Déborah Iara Azevedo Gomes1

RESUMO

A alfabetização é uma etapa fundamental no percurso educacional dos estudantes, pois garante o acesso ao universo da leitura, da escrita e da construção do conhecimento. No entanto, muitos alunos apresentam dificuldades nesse processo, o que demanda intervenções pedagógicas complementares. Nesse cenário, o reforço escolar realizado no contraturno surge como uma estratégia educativa de apoio, visando atender alunos que não alcançaram os objetivos esperados nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir dessa premissa o presente trabalho teve como objetivo cerne analisar de que forma o reforço escolar no contraturno pode contribuir para a superação das dificuldades de alfabetização, bem como identificar as estratégias pedagógicas utilizadas e os desafios enfrentados pelos professores nesse processo. A pesquisa partiu da constatação de que o tempo regular de aula nem sempre é suficiente para garantir a aprendizagem de todos os estudantes, sendo o contraturno uma oportunidade para promover práticas educativas diferenciadas e mais individualizadas. A abordagem metodológica adotada na pesquisa é qualitativa, consistindo o trabalho em uma revisão bibliográfica e análise de experiências práticas em contextos escolares que adotam o reforço no contraturno como recurso pedagógico. Pretendeu-se, com este estudo, refletir sobre os impactos dessa prática na aprendizagem dos alunos, especialmente no desenvolvimento da leitura e da escrita, e discutir como o contraturno pode ser planejado de forma intencional para promover uma alfabetização mais eficaz e inclusiva. Os resultados esperados incluem a valorização do contraturno como espaço pedagógico e a elaboração de propostas que possam orientar professores e gestores no desenvolvimento de práticas de reforço escolar mais assertivas. Este estudo visa, portanto, contribuir com o debate sobre a equidade educacional e a garantia do direito à alfabetização plena a todos os alunos.

Palavras-chave: Alfabetização. Reforço escolar. Contraturno. Ensino Fundamental. Dificuldades de aprendizagem. Inclusão escolar. Educação básica.

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1Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

CONTRATURNO COMO ALIADO ESTRATÉGIAS DE REFORÇO ESCOLAR PARA A ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Nilo Mariano Bezerra1

RESUMO

O presente artigo traz em seu escopo uma análise da relação entre ética e educação a partir de uma perspectiva histórico-filosófica, articulando fundamentos clássicos, como a ética grega de Sócrates, Platão e Aristóteles, com as formulações modernas de Rousseau e Kant, além de reflexões contemporâneas de autores como Bilbeny e Camps. A contextualização parte da compreensão crítica da escola enquanto espaço de reprodução social (Bourdieu, 2002; Apple, 1989), mas também de possibilidades de transformação. O objetivo geral consiste em discutir como a tradição ética, desde a Antiguidade até a atualidade, pode fundamentar práticas educativas voltadas à cidadania, à justiça e à autonomia. O texto é fruto de um recorte da pesquisa realizada para a dissertação de mestrado em Ciências da Educação, Unades/PY, intitulada “Ética na gestão escolar da escola de ensino fundamental”. Os resultados apontam que a ética deve ser entendida como dimensão indissociável da educação, orientando tanto o currículo quanto a prática docente, de forma a formar sujeitos críticos, conscientes e solidários.

Palavras-chave: Ética; Educação; Cidadania.

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1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES/PY

EDUCAÇÃO, ÉTICA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL FUNDAMENTOS CLÁSSICOS E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS

Seminário ministrado no I Seminário Internacional de Ciências da Educação, num diálogo entre professores da cidade de Fortaleza, Ceará e o contexto acadêmico da pós-graduação stricto-sensu da Universidad Del Sol incubada pelo Educainter na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil. O assunto aborda a importância dos jogos analógicos como meio lúdico da construção do conhecimento por meio da interação, competitividade, cooperação, dedução lógica, construção de soluções de um problema em todas as áreas, para estudantes do Ensino Básico da escola pública

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO PELA UNADES EM FORTALEZA, CEARÁ, METODOLOGIA ATIVA, JOGOS ANALOGICOS DIDÁTICOS.

