REVISTA DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E SAÚDE

Artigos

Edgleusson Coelho Noronha1

 

RESUMO

 

O presente estudo aborda a inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação no município de Tauá-Ceará. A pesquisa parte da análise de dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam um aumento significativo nos casos diagnosticados de autismo no país, o que acentua a demanda por profissionais qualificados e por políticas públicas efetivas. São discutidas as principais barreiras, como a carência de recursos pedagógicos adaptados, a ausência de formação continuada para docentes e a falta de equipes multidisciplinares nas escolas. O objetivo geral desse trabalho consistiu em desenvolver uma análise da importância e dos desafios da inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista, destacando estratégias pedagógicas e ações que favoreçam sua participação e aprendizagem. A presente pesquisa é de cunho bibliográfico, com abordagem qualitativa, tendo sido tecidas discussões sobre a aplicação prática da inclusão da criança autista na rede de ensino público. A partir do presente estudo, considera-se crucial que as escolas invistam em capacitações, recursos e suporte técnico para que a inclusão desses alunos seja efetiva e significativa, respeitando suas especificidades e garantindo uma educação de qualidade. Conclui-se que a efetivação da educação inclusiva depende de um compromisso coletivo, ancorado em investimentos estruturais e humanos, de forma a assegurar a equidade e a justiça social no contexto educacional brasileiro.

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Inclusão Escolar. Políticas Públicas.

O PROCESSO DE INCLUSÃO DA CRIANÇA AUTISTA NA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TAUÁ – CEARÁ.

Ariane Chagas Moraes Sampaio1

RESUMO

A invisibilidade africana na sala de aula representa um desafio significativo para a construção de uma educação antirracista no Brasil. Apesar dos avanços promovidos pela Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, ainda há lacunas na implementação efetiva dessa diretriz. O currículo tradicional, majoritariamente eurocêntrico, contribui para a marginalização da história e das contribuições dos povos africanos, perpetuando a desvalorização da identidade negra no ambiente escolar. Nesse sentido, o presente estudo buscou compreender como a invisibilidade africana se manifesta no cotidiano escolar, analisando as práticas pedagógicas, a formação docente e o material didático utilizado no ensino básico. Além disso, investiga as consequências dessa omissão na construção identitária dos estudantes negros e na perpetuação do racismo estrutural. A ausência de referências africanas e afro-brasileiras nos conteúdos escolares reforça estereótipos e impede que os alunos compreendam a riqueza e diversidade das culturas africanas e sua influência na formação da sociedade brasileira. Dessa forma, propõe-se a necessidade de estratégias pedagógicas que valorizem a história e cultura africana, promovendo o protagonismo negro no ambiente escolar. A adoção de materiais didáticos mais inclusivos, a formação continuada de professores e o incentivo a práticas interdisciplinares são medidas essenciais para superar esse apagamento histórico. A pesquisa também dialoga com os princípios da educação antirracista, apontando caminhos para tornar a sala de aula um espaço de reconhecimento e valorização da diversidade cultural. Conclui-se que a superação da invisibilidade africana na escola é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as identidades sejam respeitadas e reconhecidas. Somente por meio de uma educação comprometida com a diversidade e a equidade será possível romper com o ciclo de exclusão e promover um ensino mais representativo e democrático.

Palavras-chave: Invisibilidade africana. Educação antirracista. Currículo escolar. Formação docente.

A INVISIBILIDADE AFRICANA NA SALA DE AULA DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

Geovana Fernandes Ferreira1

RESUMO

Esta pesquisa teve como objetivo cerne investigar a relação entre o desenvolvimento cognitivo e os jogos na educação infantil, analisando a influência das brincadeiras no aprendizado e na construção do conhecimento das crianças. Fundamentada em teorias do desenvolvimento infantil, como as de Piaget e Vygotsky, a pesquisa buscou compreender como o brincar contribui para o aprimoramento das funções cognitivas, incluindo atenção, memória, resolução de problemas e pensamento crítico. A pesquisa partiu do pressuposto de que o jogo não é apenas uma atividade recreativa, mas um instrumento pedagógico essencial para a aprendizagem significativa. As brincadeiras estimulam a imaginação, promovem a socialização e fortalecem habilidades cognitivas fundamentais para a alfabetização e para o desenvolvimento escolar futuro. Assim, compreender o impacto das atividades lúdicas na formação das crianças é essencial para aprimorar práticas pedagógicas e construir um ambiente de ensino mais dinâmico e envolvente. A metodologia utilizada nesta dissertação inclui uma revisão bibliográfica de estudos que abordam a relação entre jogos e cognição infantil, bem como uma análise de práticas pedagógicas adotadas em instituições de ensino. A pesquisa destaca a importância de jogos estruturados e espontâneos no contexto educacional, ressaltando como atividades lúdicas podem ser planejadas estrategicamente para potencializar o aprendizado. Os resultados apontam que o uso de jogos no ambiente escolar favorece a aprendizagem, tornando o processo mais interativo e motivador. As crianças que participam de atividades lúdicas demonstram maior engajamento, criatividade e capacidade de resolver problemas de forma autônoma. Além disso, a interação social proporcionada pelos jogos fortalece habilidades socioemocionais, essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos. Conclui-se que o brincar é um elemento essencial no processo educacional da infância, devendo ser incorporado de maneira intencional ao planejamento pedagógico. A ludicidade, quando aplicada de forma estratégica, amplia as possibilidades de aprendizado e contribui para o desenvolvimento cognitivo das crianças, tornando a educação mais significativa e prazerosa. Dessa forma, este estudo reforça a necessidade de valorização das brincadeiras na educação infantil, incentivando professores e gestores a explorarem metodologias inovadoras baseadas no jogo.

Palavras-chave: desenvolvimento cognitivo, jogos, brincadeiras, educação infantil, aprendizagem significativa.

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E JOGOS A INFLUÊNCIA DAS BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL