Artigos

Luiz Claudio Cavalcanti Araújo1

RESUMO

Este artigo aborda a implantação de um projeto de reciclagem de resíduos sólidos como ação transversal de educação ambiental em um Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) de Fortaleza – Ce. Essas escolas, que atendem alunos do ensino fundamental II e médio, possuem funcionamento diferenciado e enfrentam desafios estruturais, mas exercem papel relevante na reintegração escolar e na formação cidadã. O objetivo geral do estudo foi investigar as contribuições do projeto para promover uma educação ambiental crítica, interdisciplinar e voltada a práticas     sustentáveis. Na introdução, o texto é fundamentado por autores como Freire (1987), Gadotti (2003), Guimarães (2006), Fonseca (2003) e Reigota (2004), que discutem a educação ambiental como instrumento de transformação social e desenvolvimento de consciência crítica. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico, análise documental, observação direta e entrevistas semiestruturadas com professores, buscando compreender significados e práticas associadas ao tema. Os resultados indicaram que, apesar do elevado nível de escolaridade dos docentes, a ausência de formação específica em educação ambiental limita a aplicação transversal da temática. A sobrecarga de trabalho docente e a falta de articulação institucional também dificultam a continuidade de iniciativas. No entanto, o projeto promoveu engajamento, reflexão crítica e integração de saberes, incentivando práticas mais conscientes sobre resíduos e sustentabilidade. Conclui-se que ações desse tipo, mesmo diante de limitações, podem mobilizar a comunidade escolar e contribuir para formar cidadãos mais críticos, responsáveis e comprometidos com a construção de uma sociedade sustentável.

Palavras-Chave: Educação Ambiental. Reciclagem de Resíduos. CEJA. Interdisciplinaridade. Escola

Educação Ambiental e Reciclagem uma Experiência Pedagógica em um Centro de Educação de Jovens e Adultos

Ana Jessica Sales Félix1

RESUMO

A coordenação pedagógica na educação infantil enfrenta, historicamente, uma série de desafios relacionados à indefinição de seu papel, à sobreposição de funções administrativas e à escassez de condições adequadas para o exercício pleno de sua função formadora. Em muitas escolas públicas, a figura do coordenador é percebida ora como burocrata escolar, ora como apoio técnico, sendo raramente reconhecida como mediadora do processo pedagógico. Essa ambiguidade compromete a efetividade das ações formativas e dificulta a construção de uma prática educativa centrada na infância, no diálogo e na reflexão. Diante dessa problemática, esta dissertação investigou a atuação da coordenação pedagógica na educação infantil em uma escola pública do município de Itatira, no estado do Ceará. O estudo teve como objetivo analisar como se configura o trabalho da coordenação pedagógica na educação infantil em uma escola pública do município de Itatira, Ceará, com ênfase nas práticas, desafios, contribuições e percepções dos sujeitos escolares envolvidos. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com aplicação de questionários semiestruturados a professores, coordenadora pedagógica, direção escolar e pais de alunos. Os resultados revelaram que a coordenação é amplamente reconhecida como instância articuladora, promotora de planejamento coletivo, escuta e apoio à prática pedagógica. Contudo, desafios como a sobrecarga de funções, ausência de apoio técnico contínuo e limitações estruturais ainda dificultam o pleno exercício da função formadora. A análise dos dados permitiu identificar avanços importantes nas relações institucionais e no protagonismo da coordenação, especialmente no diálogo com as famílias, no incentivo ao brincar e na valorização da cultura local. O reconhecimento coletivo de sua atuação por diferentes segmentos da comunidade escolar indica que, mesmo diante de adversidades, a coordenação pedagógica tem contribuído para consolidar uma educação infantil mais participativa e sensível às realidades do território. Conclui-se que, quando legitimada e fortalecida por políticas públicas e por práticas colaborativas, a coordenação pedagógica torna-se peça-chave na promoção de uma escola democrática, centrada nos direitos das crianças e comprometida com a transformação social.

Palavras-chave: coordenação pedagógica; educação infantil; formação docente; escola pública; gestão democrática.

REFLEXÕES SOBRE O TRABALHO DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE ITATIRA

Pedro de Alcantara Lobo de Oliveira1

RESUMO

O presente artigo apresenta resultados de uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Del sol, UNADES/PY, cujo títutlo é  “Uso de fontes no ensino de História: concepções de professores dos anos finais do ensino médio em Itatira – Ceará”. Essa investigação analisou as concepções de fontes históricas a partir das opinioes e percepções dos professores convidados a participar da pesquisa, que partiu da  seguinte pergunta norteadora: Que concepções de fonte histórica têm os professores de História da rede municipal de Itatira? Em busca de respostas, traçamos como objetivo principal entender o que os professores de História do município de Itatira pensam sobre fontes históricas.  Como objetivos específicos propusemos: a) diferenciar os usos das fontes históricas na historiografia e no ensino escolar; b) discutir se a formação inicial e continuada dos professores repercute no trabalho com fontes no ensino de História e c) analisar o uso das fontes históricas pelos professores. Utilizou-se uma abordagem metodológica qualitativa por tratar-se de uma investigação descritiva, indutiva e de caráter analítico. Também recorremos a alguns aportes da técnica da análise de conteúdo de Bardin, criando para essa finalidade, categorias e a sistematização das respostas dos docentes. A investigação está assentada no campo da Educação Histórica, em diálogo com a Didática da História e com a Teoria da História, trazendo as considerações de Rüsen (2007), Collingwood (2001), Ashby (2003; 2006), Schmidt (2020), Cainelli (2009; 2019) e Simão (2007; 2011). O presente trabalho também teceu discusões sobre diferenças entre o uso de fontes históricas no âmbito da historiografia e do ensino de História, tomando como base os autores Silva e Silva (2005), Droysen (2009), Bloch (2002), Barros (2019; 2020), Le Goff (2013), Burke (1992), Pereira e Seffner (2008) e Aquino (2014), entre outros. Para analisar o perfil dos professores participantes da pesquisa, lançamos mão dos escritos de Huberman (1999), sobre as fases da vida profissional dos professores e Tardif (2004), sobre os saberes docentes. Os dados foram produzidos por meio de um questionário on-line, para o qual obtivemos nove respostas. Como resultados principais, a pesquisa aponta: a formação inicial e continuada qualifica os professores para o trabalho com fontes na historiografia, mas ainda não propriamente na Educação Histórica; a concepção de fonte histórica apresentada pelos professores é legada das vertentes oriundas da História Nova e eles discutem com propriedade o uso de fontes históricas em sala de aula, mesclando diversas práticas; as entendem como ilustração, recurso para chamar a atenção dos alunos ou como possibilidade de refinar seu pensamento acerca dos conteúdos abordados. Em que pese a falta de domínio conceitual acerca da evidência histórica, averiguou-se que tal conceito está presente na prática desses professores, pois eles se preocupavam em significar as fontes históricas como essenciais para a produção do conhecimento histórico.

Palavras-chave: fontes históricas; concepções de professores; Didática da História; Educação Histórica

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1Professor de História da rede de ensino público da cidade de Itatira, Ceará, Brasil. Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

USO DE FONTES NO ENSINO DE HISTÓRIA CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO MÉDIO EM ITATIRA- CE esse