 

 

Sandra Costa Lima Borges1

RESUMO

A identificação do paciente tem como função reduzir a ocorrência de incidentes. O enfermeiro é o profissional que permanece a maior parte do tempo em contato com o paciente na unidade hospitalar; é um dos principais profissionais engajados no gerenciamento de riscos podendo ser a “chave” que abre portas para garantir um atendimento com maior qualidade e segurança. O processo de identificação do paciente deve assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina. Consensos e relatórios de especialistas indicam reduções significativas na ocorrência de erros após a implantação de processos de identificação do paciente. A presente pesquisa teve como objetivo geral elaborar um instrumento de segurança do paciente com foco na identificação de pacientes em um hospital público de Fortaleza/CE na perspectiva dos enfermeiros obstetras. O estudo teve como cenário para obtenção dos dados uma instituição de saúde, hospital geral de Fortaleza da rede pública de nível terciário situado na cidade de Fortaleza-CE Brasil. Tratou-se de um estudo qualitativo e descritivo. Fizeram parte da pesquisa enfermeiras obstetras do Hospital Geral de Fortaleza, teve como critério de inclusão enfermeiras que trabalhavam há mais de um ano na instituição. Os dados foram coletados utilizando roteiro semiestruturado contendo questões norteadoras, abertas e fechadas. A análise dos dados se fez após a leitura e transcrição detalhada das respostas das entrevistadas, organizando-os em categorias empíricas e fundamentados na literatura relacionada. Respeitando todos os aspectos éticos conforme a resolução 466/12. A presente pesquisa aponta a partir do processo investigativo, reflexões sobre a importância da identificação de pacientes como uma das formas de garantir a segurança das mesmas. Observou-se que a identificação de pacientes está em todos os momentos de sua permanência na unidade hospitalar, desde o momento inicial de admissão até a alta. A identificação de pacientes é um instrumento de humanização, pois ao tratar cada paciente pelo nome cria um elo de aproximação, um vínculo entre o profissional e o paciente. A identificação do paciente é uma ferramenta que proporciona a segurança do mesmo. Pois, facilita para que o procedimento correto seja realizado no paciente para o qual se destina. Conclui-se então, que a elaboração e utilização do referido instrumento facilita ao enfermeiro seguir o processo de identificação de pacientes, protocolando cada etapa da identificação a fim de que o mesmo tenha uma função recordatória de checagem e conferencia do processo.

Palavras chave: Enfermeira; Identificação; Pacientes; Segurança.

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1Doutora em Saúde Pública. Universidad de la Integracion de las Americas (UNIDA), Assunção/PY.

A SEGURANÇA DO PACIENTE COM FOCO NA ELABORAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE FORTALEZA-CE NA PERSPECTIVA DOS ENFERMEIROS OBSTETRAS

Reginalda Alencar Cunha1

RESUMO

De acordo com o Centro de Educação Infantil Estevam de Alencar Guerra, localizado no sertão central do estado do Ceará, no município de Itatira, há no ambiente da escola um modo adequado e acolhedor para atendimento de bebes e crianças, como forma de garantir os direitos de aprendizagem de um modo inclusive social. De acordo com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da referida escola, o Acesso e Permanência, são direitos concedidos as crianças desde o primeiro ano de vida onde a escola promove ativamente a inclusão de crianças com deficiências e subsidia importantes habilidades para as situações de vulnerabilidade, como o caso de abuso. Tudo isso trabalhado com ludicidade e afetividade. Para entender melhor esse processo, o presente trabalho enveredou por uma pesquisa sobre a influência da ludicidade no desenvolvimento cognitivo e social da criança e na forma de pesquisa, buscou saber como as professoras do CEI Estevam de Alencar Guerra têm trabalhado “o brincar”. Os seguintes questionamentos foram lançados, entre outros: quais as opiniões e percepções dos sujeitos educadores sobe o brincar no contexto da educação infantil? O CEI tem trabalhado “o brincar” de forma eficaz e afetiva no processo de desenvolvimento das suas crianças? Você concorda que a ludicidade é um meio facilitador do processo de aprendizagem da criança? Para alcançar respostas a esses questionamentos, uma revisão teórica sobre o lúdico, a ludicidade e o brincar na educação foi realizada. No que se refere ao brincar, estudou-se entre outros importantes pesquisadores, Tizuko M. Kishimoto, com a afirmativa de que o jogo pode aproximar a criança do conhecimento científico, de modo que ela pode trabalhar por meios do jogo situações problemas, experimentando na busca de soluções um trabalho que exercita a imitação da vida real. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário misto, com questionamentos subjetivos e outros objetivos. Os dados foram tratados estatisticamente e as subjetividades foram analisados tendo como base a Análise de Conteúdo de Bardin. As respostas das professoras entrevistadas relevaram que, para essas educadoras, a ludicidade é um meio facilitador do processo de aprendizagem da criança; as ações lúdicas são importantes meios de auxiliar a criança a ter maior visibilidade da sociedade frente à possíveis abusos e danos que ela possa a vir sofrer no meio em que convive; sim, há parceria entre os pais das crianças e os atores que representam o CEI Estevão de Alencar Guerra no contexto dos trabalhos lúdicos desenvolvidos e vivenciados pelas crianças no ensino infantil. Finalmente, as professoras afirmaram que a escola desenvolve um trabalho eficaz e inteligente no que diz respeito ao uso da ludicidade para a melhor qualidade de vida das crianças e contam com o auxílio significativo das suas famílias cuidadoras.

