Artigos

Wanderley Cláudio Ventura1                                                                          

RESUMO

O presente artigo comunica um trabalho de exame da mediação de conflitos no espaço escolar como prática pedagógica, que promove transformação nas relações e fortalece a convivência democrática. Com base em uma abordagem qualitativa e em um estudo de caso realizado em uma escola pública de Ensino Fundamental II, buscou-se compreender como diferentes atores escolares – professores, gestores e familiares – percebem e vivenciam os conflitos e as estratégias de mediação adotadas no cotidiano educacional. Os dados evidenciaram que, embora a mediação ainda não esteja sistematicamente instituída como política escolar, ela já se manifesta em ações espontâneas de escuta, diálogo e construção coletiva de soluções. Tais práticas, mesmo que informais, contribuem significativamente para o fortalecimento de vínculos, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e a promoção de um ambiente escolar mais colaborativo. Concluiu-se que a mediação de conflitos, quando inserida no projeto pedagógico da escola de forma intencional e contínua, constitui-se como instrumento potente de formação cidadã e de humanização das relações escolares. Defende-se, por fim, a urgência de políticas públicas que valorizem a mediação como eixo estruturante da convivência escolar e ampliem a formação docente nesse campo.

Palavras-chave: Mediação escolar. Prática pedagógica. Cultura de paz e Formação cidadã.

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS ESTRATÉGIA PARA A TRANSFORMAÇÃO DAS RELAÇÕES ESCOLAR

Juliana Mendes Rocha1

RESUMO

O mal-estar docente tem sido um fenômeno crescente no ambiente escolar, impactando diretamente a qualidade de vida dos professores e, consequentemente, o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar os desafios enfrentados pelos docentes no contexto educacional e propor estratégias para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável. A pesquisa baseou-se em uma revisão bibliográfica, fundamentada em autores que discutem o desgaste emocional e físico da profissão docente, os fatores que contribuem para o mal-estar e as possíveis intervenções para minimizar seus efeitos. A investigação destacou que o mal-estar docente pode ser provocado por diversos fatores, como sobrecarga de trabalho, precarização das condições de ensino, falta de valorização profissional, pressão por resultados e dificuldades nas relações interpessoais dentro do ambiente escolar. Esses elementos, somados ao acúmulo de responsabilidades e à exigência por constante atualização pedagógica, podem desencadear sintomas como estresse, ansiedade, síndrome de burnout e desmotivação profissional. Diante desse cenário, o estudo apresentou propostas que visam à promoção de um ambiente mais saudável para os professores. Entre as estratégias sugeridas, destacam-se o fortalecimento das políticas públicas voltadas à valorização docente, a implementação de programas de apoio psicológico e emocional, a ressignificação das práticas de formação continuada e o estímulo à construção de uma cultura escolar baseada na colaboração e no suporte mútuo. Além disso, reforça-se a importância da autonomia docente e da participação ativa dos professores na formulação de políticas educacionais que atendam às suas necessidades e expectativas. Conclui-se, portanto, que a mitigação do mal-estar docente exige um esforço coletivo que envolva professores, gestores, formuladores de políticas educacionais e a sociedade como um todo. Dessa forma, criar um ambiente de trabalho mais saudável para os educadores não apenas beneficia os profissionais, mas também contribui para a melhoria da qualidade do ensino e do aprendizado dos alunos. Outrossim, infere-se que,  investir no bem-estar docente é essencial para a construção de uma educação mais eficiente, humanizada e sustentável.

Palavras-chave: mal-estar docente, saúde mental, valorização profissional, ambiente escolar, políticas educacionais.

MAL-ESTAR DOCENTE DESAFIOS E PROPOSTAS PARA UM AMBIENTE DE TRABALHO SAUDÁVEL

Francisco Luciano Farias Vidal1

RESUMO

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino voltada para garantir o direito à educação àqueles que, por diferentes motivos, não puderam concluir sua formação na idade regular. No entanto, a evasão escolar configura-se como um dos principais desafios enfrentados nessa etapa, comprometendo o processo de inclusão educacional e social. Esta dissertação investiga as causas da evasão escolar na EJA, buscando compreender os fatores que levam os estudantes a abandonar a trajetória educacional. A pesquisa foi orientada por uma abordagem qualitativa, envolvendo revisão bibliográfica e estudo de campo, com a aplicação de entrevistas semiestruturadas a estudantes e professores da EJA em escolas públicas. Os resultados revelam que a evasão é um fenômeno multifatorial, relacionado, principalmente, às condições socioeconômicas dos alunos, à necessidade de conciliação entre trabalho e estudo, às responsabilidades familiares, bem como a fatores institucionais como a falta de políticas públicas adequadas, a ausência de práticas pedagógicas motivadoras e a estrutura precária das instituições. Além disso, aspectos subjetivos como a baixa autoestima acadêmica, o sentimento de exclusão e a desvalorização social da EJA também se mostraram determinantes para o abandono escolar. O estudo evidencia que o perfil do aluno da EJA é marcado por trajetórias de vida complexas, nas quais a educação formal compete com demandas urgentes de sobrevivência. Concluiu-se que, para combater a evasão, é fundamental que políticas públicas sejam formuladas e implementadas de maneira a reconhecer as especificidades do público da EJA, oferecendo suporte financeiro, emocional e pedagógico. A adoção de metodologias ativas, a flexibilização dos currículos e a promoção de um ambiente escolar acolhedor são estratégias fundamentais para fortalecer a permanência e o sucesso escolar desses estudantes. A pesquisa aponta, ainda, para a necessidade de maior integração entre a escola, a comunidade e os serviços públicos, a fim de construir redes de apoio que promovam a continuidade dos estudos. Assim, reafirma-se que garantir a permanência na EJA é não apenas assegurar o direito à educação, mas também promover cidadania e inclusão social.

Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. Evasão Escolar. Permanência Escolar. Políticas Públicas. Inclusão Educacional.

AS CAUSAS DA EVASÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) UM ESTUDO SOBRE DESAFIOS E PERSPECTIVAS