Artigos

 Elisabeth Alves Queiroz1

RESUMO

No ensino de Matemática, mais especificamente no ensino da Geometria, tem-se observado lacunas no processo do ensino e aprendizagem, já que os conceitos são bastante complexos. Nesse sentido, a modelagem matemática apresenta-se como uma inteligente estratégia alternativa de ensino, pois, consiste em uma ferramenta cujo intuito é tornar estes conceitos matemáticos mais concretos. Dessa forma, o presente artigo traz uma robusta discussão sobre a importância do uso de metodologias alternativas para subsidiar  um melhor meio de desenvolver conceitos geométricos na educação matemática. Para isso, uma revisão e análise teórica; exploração de estratégias eficazes e uma avaliação do impacto da implementação de materiais manipuláveis no contexto desta aprendizagem foram realizadas. A pesquisa teve como objetivo central investigar como a integração de materiais manipuláveis contribui para o desenvolvimento de conceitos geométricos na educação matemática. Para tecer discussões nesse sentido foram coletados dados provenientes de observações de sala de aula e entrevistas com professores no contexto de  análises de materiais didáticos. Considera-se que o presente estudo foi bastante produtivo já que comunica acerca das opiniões e percepções de uma amostra de professores sobre a referida prática educacional, derivando destas algumas boas propostas que podem colaborar com significativas mudanças na experiência de aprendizagem matemática.

Palavras-chave: Matemática; Materiais Manipuláveis; Ensino; Aprendizagem

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1 Doutora em Ciências da Educação pela UNADES/PY

A EXPERIÊNCIA PRÁTICA COM MATERIAIS MANIPULÁVEIS PARA MELHORAR O ENSINO E A APRENDIZAGEM DOS CONCEITOS GEOMÉTRICOS (1)

As metodologias ativas de ensino têm ganhado destaque por promoverem um aprendizado mais engajado e participativo. A aprendizagem colaborativa, onde os alunos trabalham em grupos para resolver problemas, também é uma abordagem valiosa no ensino, principalmente quando promove diálogos interdisciplinares. O ensino por meios didático-práticos pode promover diálogos entre as ciências exatas, ciências da natureza e as humanas, como é o caso da interdisciplinaridade entre o ensino da Biologia e ensino de História como comunicamos nesse espaço. Tal diálogo é possível, mas, tem dependência de muitos fatores associados ao ensino como, determinação de cumprimento dos conteúdos curriculares; o designer do projeto pedagógico da escola; tempo de aula; reuniões pedagógicas; planejamentos e outros. Se faz necessário então, que os professores tenham interesse na promoção desses diálogos para que essa interdisciplinaridade aconteça. Nesse sentido há necessidade de planejamento, bastante trabalho pedagógico e tempo disponibilizado para essa tarefa educacional. No presente artigo comunicamos um método didático que consiste na criação de um jogo analógico que promove um interessante diálogo  entre  o ensino da Biologia e o ensino de História no contexto da herança da Hemofilia, usando como objeto didático a família da Rainha Vitória. Considera-se que o jogo didático apresentado está alinhado com as considerações feitas pela CNN do Brasil (2023), onde o uso de jogos  didáticos na educação constitui uma atividade e processo educacional que promove a melhoria do ensino e aprendizagem. Considera-se que o jogo “A marca da Rainha” pode subsidiar por meio de um diálogo interdisciplinar entre a Biologia e a História, um melhor aprendizado da dinâmica da herança da hemofilia por contextualizar historicamente esse conhecimento.

Palavras-chave: Jogo analógico. Aprendizagem. Hemofilia. Rainha Vitória. Interdisciplinaridade.

UM DIÁLOGO DIDÁTICO ENTRE A BIOLOGIA E A HISTÓRIA NO CONTEXTO DAS METODOLOGIAS ATIVAS

Luiz Gustavo Cunha de Castro1

RESUMO

No presente artigo comunicamos acerca da conjuntura da Pedagogia do Ensino Fundamental II no formato de um relato de experiência do uso da afetividade para o processo de ensino-aprendizagem na disciplina de Ciências e afins, em Fortaleza-CE. Com efeito, esta pesquisa teve por intuito principal destacar elementos considerados de grande relevância que envolvem a afetividade nas interações sociais entre aprendizes e professores para o processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, a fundamentação teórica buscou verificar a afetividade e cognição de acordo com a visão de Wallon e de Piaget e como esses autores apontam a inteligência e afetividade em suas teorias. Como processo metodológico, utilizamos a pesquisa qualitativa como premissa para nossa pesquisa, e somando-se a isso, demos um caráter bibliográfico para embasar nossas assertivas no que concerne à relevância da afetividade como ferramenta no processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, utilizamos como corpus a Escola Municipal Dolores Alcântara, com alunos do Fundamental II – que apresentaram depoimentos por meio de questionário acerca da disciplina de Ciências e afins e como isso reflete na apreensão do saber – e com professores(as) que responderam um questionário acerca de concepções das docentes sobre dificuldades enfrentadas em seu trabalho; mediações e apoios necessários; práticas pedagógicas e afetividade; e interações entre os alunos. Para embasar nossas assertivas nas concepções de afetividade, lúdico, ensino- aprendizagem, utilizamos os postulados de autores como Wallon (2007), Vigotski (2007), Buzetti e Costa (2014), dentre outros pesquisadores que discorrem a relevância da temática supracitada. Como resultado, constatamos que a afetividade pode ser um divisor de águas para o processo de ensino- aprendizagem em sala de aula, e nesse caso se mostrou ser bastante benéfico quando se tratou com discentes da disciplina de Ciências e afins da escola pesquisada, contanto, percebemos que ainda há entraves a serem analisados com delicadeza, casos que demonstram idiossincrasias dos alunos, em que não são todos que tem uma boa apreensão cognitiva, por terem problemas em expressar e em receber carinho, atenção e mesmo dedicação total por parte dos mediadores/professores. Concluímos que toda escola municipal de Fortaleza deveria dispor profissionais da Psicologia para trabalharem em parceria com os professores, de forma interdisciplinar, haja vista alunos com barreiras de ordem emocional e psicológica pode certamente interferir o processo de aprendizado, seja na disciplina de Ciências ou outras.

Palavras-chave: Afetividade. Ensino-aprendizagem. Ciências. Ensino Fundamental II.

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1 Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Del Sol, UNADES/PY

PEDAGOGIA DO ENSINO FUNDAMENTAL II UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO USO DA AFETIVIDADE PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS E AFINS, EM FORTALEZA-CE artigo