Artigos

Velza Lucia Dantas Martins1

RESUMO

Este trabalho teve o objetivo de investigar a convivência escolar enquanto espaço privilegiado para a construção de valores éticos e morais, destacando o papel dos professores e da gestão escolar nesse processo formativo. Partindo da compreensão de que a escola é um ambiente essencialmente relacional, onde interações diárias moldam atitudes, comportamentos e princípios, esta pesquisa busca evidenciar como os sujeitos da educação — docentes, gestores e estudantes colaboram na formação cidadã por meio da convivência. A pesquisa fundamenta- se em uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica de autores que discutem ética, moral e convivência escolar, como Jean Piaget, Emílio Durkheim, Lawrence Kohlberg e José Carlos Libâneo, além de documentos normativos como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A investigação problematiza como a escola pode ir além da simples transmissão de conteúdos acadêmicos, assumindo o compromisso com a formação integral dos estudantes, o que envolve desenvolver a empatia, o respeito mútuo, a solidariedade e a responsabilidade coletiva. Os resultados apontam que a atuação ética dos professores, aliada à postura democrática e participativa da gestão escolar, contribui diretamente para a construção de um clima escolar saudável, baseado no diálogo e na escuta ativa. A convivência torna-se, assim, um campo pedagógico fértil para a prática de valores. Além disso, reforça-se a ideia de que a ética e a moral não devem ser ensinadas de maneira formal e isolada, mas devem perpassar todas as ações da vida escolar, sendo vivenciadas no cotidiano. Conclui-se que uma escola que valoriza a convivência respeitosa e construtiva oferece aos estudantes a oportunidade de desenvolver-se como sujeitos críticos, éticos e socialmente responsáveis. Para isso, é imprescindível a atuação intencional e colaborativa de professores e gestores, comprometidos com a formação humana em sua totalidade.

Palavras-chave: Convivência escolar. Ética. Moral. Professores. Gestão escolar. Valores. Formação integral. Clima escolar. Cidadania.

A CONVIVÊNCIA ESCOLAR COMO ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DE VALORES ÉTICOS E MORAIS E MORAIS O PAPEL DOS PROFESSORES E DA GESTÃO NA FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES (1)

Ana Francisca de Oliveira Torres1

RESUMO

Os desafios da educação pública no Brasil, foi historicamente marcada pela exclusão, atendendo predominantemente às elites. A universalização do acesso à educação começou a se concretizar com a Constituição de 1988, mas questões estruturais ainda impactam os resultados. O Novo Ensino Médio como uma reforma relevante, com início nas discussões de 2009 e consolidada pela Lei 13.415/2017, que visa flexibilizar o currículo, aproximando-o dos interesses e realidades dos estudantes. Os Itinerários Formativos, componentes centrais dessa reforma, oferecem maior personalização e autonomia, permitindo escolhas em áreas como Ciências, Matemática e Formação Técnica. Além disso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) introduziu competências como o uso de estratégias matemáticas para interpretar e solucionar problemas cotidianos. A educação financeira é apresentada como uma disciplina eletiva essencial no Novo Ensino Médio, focada no desenvolvimento de competências práticas. O currículo não inclui temas como orçamento, investimentos, crédito, consumo consciente e planejamento para aposentadoria. Essa abordagem busca promover a cidadania financeira, preparando jovens para gerenciar recursos e tomar decisões informadas. As eletivas ampliam o protagonismo estudantil ao permitir escolhas alinhadas a interesses pessoais e profissionais. Exemplos incluem empreendedorismo, tecnologia e sustentabilidade, além de matemáticas aplicadas. O objetivo geral é fornecer aos estudantes ferramentas para autonomia financeira, evitar endividamento e planejar o futuro. A reforma do Novo Ensino Médio traz a flexibilidade para adaptar disciplinas às necessidades locais, incentivando uma formação mais conectada à realidade dos jovens. A eletiva de educação financeira busca tornar o aprendizado mais dinâmico e significativo, capacitando os estudantes para desafios acadêmicos, sociais e econômicos, com a educação financeira desempenhando um papel transformador na construção de cidadãos conscientes e preparados.

Palavras-chave: Educação Financeira; Organização Financeira; Metodologia

1Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY

METODOLOGIA DE ENSINO – DISCIPLINA ELETIVA – EDUCAÇÃO FINANCEIRA APLICADA AO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA NAZARÉ GUERRA, ITATIRA, CEARÁ

Francisca Janaina Soares de Oliveira[1]

RESUMO

Este estudo investigou a implementação das políticas públicas de inclusão escolar no Brasil, com foco nas dificuldades estruturais enfrentadas pelas escolas e nas estratégias pedagógicas adotadas para atender alunos com deficiências e transtornos do neurodesenvolvimento, em particular o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A partir de uma revisão bibliográfica sobre teorias educacionais e a legislação pertinente, a pesquisa analisa os desafios históricos e contemporâneos da inclusão educacional, destacando as barreiras estruturais, como a escassez de infraestrutura nas escolas públicas, a falta de profissionais especializados e a resistência cultural dos educadores. Além disso, são abordadas as práticas pedagógicas, a capacitação docente e as políticas públicas que buscam garantir o direito à educação de qualidade para todos. A análise revelou que, apesar dos avanços legais, a implementação das políticas enfrenta desafios significativos, como a insuficiência de recursos adequados e a resistência a mudanças estruturais no sistema educacional. A pesquisa também apresentou os principais fatores que impactam a inclusão escolar, como a formação insuficiente dos professores, a carência de materiais pedagógicos adaptados e o baixo investimento em tecnologias assistivas. Conclui-se que, embora a educação inclusiva no Brasil tenha avançado, ainda existem grandes obstáculos para garantir a participação plena de todos os alunos, sendo necessária uma transformação profunda no sistema educacional, com foco em práticas pedagógicas inclusivas, maior apoio estrutural e a sensibilização de toda a comunidade escolar. Propostas de melhorias, como o fortalecimento da formação contínua de educadores e a adaptação das infraestruturas escolares, são apresentadas como soluções para superar essas barreiras e promover uma educação verdadeiramente inclusiva.

Palavras-chave: Políticas públicas, Inclusão escolar, TDAH, TEA.

[1] Mestranda do curso de Ciências da Educação pela Universidade Del Sol – UNADES/PY.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA POLÍTICAS PÚBLICAS, SISTEMAS DE ENSINO, ERROS E ACERTOS NO AMBIENTE ESCOLAR