Fernanda Maria Melo Sampaio1

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do transtorno de ansiedade no processo de aprendizagem de alunos do 4º ano do ensino fundamental em escolas públicas da rede municipal de Fortaleza. Considerando o crescimento de diagnósticos de transtornos emocionais entre crianças em idade escolar, esta pesquisa se debruça sobre as manifestações da ansiedade no ambiente educacional, seus reflexos no desempenho acadêmico, nas relações interpessoais e no desenvolvimento socioemocional dos estudantes. O estudo parte da compreensão de que a ansiedade, quando persistente e em níveis elevados, pode comprometer significativamente a capacidade de concentração, memorização, organização e participação ativa dos alunos nas atividades escolares. Para isso, foram utilizados referenciais teóricos das áreas da psicologia da educação, da neurociência e da pedagogia, além de documentos oficiais e estudos de caso relacionados ao contexto da educação pública. A metodologia adotada tem caráter qualitativo, com base em revisão bibliográfica e análise de dados oriundos de observações em sala de aula, entrevistas com professores, coordenadores pedagógicos e, quando possível, com responsáveis pelos alunos. A pesquisa buscou identificar não apenas os sinais mais comuns da ansiedade infantil em ambiente escolar, mas também as estratégias adotadas pelas instituições e profissionais da educação para lidar com essa realidade. Os resultados apontam que o transtorno de ansiedade interfere diretamente na aprendizagem, especialmente em atividades que exigem exposição pública, avaliação ou cumprimento de tarefas sob pressão. Observou-se ainda a escassez de apoio psicológico sistematizado nas escolas públicas, o que dificulta tanto o diagnóstico precoce quanto o acompanhamento adequado dos estudantes com sintomas ansiosos. Conclui-se que é urgente a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no ambiente escolar, bem como a formação continuada de educadores para identificar e intervir de forma empática e eficaz nos casos de ansiedade. A escola precisa ser um espaço não apenas de instrução, mas também de acolhimento emocional, favorecendo o pleno desenvolvimento dos alunos em suas múltiplas dimensões.

Palavras-chave: Transtorno de Ansiedade. Aprendizagem. Educação Pública. Ensino Fundamental. Saúde Mental Escolar.

O IMPACTO DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO 4° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE FORTALEZA

Deuzeli Rodrigues Gama1

RESUMO

A pandemia da COVID-19 provocou uma série de transformações abruptas em diversos setores da sociedade, especialmente na educação. O fechamento das escolas e a adoção do ensino remoto emergencial, como medida de contenção do contágio, impuseram desafios significativos ao processo de ensino e aprendizagem, afetando diretamente o desenvolvimento de habilidades fundamentais como a leitura e a escrita. Esta dissertação tem como objetivo investigar os impactos do isolamento social causado pela pandemia no processo de desenvolvimento da leitura e da escrita em alunos do 2º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de Fortaleza. Considerando que esta etapa da escolarização é crucial para a consolidação das bases da alfabetização, torna-se essencial compreender os efeitos das interrupções pedagógicas e das adaptações forçadas ao modelo remoto. A presente pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, embasada em revisão de literatura e análise de dados fornecidos por fontes oficiais, como a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, além de entrevistas com professores da rede pública que atuaram durante o período pandêmico. Os principais referenciais teóricos utilizados incluem autores como Ferreiro e Teberosky (1999), Soares (2004) e Freire (1996), que tratam da alfabetização como um processo dialógico, interativo e social. Os dados analisados apontam para um quadro preocupante de defasagem na aprendizagem, sobretudo entre alunos em situação de vulnerabilidade social, que enfrentaram dificuldades no acesso às tecnologias, na mediação familiar e na continuidade dos estudos em casa. Além disso, observou-se que a ausência do ambiente escolar — espaço privilegiado de interação, mediação pedagógica e construção coletiva do conhecimento — comprometeu não apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também afetivo e social das crianças. O estudo evidencia que, apesar dos esforços empreendidos por professores e gestores, como a criação de materiais impressos, videoaulas e atividades por aplicativos, a eficácia dessas estratégias foi limitada diante das desigualdades estruturais. A dissertação também discute as ações posteriores ao retorno às aulas presenciais, incluindo políticas de recuperação da aprendizagem e o papel fundamental da escola no acolhimento e na reconstrução dos vínculos pedagógicos. Conclui-se que os impactos do isolamento social no processo de aprendizagem da leitura e da escrita foram significativos e exigem ações coordenadas de curto, médio e longo prazo para mitigar seus efeitos. O estudo pretende contribuir para o debate sobre a superação das lacunas educacionais intensificadas pela pandemia, oferecendo subsídios para a formulação de práticas pedagógicas e políticas públicas que valorizem o desenvolvimento integral das crianças da rede municipal de Fortaleza.

