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O presente artigo apresenta uma investigação de abordagem qualitativa que foi realizada a partir da análise do livro didático de história do 5º ano, intitulado “Pitanguá”, utilizado por uma escola pública na região do sertão brasileiro, especificamente na cidade de Itatira, Ceará, Brasil. O principal objetivo desta pesquisa foi analisar o ensino da história da África nos primeiros anos do ensino fundamental, considerando sua importância na formação e valorização dos afrodescendentes. Conforme estabelecido pela lei 10.639/2003, essa temática é obrigatória em todos os currículos escolares, desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio. A fundamentação teórico-metodológico buscou verificar se o livro em estudo cumpre as diretrizes da Lei 10.639/2003. A metodologia utilizada para essa análise incluiu a coleta de percepções e opiniões de professores através de um questionário, aplicado a uma amostra de seis docentes de história que lecionam em escolas públicas de ensino fundamental do município Itatira. Este estudo evidenciou a influência da cultura negra na história nacional, em que os materiais didáticos frequentemente abordam este tema de maneira superficial. Ao final, verifica-se que a pesquisa oferece uma contribuição significativa para o aprofundamento das discussões em torno do assunto, pois, através da análise comparativa, foi possível identificar certas lacunas relacionadas às variadas formas de resistência e à falta de reconhecimento da contribuição cultural da população negra.

Palavras-Chave: Ensino de História. Livros Didáticos. Imagem do Negro. Cultura Africana e Afro Brasileira

O ENSINO DE HISTÓRIA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NAS SÉRIES INICIAIS EM ESCOLA DA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE ITATIRA, CEÁRA, BRASIL UMA CRÍTICA AO LIVRO DIDÁTICO

RESUMO

Este estudo procurou apresentar a temática “RECURSOS DIDÁTICOS APLICADOS NO ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS”. O uso de materiais manipulativos e jogos educativos tendem a auxiliar os alunos no entendimento de matérias mais complicadas, como a matemática, já que utilizam o conceito do lúdico para a aprendizagem. O objetivo geral foi verificar se as aulas práticas aplicadas através de oficinas de matemática, aulas práticas com materiais manipulativos como o ábaco, material dourado e jogos de raciocínio estão realmente sendo eficazes na construção do saber matemático. A metodologia utilizada foi o estudo de caso onde o pesquisador aplicou diversos exercícios e atividades com os alunos antes de utilizar os materiais, recolhendo suas respostas e fazendo a mesma coisa após o uso do material, além de buscar em bancos de dados confiáveis materiais já publicados sobre a temática a fim de elaborar a parte teórica desta dissertação. Com isso, este estudo conclui-se afirmando que a utilização desses materiais é muito importante para as aulas, já que promovem a facilidade de aprendizado.

Palavras-chave: Jogos Didáticos. Matemática. Materiais Manipulativos. Operações Básicas.

RECURSOS DIDÁTICOS APLICADOS AO ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

RESUMO

Por muito tempo pensadores dividiram o ser humano em mente e corpo físico. A mente destinava-se ao papel principal da existência e o físico possuía uma função secundária e de suporte. No entanto, corpo e mente fazem parte e funcionam como um todo, independente e integrado simultaneamente. O corpo é fonte de toda a realização humana. O processo de aprendizagem passa pela relação que o corpo tem de forma direta e indireta com o mundo. A esta relação, dar-se o nome de corporeidade. A corporeidade em pessoas adultas da EJA é o foco desta investigação que intenta compreender como estes corpos se estabelecem em sala de aula e quais as relações existentes com o processo de aprendizagem. Para isso, analisar o papel e a importância do corpo e de suas relações em sala de aula torna-se de fundamental importância. Sendo assim, empreendeu-se uma pesquisa qualitativa, centrada em um estudo de caso com jovens e adultos da Escola Paulo Freire em Fortaleza. Os dados foram coletados a partir de observações, questionários e entrevistas coletivas aplicadas com docentes e estudantes das turmas. Os resultados obtidos apontaram para uma relação direta destes corpos e de suas construções históricas com a forma como frequentam a escola e interagem em sala. Foram observadas diferenças e semelhanças que motivaram o abandono e o retorno para sala de aula, a partir dos contextos que forjaram estes corpos. Constatou-se a necessidade de ampliação do debate sobre a formação docente para a EJA. Assim como uma reflexão metodológica para construção de práticas pedagógicas cotidianas que priorizem os corpos e suas corporeidades no processo de aprendizagem da EJA.

Palavras-chave: corpo; corporeidade; aprendizagem; EJA.

O CORPO NA EJA ENTRE SONHOS, DESEJOS E RESISTÊNCIAS