Palavras-chave:  Educação Infantil. CEI Estevam de Alencar Guerra. Ludicidade, Criança. Brincar. Vulnerabilidade.

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1 Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

PERCEPÇÕES E OPINIÕES SOBRE O USO DA LUDICIDADE NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO CEI – CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL ESTEVAM DE ALENCAR GUERRA, ITATIRA, CEARÁ, BRASIL

José Adson Viana Nunes1

RESUMO

Conhecer uma língua estrangeira que seja bastante falada no mundo, como é o caso da língua inglesa, permite trocas de conhecimento e oportunidades para jovens estudantes. Ao ensinar uma língua estrangeira deve-se priorizar a comunicação eficaz e promover “reflexão” e “crítica” ao se estabelecer correlações entre falar, escrever e entender uma língua estrangeira. Mas, aprender uma língua estrangeira é algo de grande dificuldade, fundamentalmente se a escola não tem meios como um laboratório de inglês desenhado para a “conversação”. Isso se torna mais agudo quando se trata de aprender inglês em uma escola pública. Nesse sentido, entende-se que a educação em inglês é fundamental para o desenvolvimento profissional e pessoal dos sujeitos, mas, no contexto brasileiro, a escola pública vem continuamente enfrentando muitos problemas para que se oferte uma educação que contemple o ensino de qualidade da língua inglês.  É sabido que, para o aluno ter o domínio da língua inglesa se faz necessário que ele dominar as habilidades “escrever”, “ler” e “falar” em inglês, de acordo com as diretrizes curriculares do ensino de Língua Estrangeira no Brasil. Nesse sentido, o professor deve criar inúmeras estratégias didáticas para auxiliar o estudante a realizar as atividades de leitura, análise e até mesmo compreensão textual em língua inglesa. Metodologias ativas são uma incubadora de inteligentes meios de ensinar inglês, com uso de jogos, confecção de jornais, dicionários, aulas de campos e outras formas que vão de encontro ao ensino ortodoxo que faz uso somente do livro didático. No presente trabalho, foram apresentadas metodologias interessantes para ensinar e aprender inglês. A partir dessas premissas, uma amostra de estudantes de escola pública do sertão do Ceará, da cidade de Itatira, fusionou a elaboração de um dicionário com o elemento “estrangeirismo”, confeccionando um produto didático denominado “Dicionário de estrangeirismo”, o qual está apresentado no presente trabalho. Além disso, esses estudantes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II opinaram sobre a importância do ensino e aprendizagem de uma segunda língua, o inglês, discutindo suas dificuldades principais como ler, escrever e falar em inglês. Os dados revelaram que todos os estudantes consideram falar uma segunda língua muito importante para sua formação pessoal e profissional, mas, para falar uma língua estrangeira encontram muitas barreiras. Nesse contexto, os alunos discutiram que a escola precisa oferecer meios didáticos e estruturais para que a educação voltada para o ensino de uma língua estrangeira seja melhorada e alcance os objetivos traçados pelos Parâmetros Nacionais Curriculares, que incubam objetivos e habilidades em função do aprendizado de uma língua estrangeira no Brasil.