Palavras-chave: Pandemia. Ensino Fundamental. Leitura. Escrita.

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1Mestrado em Ciências da Educação, UNADES/PY

LEITURA E ESCRITA EM TEMPOS DE ISOLAMENTO OS IMPACTOS DO DISTANCIAMENTO SOCIAL DA PANDEMIA NO DESENVOLVIMENTO DOS ALUNOS DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE MUNICIPAL DE FORTALEZA

Ana Cynira Holanda Magalhães1

RESUMO

A crescente presença das tecnologias digitais no cotidiano escolar tem exigido uma reconfiguração das práticas pedagógicas, especialmente no Ensino Fundamental I, etapa crucial do processo educativo. Nesse contexto, a presente dissertação tem como objetivo analisar a importância da formação continuada dos professores da rede municipal de ensino de Fortaleza no uso eficaz das tecnologias educacionais. Parte-se do pressuposto de que a integração significativa das ferramentas tecnológicas às práticas de ensino depende diretamente da capacitação docente, que deve ir além do domínio técnico, abrangendo também aspectos pedagógicos, éticos e críticos. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica e, possivelmente, complementada por entrevistas ou questionários aplicados a professores atuantes no Ensino Fundamental I em escolas públicas de Fortaleza. Busca-se compreender como os docentes percebem sua formação em tecnologias educacionais, quais os principais desafios enfrentados no processo de incorporação dessas ferramentas e de que forma as políticas públicas locais têm contribuído ou não para a consolidação de uma cultura digital nas escolas. Os resultados parciais indicam que, embora exista uma ampla oferta de recursos tecnológicos disponíveis, muitos professores ainda não se sentem preparados para utilizá-los de forma pedagógica e criativa. Essa lacuna está diretamente relacionada à ausência de programas de formação contínua, contextualizados com a realidade das salas de aula e voltados para a construção de competências digitais alinhadas ao currículo. Além disso, fatores como infraestrutura precária, falta de apoio técnico e tempo insuficiente para planejamento também se apresentam como barreiras à efetiva integração das tecnologias no ensino. Dessa forma, esta dissertação defende que a formação docente em tecnologias educacionais deve ser entendida como um processo permanente, que envolve tanto a aquisição de conhecimentos técnicos quanto o desenvolvimento de uma postura reflexiva e inovadora diante das transformações digitais na educação. A capacitação dos professores da rede municipal de Fortaleza, nesse sentido, revela-se fundamental para que o uso das ferramentas tecnológicas possa contribuir, de fato, para a melhoria da qualidade do ensino, o engajamento dos alunos e a promoção de práticas pedagógicas mais inclusivas e significativas.

Palavras-chave: Formação Docente. Ensino Fundamental. Anos Iniciais. Tecnologias Educacionais.

FORMAÇÃO DOCENTE EM TECNOLOGIAS EDUCACIONAISA CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS DA REDE MUNICIPAL DE FORTALEZA PARA O USO EFICAZ DE FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS

