Artigos

Camila Tomé Bastos1

RESUMO

O presente estudo investiga o uso de jogos matemáticos no Atendimento Educacional Especializado (AEE) como uma estratégia para promover a inclusão e o desenvolvimento de habilidades matemáticas em estudantes com necessidades educacionais especiais. A pesquisa tem como objetivo compreender como a ludicidade pode ser integrada ao ensino da matemática no AEE, favorecendo a aprendizagem significativa, a interação social e o fortalecimento da autoestima desses alunos. Para isso, foram analisadas práticas pedagógicas que utilizam jogos matemáticos, avaliando seus impactos no engajamento e no desempenho dos estudantes. Baseando-se em uma revisão bibliográfica e em relatos de experiências documentados, o trabalho discute a importância dos jogos como ferramentas didáticas que transcendem o simples entretenimento, tornando-se mediadores no processo de ensino e aprendizagem. São explorados conceitos como a educação inclusiva, o papel do AEE na oferta de um ensino adaptado às especificidades dos alunos e a eficácia dos jogos na superação de barreiras cognitivas e emocionais. Além disso, são apresentados exemplos práticos de jogos matemáticos que podem ser aplicados em contextos de AEE, destacando suas contribuições para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da concentração e da autonomia dos estudantes. Os resultados apontam que os jogos matemáticos promovem não apenas avanços acadêmicos, mas também a inclusão efetiva ao permitir que os alunos participem de forma ativa e colaborativa nas atividades escolares. Conclui-se que o uso de jogos matemáticos no AEE é uma prática pedagógica promissora, pois combina ludicidade e ensino, criando um ambiente mais acolhedor e motivador para o aprendizado. Esta dissertação reforça a importância de metodologias inovadoras e adaptadas no AEE, destacando o papel transformador dos jogos matemáticos na construção de uma educação mais inclusiva e acessível. Assim, o estudo contribui para o fortalecimento das práticas educacionais voltadas para a diversidade e para o desenvolvimento integral dos estudantes com necessidades educacionais especiais.

Palavras-Chave: Jogos Matemáticos. AEE. Ludicidade. Inclusão.

O USO DE JOGOS MATEMÁTICOS NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO ESTRATÉGIAS LÚDICAS PARA A INCLUSÃO E APRENDIZAGEM

Maria do Socorro Alencar Paulo1

RESUMO

Há claras informações de inúmeros autores brasileiros sobre dificuldades relatadas da maioria dos estudantes do Ensino fundamental para operar e solucionar de problemas com as quatro operações básicas de matemática. Como grave consequência, os estudantes têm sérias dificuldades com os demais conteúdos matemáticos que necessitam das 04 operações como base. Nesse cenário, o uso do lúdico, especialmente no Ensino Fundamental I vem sendo considerado com uma estratégia de excelência didática para melhor ensinar as 04 operações básicas. Nesse contexto, os jogos analógicos já estão inclusos como parte de muitos projetos trabalhados em diversas escolas brasileiras com o objetivo de mitigar as dificuldades dos estudantes em resolver operações/ problemas com as 04 operações básicas.  No presente trabalho, tendo o objetivo de buscar melhorar a aprendizagem das 4 operações básicas da matemática dos alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Irmã Maria Evanete, localizada na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, os estudantes, juntamente com a professora vivenciaram experiências em sala de aula com dois distintos jogos analógicos didáticos denominados “Aprendendo a dividir brincando com tampinhas” e “Quem Resolve mais Rápido?” Os problemas foram propostos de modo que os alunos tentaram solucionar sem o uso dos jogos (controle) e com o uso dos jogos, posteriormente resolvendo os mesmos problemas com o uso de algoritmos. Após a experiência, a professora coletou opiniões e percepções dos seus alunos e alunas com os quais vivenciou a referida ação interventiva lúdica. As opiniões dos estudantes revelaram que os jogos analógicos trabalhados em sala de aula são divertidos, fáceis de usar, colaborativos e auxiliaram na resolução de problemas com as 04 operações básicas de matemática. Finalmente, as seguintes considerações foram delineadas: (1) os jogos analógicos utilizados na referida experiência estão alinhados com as seguintes características: são Jogos didáticos que fazem uso do conteúdo escolar, tendo alto valor pedagógico; visam a aprendizagem fixação de conceitos, já que foi utilizado após o professor trabalhar um conteúdo; são de natureza cooperativa e competitiva, já que estimula a competição entre os participantes, mas que tem um conceito de cooperação, a aceitação, envolvimento e a diversão; são jogos funcionais já auxiliam no desenvolvimento, aprimoramento ou manutenção das capacidades físicas e das habilidades motoras; são jogos de raciocínio, já que estimulam a capacidade lógica do ser, jogos de matemática ou de estratégia; (2) os jogos experienciados na presente pesquisa estão alinhados com a Habilidade da BNCC: EF03MA05 – Desenvolvimento de estratégias pessoais e convencionais de cálculo envolvendo adição, subtração e multiplicação (usando propriedades do sistema de numeração).

Palavras chave: Dificuldades. Quatro Operações. Lúdico. Jogos analógicos. Ensino Fundamental I

JOGOS ANALÓGICOS COMO FERRAMENTAS COLABORATIVAS NAS APRENDIZAGENS DA MATEMÁTICA NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA ADELIDIA MAGNO DE OLIVEIRA

Gleiriane Vieira Marques de Souza[1]

RESUMO

Este artigo analisa as estratégias pedagógicas desenvolvidas no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e suas contribuições para a construção da autonomia funcional e social de estudantes público-alvo da Educação Especial na educação básica. A             presente pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, fundamenta-se na análise de produções acadêmicas e documentos oficiais sobre educação inclusiva, AEE, autonomia e práticas pedagógicas. Os resultados indicam que a autonomia não se constitui como efeito automático da oferta do atendimento especializado, mas como um processo intencional, construído por meio das práticas pedagógicas, das mediações docentes e da articulação entre o AEE e o ensino comum. Destacam-se estratégias voltadas à organização das ações, ao uso significativo de recursos, à comunicação funcional e à participação nas rotinas escolares. Conclui-se que o fortalecimento da autonomia funcional e social depende da compreensão do AEE como espaço pedagógico articulado e comprometido com a participação efetiva dos estudantes.

Palavras-chave: Atendimento Educacional Especializado; Educação Inclusiva; Autonomia Funcional; Autonomia Social.

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS NO AEE VOLTADAS À CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA FUNCIONAL E SOCIAL DOS ALUNOS