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USO DE FONTES NO ENSINO DE HISTÓRIA: CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO MÉDIO EM ITATIRA- CE
Pedro de Alcantara Lobo de Oliveira1
RESUMO
O presente artigo apresenta resultados de uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Del sol, UNADES/PY, cujo títutlo é “Uso de fontes no ensino de História: concepções de professores dos anos finais do ensino médio em Itatira – Ceará”. Essa investigação analisou as concepções de fontes históricas a partir das opinioes e percepções dos professores convidados a participar da pesquisa, que partiu da seguinte pergunta norteadora: Que concepções de fonte histórica têm os professores de História da rede municipal de Itatira? Em busca de respostas, traçamos como objetivo principal entender o que os professores de História do município de Itatira pensam sobre fontes históricas. Como objetivos específicos propusemos: a) diferenciar os usos das fontes históricas na historiografia e no ensino escolar; b) discutir se a formação inicial e continuada dos professores repercute no trabalho com fontes no ensino de História e c) analisar o uso das fontes históricas pelos professores. Utilizou-se uma abordagem metodológica qualitativa por tratar-se de uma investigação descritiva, indutiva e de caráter analítico. Também recorremos a alguns aportes da técnica da análise de conteúdo de Bardin, criando para essa finalidade, categorias e a sistematização das respostas dos docentes. A investigação está assentada no campo da Educação Histórica, em diálogo com a Didática da História e com a Teoria da História, trazendo as considerações de Rüsen (2007), Collingwood (2001), Ashby (2003; 2006), Schmidt (2020), Cainelli (2009; 2019) e Simão (2007; 2011). O presente trabalho também teceu discusões sobre diferenças entre o uso de fontes históricas no âmbito da historiografia e do ensino de História, tomando como base os autores Silva e Silva (2005), Droysen (2009), Bloch (2002), Barros (2019; 2020), Le Goff (2013), Burke (1992), Pereira e Seffner (2008) e Aquino (2014), entre outros. Para analisar o perfil dos professores participantes da pesquisa, lançamos mão dos escritos de Huberman (1999), sobre as fases da vida profissional dos professores e Tardif (2004), sobre os saberes docentes. Os dados foram produzidos por meio de um questionário on-line, para o qual obtivemos nove respostas. Como resultados principais, a pesquisa aponta: a formação inicial e continuada qualifica os professores para o trabalho com fontes na historiografia, mas ainda não propriamente na Educação Histórica; a concepção de fonte histórica apresentada pelos professores é legada das vertentes oriundas da História Nova e eles discutem com propriedade o uso de fontes históricas em sala de aula, mesclando diversas práticas; as entendem como ilustração, recurso para chamar a atenção dos alunos ou como possibilidade de refinar seu pensamento acerca dos conteúdos abordados. Em que pese a falta de domínio conceitual acerca da evidência histórica, averiguou-se que tal conceito está presente na prática desses professores, pois eles se preocupavam em significar as fontes históricas como essenciais para a produção do conhecimento histórico.
Palavras-chave: fontes históricas; concepções de professores; Didática da História; Educação Histórica
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1Professor de História da rede de ensino público da cidade de Itatira, Ceará, Brasil. Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY.
USO DE FONTES NO ENSINO DE HISTÓRIA CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO MÉDIO EM ITATIRA- CE esse
ESCUTA DAS ADOLESCÊNCIAS EM FORTALEZA: REFLEXÃO PARA MOBILIZAÇÃO COLETIVA POR APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS NA ESCOLA
Ana Márcia Maia Gadelha de Andrade1
RESUMO
O presente estudo intitulado “Escuta das Adolescências em Fortaleza: reflexão para mobilização coletiva por aprendizagens significativas na escola” analisa a importância da escuta qualificada de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental como estratégia para a construção de uma escola com identidade própria e voltada ao desenvolvimento integral dos adolescentes. Inserida no contexto da Política Nacional Escola das Adolescências, a iniciativa da Semana da Escuta, realizada entre 13 e 31 de maio de 2024, mobilizou mais de 2,2 milhões de estudantes em todo o país. O objetivo principal foi ouvir de forma sistêmica os estudantes dos 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Essa mobilização nacional buscou compreender suas opiniões, percepções e prioridades em relação a quatro eixos temáticos: currículo; clima e convivência; inovação; e participação. Esta pesquisa em Fortaleza, de abordagem quali-quantitativa, evidenciou que os adolescentes atribuem à escola um papel central de socialização, convivência e acesso a experiências socioculturais, mas identificam fragilidades na participação cidadã e no acesso à informação. Os resultados apontam para a necessidade de fortalecer o protagonismo juvenil e promover aprendizagens significativas que integrem dimensões cognitivas, afetivas e sociais, favorecendo a formação integral dos adolescentes no século XXI.
Palavras-chave: Adolescências. Escuta Qualificada. Aprendizagens Significativas. Protagonismo Juvenil. Formação Integral.
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1 Especialista em Coordenação Pedagógica pela UFC. Mestranda em Ciências da Educação pela UNADES/PY.
ESCUTA DAS ADOLESCÊNCIAS EM FORTALEZA REFLEXÃO PARA MOBILIZAÇÃO COLETIVA POR APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS NA ESCOLA
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O IMPACTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO 4° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE FORTALEZA
Fernanda Maria Melo Sampaio1
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do transtorno de ansiedade no processo de aprendizagem de alunos do 4º ano do ensino fundamental em escolas públicas da rede municipal de Fortaleza. Considerando o crescimento de diagnósticos de transtornos emocionais entre crianças em idade escolar, esta pesquisa se debruça sobre as manifestações da ansiedade no ambiente educacional, seus reflexos no desempenho acadêmico, nas relações interpessoais e no desenvolvimento socioemocional dos estudantes. O estudo parte da compreensão de que a ansiedade, quando persistente e em níveis elevados, pode comprometer significativamente a capacidade de concentração, memorização, organização e participação ativa dos alunos nas atividades escolares. Para isso, foram utilizados referenciais teóricos das áreas da psicologia da educação, da neurociência e da pedagogia, além de documentos oficiais e estudos de caso relacionados ao contexto da educação pública. A metodologia adotada tem caráter qualitativo, com base em revisão bibliográfica e análise de dados oriundos de observações em sala de aula, entrevistas com professores, coordenadores pedagógicos e, quando possível, com responsáveis pelos alunos. A pesquisa buscou identificar não apenas os sinais mais comuns da ansiedade infantil em ambiente escolar, mas também as estratégias adotadas pelas instituições e profissionais da educação para lidar com essa realidade. Os resultados apontam que o transtorno de ansiedade interfere diretamente na aprendizagem, especialmente em atividades que exigem exposição pública, avaliação ou cumprimento de tarefas sob pressão. Observou-se ainda a escassez de apoio psicológico sistematizado nas escolas públicas, o que dificulta tanto o diagnóstico precoce quanto o acompanhamento adequado dos estudantes com sintomas ansiosos. Conclui-se que é urgente a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no ambiente escolar, bem como a formação continuada de educadores para identificar e intervir de forma empática e eficaz nos casos de ansiedade. A escola precisa ser um espaço não apenas de instrução, mas também de acolhimento emocional, favorecendo o pleno desenvolvimento dos alunos em suas múltiplas dimensões.
Palavras-chave: Transtorno de Ansiedade. Aprendizagem. Educação Pública. Ensino Fundamental. Saúde Mental Escolar.
O IMPACTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO 4° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE FORTALEZA