José Pimentel Campelo1

RESUMO

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil configura-se como uma resposta histórica às demandas por inclusão educacional e justiça social. No contexto das discussões das maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos da EJA, em sua heterogeneidade, sobressai-se a falta de tempo para estudar e as dificuldades de aprendizagens em Matemática e Língua Portuguesa, severos motivos que causam o pouco desenvolvimento acadêmico dos alunos. Em Matemática, entre os mais graves desafios, destaca-se a falta de práticas que permitam exercitar cálculos e resolução de problemas, tendo como consequência problemas maiores no ensino e aprendizagem na EJA, onde há muitas lacunas de aprendizagem, o que dificulta de forma acentuada o acompanhamento de conteúdos mais complexos. Já as maiores dificuldades em Língua Portuguesa podem estar relacionadas ao cotidiano do aluno que não tem estimulo em casa para a leitura, o que traz barreiras da base do letramento, complicando demais o aprender mais complexo como obter as competências linguísticas essenciais. Cabe destacar que são vários os desafios de professores e alunos na EJA. São obstáculos relevantes a falta de formação continuada e a carência de recursos didáticos adequados. O ambiente familiar pode gerar motivação e minimizar as muitas dificuldades como leitura, escrita e raciocínio lógico, além de serem importantes elementos como afetividade e segurança familiar. O presente trabalho objetivou compreender como os estudantes da EJA concebem toda essa problemática das aprendizagens e permanência em busca de alcançarem o término dos seus estudos. Mesmo com avanços, a EJA enfrenta desafios significativos como a evasão escolar que é um dos mais alarmantes, muitas vezes motivado por questões socioeconômicas. Dessa forma, estudantes da EJA da Escola Municipal Otávio Farias, situada na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil foram entrevistados com o instrumento questionário sobre o panorama que envolve as aprendizagens, a posição da família, o trabalho do professor e o seu protagonismo na EJA. Os resultados revelaram que esses estudantes pretendem finalizar seus estudos, porém têm muitas dificuldades em matemática e Língua Portuguesa. Ter que trabalhar durante o dia, cuidar de suas famílias e reduzir por consequência o tempo de estudo são desafios contundentes para estes sujeitos aprendizes. Sugerem os alunos entrevistados que seus professores aumentem a prática de resolução de exercícios em sala de aula e mudem suas metodologias, fazendo uso do lúdico, como o uso de jogos voltadas para a leitura e para os conteúdos de matemática, com o objetivo de motivar e aumentar a frequência dos estudantes em sala de aula, o que configura potencial barreira para que o estudante dê continuidade aos seus estudos na EJA.

Palavras-chave: EJA, Aprendizagens, Permanência, evasão, Metodologias.

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1Mestre em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E PERMANÊNCIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA DA ESCOLA MUNICIPAL OTÁVIO FARIAS, FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL ESSE

Francisco Régio de Oliveira Pinto1

RESUMO

A evasão escolar no ensino médio brasileiro constitui um dos desafios mais complexos da educação pública. Os altos índices de abandono refletem uma combinação de fatores socioeconômicos, institucionais e pedagógicos que dificultam a permanência dos estudantes. Tal condição no ensino médio atinge principalmente alunos de baixa renda, que habitam periferias urbanas e áreas rurais, evidenciando uma desigualdade educacional estrutural. No Brasil, políticas públicas de permanência escolar foram criadas com o objetivo de mitigar esse problema. Entre estes destaca-se o “Projeto Pé de Meia”, uma poupança destinada a apoiar a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público em todo o Brasil. O presente trabalho foi então desenvolvido para tentar responder a seguinte pergunta: Quais os impactos causados na problemática da evasão escolar no ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio José Maria Campos De Oliveira, Fortaleza, Ceará, Brasil  devido à inserção do “Programa Pé-de-meia”? Para isso foi feita uma avaliação a partir de um questionário investigativo aplicado a uma amostra de 85 estudantes, 23 professores e pais de alunos. Os resultados revelaram que a violência, o uso de drogas, o desinteresse pelos estudos e necessidade de trabalhar para ajudar a família são os fundamentais fatores que promovem a evasão escolar no ensino médio. Em relação aos impactos do “Programa Pé-de-Meia” sob esse panorama, os resultados da pesquisa de campo revelaram que, com a implementação de políticas públicas de incentivo como o “Programa Pé-de-Meia” nessa escola pode-se observar uma redução nas taxas de abandono escolar, especialmente entre os estudantes de classes mais baixas. Os pais opinaram que a bolsa concedida pelo referido programa é de grande importância  para  que os filhos possam permanecer na escola, não necessitando abandonar os estudos para trabalhar e ajudar a família financeiramente, o que configura em um fator limitante da formação do estudante de ensino médio.

Palavras-chave: Programa Pé-de-Meia. Evasão escolar. Ensino Médio. Escola Pública. Políticas públicas.

