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MAL-ESTAR DOCENTE: DESAFIOS E PROPOSTAS PARA UM AMBIENTE DE TRABALHO SAUDÁVEL
Juliana Mendes Rocha1
RESUMO
O mal-estar docente tem sido um fenômeno crescente no ambiente escolar, impactando diretamente a qualidade de vida dos professores e, consequentemente, o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar os desafios enfrentados pelos docentes no contexto educacional e propor estratégias para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável. A pesquisa baseou-se em uma revisão bibliográfica, fundamentada em autores que discutem o desgaste emocional e físico da profissão docente, os fatores que contribuem para o mal-estar e as possíveis intervenções para minimizar seus efeitos. A investigação destacou que o mal-estar docente pode ser provocado por diversos fatores, como sobrecarga de trabalho, precarização das condições de ensino, falta de valorização profissional, pressão por resultados e dificuldades nas relações interpessoais dentro do ambiente escolar. Esses elementos, somados ao acúmulo de responsabilidades e à exigência por constante atualização pedagógica, podem desencadear sintomas como estresse, ansiedade, síndrome de burnout e desmotivação profissional. Diante desse cenário, o estudo apresentou propostas que visam à promoção de um ambiente mais saudável para os professores. Entre as estratégias sugeridas, destacam-se o fortalecimento das políticas públicas voltadas à valorização docente, a implementação de programas de apoio psicológico e emocional, a ressignificação das práticas de formação continuada e o estímulo à construção de uma cultura escolar baseada na colaboração e no suporte mútuo. Além disso, reforça-se a importância da autonomia docente e da participação ativa dos professores na formulação de políticas educacionais que atendam às suas necessidades e expectativas. Conclui-se, portanto, que a mitigação do mal-estar docente exige um esforço coletivo que envolva professores, gestores, formuladores de políticas educacionais e a sociedade como um todo. Dessa forma, criar um ambiente de trabalho mais saudável para os educadores não apenas beneficia os profissionais, mas também contribui para a melhoria da qualidade do ensino e do aprendizado dos alunos. Outrossim, infere-se que, investir no bem-estar docente é essencial para a construção de uma educação mais eficiente, humanizada e sustentável.
Palavras-chave: mal-estar docente, saúde mental, valorização profissional, ambiente escolar, políticas educacionais.
MAL-ESTAR DOCENTE DESAFIOS E PROPOSTAS PARA UM AMBIENTE DE TRABALHO SAUDÁVEL
AS CAUSAS DA EVASÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): UM ESTUDO SOBRE DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Francisco Luciano Farias Vidal1
RESUMO
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino voltada para garantir o direito à educação àqueles que, por diferentes motivos, não puderam concluir sua formação na idade regular. No entanto, a evasão escolar configura-se como um dos principais desafios enfrentados nessa etapa, comprometendo o processo de inclusão educacional e social. Esta dissertação investiga as causas da evasão escolar na EJA, buscando compreender os fatores que levam os estudantes a abandonar a trajetória educacional. A pesquisa foi orientada por uma abordagem qualitativa, envolvendo revisão bibliográfica e estudo de campo, com a aplicação de entrevistas semiestruturadas a estudantes e professores da EJA em escolas públicas. Os resultados revelam que a evasão é um fenômeno multifatorial, relacionado, principalmente, às condições socioeconômicas dos alunos, à necessidade de conciliação entre trabalho e estudo, às responsabilidades familiares, bem como a fatores institucionais como a falta de políticas públicas adequadas, a ausência de práticas pedagógicas motivadoras e a estrutura precária das instituições. Além disso, aspectos subjetivos como a baixa autoestima acadêmica, o sentimento de exclusão e a desvalorização social da EJA também se mostraram determinantes para o abandono escolar. O estudo evidencia que o perfil do aluno da EJA é marcado por trajetórias de vida complexas, nas quais a educação formal compete com demandas urgentes de sobrevivência. Concluiu-se que, para combater a evasão, é fundamental que políticas públicas sejam formuladas e implementadas de maneira a reconhecer as especificidades do público da EJA, oferecendo suporte financeiro, emocional e pedagógico. A adoção de metodologias ativas, a flexibilização dos currículos e a promoção de um ambiente escolar acolhedor são estratégias fundamentais para fortalecer a permanência e o sucesso escolar desses estudantes. A pesquisa aponta, ainda, para a necessidade de maior integração entre a escola, a comunidade e os serviços públicos, a fim de construir redes de apoio que promovam a continuidade dos estudos. Assim, reafirma-se que garantir a permanência na EJA é não apenas assegurar o direito à educação, mas também promover cidadania e inclusão social.
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. Evasão Escolar. Permanência Escolar. Políticas Públicas. Inclusão Educacional.
AS CAUSAS DA EVASÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) UM ESTUDO SOBRE DESAFIOS E PERSPECTIVAS
ANÁLISE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE À EVASÃO E REPETÊNCIA: DESAFIOS E RESULTADOS
Cosmo Maurílio da Silva Tavares1
RESUMO
A evasão e a repetência escolar são desafios persistentes na educação brasileira, impactando diretamente o desempenho acadêmico dos estudantes e comprometendo a qualidade do ensino. Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo analisar as políticas públicas implementadas para combater esses problemas, identificando seus desafios e avaliando seus resultados. Para tanto, foram investigadas políticas educacionais desenvolvidas em âmbito nacional e estadual, considerando sua aplicabilidade, eficácia e limitações. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental de programas governamentais, leis e relatórios educacionais. Além disso, são discutidas as principais causas da evasão e da repetência, incluindo fatores socioeconômicos, estruturais e pedagógicos, que influenciam o fracasso escolar e a permanência dos alunos no sistema educacional. Os resultados evidenciam que políticas como o “Programa Bolsa Família’, o “Programa Novo Mais Educação” e iniciativas voltadas à Educação Integral têm contribuído para a redução da evasão, ao oferecerem suporte financeiro, ampliação da jornada escolar e estratégias de reforço pedagógico. No entanto, desafios como a falta de infraestrutura adequada, formação docente insuficiente e dificuldades na implementação de políticas educacionais eficazes ainda comprometem a efetividade dessas ações. Conclui-se que, embora tenham sido observados avanços na redução da evasão e da repetência, é fundamental aprimorar as políticas públicas, considerando a necessidade de intervenções mais personalizadas, investimentos na formação continuada de professores e fortalecimento do vínculo escola-família. A pesquisa reforça a importância de um olhar multidimensional sobre o problema, destacando que estratégias isoladas são insuficientes para promover mudanças estruturais significativas. Dessa forma, propõe-se um modelo de ação integrado, que contemple tanto a melhoria das condições de ensino quanto o suporte social aos estudantes em situação de vulnerabilidade, garantindo, assim, um ensino mais inclusivo e eficaz.
Palavras-chave: Evasão Escolar; Repetência, Políticas Públicas; Permanência Estudantil; Qualidade da Educação.
ANÁLISE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE À EVASÃO E REPETÊNCIA DESAFIOS E RESULTADOS