente por meio da ludicidade e uso de ferramentas multimídias, metodologias que estão de acordo os objetivos do programa. Problemas como, falta de espaços pedagógicos para o desenvolvimento e ampliação de várias e interessantes ações, necessárias ao atendimento do montante de estudantes para que possam aprender com qualidade e de forma satisfatória, foram apontados pelos entrevistados. A inclusão digital foi indicada como fator-chave de dificuldade, já que a maioria dos estudantes não tem acesso à internet em suas casas e muitos não possuem notebook, celulares e tabletes. Os professores reconhecem que o “Programa Aprender Mais” promoveu uma maior participação dos estudantes nas aulas com consequentes melhorias nas avaliações e no desempenho individual. Ressaltaram, no entanto, que o programa necessita de uma maior estruturação e acompanhamento. De acordo com os entrevistados houve um crescimento no processo de aprendizagem na Língua Portuguesa em leitura e produção textual, mas, a gramática escrita ainda está se desenvolvendo. Em Matemática foi verificada uma melhoria nas operações matemáticas que exigem raciocínio lógico. Foi enfatizando que o problema do isolamento social na pandemia por Covid19 potencializou as dificuldades de aprendizagem em Matemática.

Palavras-chave: Programa Aprender Mais. Ensino público. Estudante. Qualidade de ensino. Aprendizado.

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1Educadora da rede pública cearense de ensino. Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

ANÁLISE QUALITATIVA DE AÇÕES REALIZADAS EM ESCOLA MUNICIPAL DE FORTALEZA SOB CONTEXTOS DOS OBJETIVOS DO

O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA EDUCAÇÃO PÚBLICA CEARENSE: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A GESTÃO DEMOCRÁTICA E EFETIVA

Antônia Maria da Costa Mendes de Mesquita1

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo analisar o papel do gestor escolar na educação pública cearense, destacando os desafios enfrentados e as práticas adotadas para promover uma gestão democrática e eficiente. O gestor escolar desempenha um papel fundamental no funcionamento das escolas, atuando como mediador entre a comunidade escolar, os professores, os alunos e os órgãos administrativos. Neste contexto, a pesquisa busca compreender como as práticas de gestão influenciam diretamente o ambiente escolar, o desempenho acadêmico dos alunos e o engajamento da comunidade. A dissertação adota uma abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise documental, fundamentando-se em autores que discutem a gestão escolar, políticas públicas educacionais e práticas de liderança. Além disso, são explorados os desafios específicos do contexto cearense, incluindo questões relacionadas à precariedade estrutural, à formação contínua de gestores e à implementação de políticas educacionais voltadas para a equidade e qualidade no ensino público. Os resultados apontam que a gestão democrática, quando bem estruturada, contribui significativamente para a criação de um ambiente escolar acolhedor e produtivo, promovendo a participação ativa da comunidade e a valorização dos profissionais da educação. Contudo, desafios como a falta de recursos, o acúmulo de funções e a necessidade de maior autonomia administrativa são apontados como barreiras frequentes enfrentadas pelos gestores. Conclui-se que o fortalecimento do papel do gestor escolar exige investimentos em formação continuada, políticas públicas inclusivas e uma gestão compartilhada que valorize a participação de todos os atores da comunidade escolar. Assim, este trabalho busca contribuir para o debate sobre a relevância de uma gestão eficiente e democrática no contexto da educação pública cearense, visando à construção de escolas mais justas e transformadoras.

Palavras-chave: Gestão Escolar. Educação Pública. Políticas Educacionais. Gestão Democrática. Educação Cearense.

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1Professora da rede pública de ensino do Estado do Ceará. Mestra em Ciências da Educação pela Universidad Del Sol, UNADES/PYO PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA EDUCAÇÃO PÚBLICA CEARENSE DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A GESTÃO DEMOCRÁTICA E EFETIVA