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ESCUTA DAS ADOLESCÊNCIAS EM FORTALEZA: REFLEXÃO PARA MOBILIZAÇÃO COLETIVA POR APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS NA ESCOLA
Ana Márcia Maia Gadelha de Andrade1
RESUMO
O presente estudo intitulado “Escuta das Adolescências em Fortaleza: reflexão para mobilização coletiva por aprendizagens significativas na escola” analisa a importância da escuta qualificada de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental como estratégia para a construção de uma escola com identidade própria e voltada ao desenvolvimento integral dos adolescentes. Inserida no contexto da Política Nacional Escola das Adolescências, a iniciativa da Semana da Escuta, realizada entre 13 e 31 de maio de 2024, mobilizou mais de 2,2 milhões de estudantes em todo o país. O objetivo principal foi ouvir de forma sistêmica os estudantes dos 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Essa mobilização nacional buscou compreender suas opiniões, percepções e prioridades em relação a quatro eixos temáticos: currículo; clima e convivência; inovação; e participação. Esta pesquisa em Fortaleza, de abordagem quali-quantitativa, evidenciou que os adolescentes atribuem à escola um papel central de socialização, convivência e acesso a experiências socioculturais, mas identificam fragilidades na participação cidadã e no acesso à informação. Os resultados apontam para a necessidade de fortalecer o protagonismo juvenil e promover aprendizagens significativas que integrem dimensões cognitivas, afetivas e sociais, favorecendo a formação integral dos adolescentes no século XXI.
Palavras-chave: Adolescências. Escuta Qualificada. Aprendizagens Significativas. Protagonismo Juvenil. Formação Integral.
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1 Especialista em Coordenação Pedagógica pela UFC. Mestranda em Ciências da Educação pela UNADES/PY.
ESCUTA DAS ADOLESCÊNCIAS EM FORTALEZA REFLEXÃO PARA MOBILIZAÇÃO COLETIVA POR APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS NA ESCOLA
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O IMPACTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO 4° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE FORTALEZA
Fernanda Maria Melo Sampaio1
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do transtorno de ansiedade no processo de aprendizagem de alunos do 4º ano do ensino fundamental em escolas públicas da rede municipal de Fortaleza. Considerando o crescimento de diagnósticos de transtornos emocionais entre crianças em idade escolar, esta pesquisa se debruça sobre as manifestações da ansiedade no ambiente educacional, seus reflexos no desempenho acadêmico, nas relações interpessoais e no desenvolvimento socioemocional dos estudantes. O estudo parte da compreensão de que a ansiedade, quando persistente e em níveis elevados, pode comprometer significativamente a capacidade de concentração, memorização, organização e participação ativa dos alunos nas atividades escolares. Para isso, foram utilizados referenciais teóricos das áreas da psicologia da educação, da neurociência e da pedagogia, além de documentos oficiais e estudos de caso relacionados ao contexto da educação pública. A metodologia adotada tem caráter qualitativo, com base em revisão bibliográfica e análise de dados oriundos de observações em sala de aula, entrevistas com professores, coordenadores pedagógicos e, quando possível, com responsáveis pelos alunos. A pesquisa buscou identificar não apenas os sinais mais comuns da ansiedade infantil em ambiente escolar, mas também as estratégias adotadas pelas instituições e profissionais da educação para lidar com essa realidade. Os resultados apontam que o transtorno de ansiedade interfere diretamente na aprendizagem, especialmente em atividades que exigem exposição pública, avaliação ou cumprimento de tarefas sob pressão. Observou-se ainda a escassez de apoio psicológico sistematizado nas escolas públicas, o que dificulta tanto o diagnóstico precoce quanto o acompanhamento adequado dos estudantes com sintomas ansiosos. Conclui-se que é urgente a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no ambiente escolar, bem como a formação continuada de educadores para identificar e intervir de forma empática e eficaz nos casos de ansiedade. A escola precisa ser um espaço não apenas de instrução, mas também de acolhimento emocional, favorecendo o pleno desenvolvimento dos alunos em suas múltiplas dimensões.
Palavras-chave: Transtorno de Ansiedade. Aprendizagem. Educação Pública. Ensino Fundamental. Saúde Mental Escolar.
O IMPACTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO 4° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE FORTALEZA
LEITURA E ESCRITA EM TEMPOS DE ISOLAMENTO: OS IMPACTOS DO DISTANCIAMENTO SOCIAL DA PANDEMIA NO DESENVOLVIMENTO DOS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE MUNICIPAL DE FORTALEZA
Deuzeli Rodrigues Gama1
RESUMO
A pandemia da COVID-19 provocou uma série de transformações abruptas em diversos setores da sociedade, especialmente na educação. O fechamento das escolas e a adoção do ensino remoto emergencial, como medida de contenção do contágio, impuseram desafios significativos ao processo de ensino e aprendizagem, afetando diretamente o desenvolvimento de habilidades fundamentais como a leitura e a escrita. Esta dissertação tem como objetivo investigar os impactos do isolamento social causado pela pandemia no processo de desenvolvimento da leitura e da escrita em alunos do 2º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de Fortaleza. Considerando que esta etapa da escolarização é crucial para a consolidação das bases da alfabetização, torna-se essencial compreender os efeitos das interrupções pedagógicas e das adaptações forçadas ao modelo remoto. A presente pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, embasada em revisão de literatura e análise de dados fornecidos por fontes oficiais, como a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, além de entrevistas com professores da rede pública que atuaram durante o período pandêmico. Os principais referenciais teóricos utilizados incluem autores como Ferreiro e Teberosky (1999), Soares (2004) e Freire (1996), que tratam da alfabetização como um processo dialógico, interativo e social. Os dados analisados apontam para um quadro preocupante de defasagem na aprendizagem, sobretudo entre alunos em situação de vulnerabilidade social, que enfrentaram dificuldades no acesso às tecnologias, na mediação familiar e na continuidade dos estudos em casa. Além disso, observou-se que a ausência do ambiente escolar — espaço privilegiado de interação, mediação pedagógica e construção coletiva do conhecimento — comprometeu não apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também afetivo e social das crianças. O estudo evidencia que, apesar dos esforços empreendidos por professores e gestores, como a criação de materiais impressos, videoaulas e atividades por aplicativos, a eficácia dessas estratégias foi limitada diante das desigualdades estruturais. A dissertação também discute as ações posteriores ao retorno às aulas presenciais, incluindo políticas de recuperação da aprendizagem e o papel fundamental da escola no acolhimento e na reconstrução dos vínculos pedagógicos. Conclui-se que os impactos do isolamento social no processo de aprendizagem da leitura e da escrita foram significativos e exigem ações coordenadas de curto, médio e longo prazo para mitigar seus efeitos. O estudo pretende contribuir para o debate sobre a superação das lacunas educacionais intensificadas pela pandemia, oferecendo subsídios para a formulação de práticas pedagógicas e políticas públicas que valorizem o desenvolvimento integral das crianças da rede municipal de Fortaleza.
Palavras-chave: Pandemia. Ensino Fundamental. Leitura. Escrita.
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1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY
LEITURA E ESCRITA EM TEMPOS DE ISOLAMENTO OS IMPACTOS DO DISTANCIAMENTO SOCIAL DA PANDEMIA NO DESENVOLVIMENTO DOS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE MUNICIPAL DE FORTALEZA