Palavras-chave: Ensino. Aprendizagem. Ensino Fundamental II. Língua Inglesa. Metodologias Ativas.

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1Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY

UTILIZAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS NO PROCESSO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA EM ESCOLA PÚBLICA DO SERTÃO DO CEARÁ

Edgleusson Coelho Noronha1

 

RESUMO

 

O presente estudo aborda a inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação no município de Tauá-Ceará. A pesquisa parte da análise de dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam um aumento significativo nos casos diagnosticados de autismo no país, o que acentua a demanda por profissionais qualificados e por políticas públicas efetivas. São discutidas as principais barreiras, como a carência de recursos pedagógicos adaptados, a ausência de formação continuada para docentes e a falta de equipes multidisciplinares nas escolas. O objetivo geral desse trabalho consistiu em desenvolver uma análise da importância e dos desafios da inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista, destacando estratégias pedagógicas e ações que favoreçam sua participação e aprendizagem. A presente pesquisa é de cunho bibliográfico, com abordagem qualitativa, tendo sido tecidas discussões sobre a aplicação prática da inclusão da criança autista na rede de ensino público. A partir do presente estudo, considera-se crucial que as escolas invistam em capacitações, recursos e suporte técnico para que a inclusão desses alunos seja efetiva e significativa, respeitando suas especificidades e garantindo uma educação de qualidade. Conclui-se que a efetivação da educação inclusiva depende de um compromisso coletivo, ancorado em investimentos estruturais e humanos, de forma a assegurar a equidade e a justiça social no contexto educacional brasileiro.

 

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Inclusão Escolar. Políticas Públicas.

O PROCESSO DE INCLUSÃO DA CRIANÇA AUTISTA NA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TAUÁ – CEARÁ.

Ariane Chagas Moraes Sampaio1

RESUMO

A invisibilidade africana na sala de aula representa um desafio significativo para a construção de uma educação antirracista no Brasil. Apesar dos avanços promovidos pela Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas, ainda há lacunas na implementação efetiva dessa diretriz. O currículo tradicional, majoritariamente eurocêntrico, contribui para a marginalização da história e das contribuições dos povos africanos, perpetuando a desvalorização da identidade negra no ambiente escolar. Nesse sentido, o presente estudo buscou compreender como a invisibilidade africana se manifesta no cotidiano escolar, analisando as práticas pedagógicas, a formação docente e o material didático utilizado no ensino básico. Além disso, investiga as consequências dessa omissão na construção identitária dos estudantes negros e na perpetuação do racismo estrutural. A ausência de referências africanas e afro-brasileiras nos conteúdos escolares reforça estereótipos e impede que os alunos compreendam a riqueza e diversidade das culturas africanas e sua influência na formação da sociedade brasileira. Dessa forma, propõe-se a necessidade de estratégias pedagógicas que valorizem a história e cultura africana, promovendo o protagonismo negro no ambiente escolar. A adoção de materiais didáticos mais inclusivos, a formação continuada de professores e o incentivo a práticas interdisciplinares são medidas essenciais para superar esse apagamento histórico. A pesquisa também dialoga com os princípios da educação antirracista, apontando caminhos para tornar a sala de aula um espaço de reconhecimento e valorização da diversidade cultural. Conclui-se que a superação da invisibilidade africana na escola é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as identidades sejam respeitadas e reconhecidas. Somente por meio de uma educação comprometida com a diversidade e a equidade será possível romper com o ciclo de exclusão e promover um ensino mais representativo e democrático.

Palavras-chave: Invisibilidade africana. Educação antirracista. Currículo escolar. Formação docente.

A INVISIBILIDADE AFRICANA NA SALA DE AULA DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

Geovana Fernandes Ferreira1

RESUMO

Esta pesquisa teve como objetivo cerne investigar a relação entre o desenvolvimento cognitivo e os jogos na educação infantil, analisando a influência das brincadeiras no aprendizado e na construção do conhecimento das crianças. Fundamentada em teorias do desenvolvimento infantil, como as de Piaget e Vygotsky, a pesquisa buscou compreender como o brincar contribui para o aprimoramento das funções cognitivas, incluindo atenção, memória, resolução de problemas e pensamento crítico. A pesquisa partiu do pressuposto de que o jogo não é apenas uma atividade recreativa, mas um instrumento pedagógico essencial para a aprendizagem significativa. As brincadeiras estimulam a imaginação, promovem a socialização e fortalecem habilidades cognitivas fundamentais para a alfabetização e para o desenvolvimento escolar futuro. Assim, compreender o impacto das atividades lúdicas na formação das crianças é essencial para aprimorar práticas pedagógicas e construir um ambiente de ensino mais dinâmico e envolvente. A metodologia utilizada nesta dissertação inclui uma revisão bibliográfica de estudos que abordam a relação entre jogos e cognição infantil, bem como uma análise de práticas pedagógicas adotadas em instituições de ensino. A pesquisa destaca a importância de jogos estruturados e espontâneos no contexto educacional, ressaltando como atividades lúdicas podem ser planejadas estrategicamente para potencializar o aprendizado. Os resultados apontam que o uso de jogos no ambiente escolar favorece a aprendizagem, tornando o processo mais interativo e motivador. As crianças que participam de atividades lúdicas demonstram maior engajamento, criatividade e capacidade de resolver problemas de forma autônoma. Além disso, a interação social proporcionada pelos jogos fortalece habilidades socioemocionais, essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos. Conclui-se que o brincar é um elemento essencial no processo educacional da infância, devendo ser incorporado de maneira intencional ao planejamento pedagógico. A ludicidade, quando aplicada de forma estratégica, amplia as possibilidades de aprendizado e contribui para o desenvolvimento cognitivo das crianças, tornando a educação mais significativa e prazerosa. Dessa forma, este estudo reforça a necessidade de valorização das brincadeiras na educação infantil, incentivando professores e gestores a explorarem metodologias inovadoras baseadas no jogo.

Palavras-chave: desenvolvimento cognitivo, jogos, brincadeiras, educação infantil, aprendizagem significativa.

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E JOGOS A INFLUÊNCIA DAS BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Antônia Daiane Tomé Bastos1

RESUMO

A transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino fundamental representa uma etapa marcante no percurso escolar dos estudantes, envolvendo mudanças acadêmicas, sociais e emocionais significativas. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios e as estratégias relacionadas a essa transição, destacando aspectos que impactam diretamente o processo de adaptação dos alunos. Para isso, realiza-se uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica, que busca compreender as complexidades dessa transição e propor caminhos para uma adaptação mais eficiente. A pesquisa aborda questões como as diferenças metodológicas entre os anos iniciais e finais, a fragmentação das disciplinas, o aumento da exigência acadêmica, além das mudanças no contexto social dos alunos, como a formação de novos grupos e a ampliação das expectativas em relação à autonomia. A ausência de um suporte adequado durante essa fase pode gerar consequências negativas, como dificuldades de aprendizagem, queda no rendimento escolar e desmotivação. Os resultados da análise indicam que uma transição bem-sucedida requer a colaboração de todos os agentes envolvidos no processo educacional: professores, gestores escolares, famílias e os próprios alunos. Estratégias como a formação continuada de professores, a adoção de metodologias integradoras, o fortalecimento do vínculo escola-família e a oferta de apoio psicopedagógico se mostram fundamentais para minimizar os impactos dessa etapa de mudança. Concluiu-se, portanto, que a transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino fundamental, quando planejada e acompanhada de maneira intencional, pode ser transformada em uma oportunidade de desenvolvimento integral para os estudantes, promovendo o fortalecimento de competências acadêmicas, emocionais e sociais. Este estudo contribui para a discussão sobre práticas educacionais mais inclusivas e acolhedoras, com foco no bem-estar e no sucesso dos alunos.

Palavras-chave: Transição Escolar. Anos Iniciais. Anos Finais. Adaptação. Ensino Fundamental.

 DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA TRANSIÇÃO E ADAPTAÇÃO DOS ANOS INICIAIS PARA OS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL UMA ANÁLISE PEDAGÓGICA