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1Doutor em Ciências da Educação pela UNADES/PY

AVALIAÇÁO DO PROGRAMA PÉ-DE-MEIA NO ENSINO MÉDIO DA EEMTI JOSÉ MARIA CAMPOS DE OLIVEIRA, FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL, ANO 2025.

Antonio Eliano Paiva Gomes1

RESUMO

Este estudo tem sua origem na necessidade de inserir a Sequência Fedathi na Educação Básica, em uma escola pública estadual, como parte permanente da prática docente. A pesquisa teve como foco o objeto de conhecimento da Geometria Analítica Plana, frequentemente negligenciado por professores. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar a prática do ensino de Geometria Analítica Plana sob a influência da Sequência Fedathi, com o suporte do software GeoGebra, em uma escola de Ensino Médio da Educação Profissional no município de Itatira-CE. De natureza descritiva e exploratória, a pesquisa buscou descrever e compreender fenômenos didáticos, destacando a utilização da Sequência Fedathi como metodologia de ensino e pesquisa, aliada ao uso do GeoGebra como recurso didático. A problemática central envolveu as dificuldades enfrentadas por estudantes e professores na abordagem de conteúdos abstratos, como o cálculo da área de um triângulo a partir de coordenadas. Caracterizada como qualitativa, a investigação foi conduzida na forma de pesquisa participante, utilizando como instrumentos de coleta de dados um questionário aplicado via Google Forms a 7 professores da rede estadual e observações da prática docente em sala de aula. Os principais resultados incluíram a sistematização do método de pesquisa com base na Sequência Fedathi, identificada e testada ao longo do estudo. As práticas docentes observadas foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin (2016), revelando que os professores reconhecem dificuldades recorrentes dos alunos com conceitos fundamentais, especialmente os que exigem visualização geométrica e raciocínio algébrico. Os resultados também indicam que, embora parte dos docentes conheça e utilize elementos da Sequência Fedathi, muitos ainda o fazem de maneira intuitiva ou parcial. Em relação às tecnologias, o GeoGebra é reconhecido como uma ferramenta valiosa, ainda que subutilizada por alguns professores.

Palavras-chave: Geometria Analítica Plana. Sequência Fedathi. Ensino de Matemática. GeoGebra. Mediação Docente.

O ENSINO DE GEOMETRIA ANALÍTICA À LUZ DA SEQUÊNCIA FEDATHI COM O AUXÍLIO DO SOFTWARE GEOGEBRA

Walderlânia Colares Botêlho1

RESUMO

A presente pesquisa tem como objetivo analisar os processos e desafios da inclusão escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com foco nas práticas pedagógicas e nas condições institucionais que possibilitam a efetivação de uma educação verdadeiramente inclusiva. A pesquisa parte do pressuposto de que a inclusão não se limita à matrícula de estudantes com deficiência ou necessidades educacionais específicas, mas exige um conjunto articulado de ações pedagógicas, políticas e sociais que promovam a equidade e o respeito à diversidade no ambiente escolar. Com base em uma abordagem qualitativa, o estudo fundamenta-se em referenciais teóricos que discutem a inclusão educacional, a formação docente, a pedagogia diferenciada e os direitos das crianças, tais como Mantoan, Glat, Aranha, entre outros. A análise destaca que, apesar dos avanços legais e das políticas públicas voltadas à inclusão, ainda existem muitos obstáculos na prática cotidiana das escolas, como a falta de formação continuada dos professores, a escassez de recursos pedagógicos adaptados e o preconceito social que ainda persiste. O estudo também aponta a importância do trabalho colaborativo entre educadores, equipe gestora, famílias e profissionais de apoio, além da necessidade de se construir uma cultura escolar baseada no acolhimento, na empatia e na valorização das diferenças. Nesse sentido, a inclusão deve ser compreendida como um processo contínuo de transformação das práticas escolares, que respeite o tempo e as potencialidades de cada criança, garantindo seu desenvolvimento integral e sua participação plena no processo educativo. Conclui-se que os anos iniciais do Ensino Fundamental representam uma etapa crucial para consolidar uma educação inclusiva, sendo necessário fortalecer políticas públicas, investir na formação docente e promover uma mudança de paradigma no cotidiano das escolas.

Palavras-chave: inclusão. ensino fundamental. anos iniciais. práticas pedagógicas. equidade. formação docente. diversidade.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL CAMINHOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Marcos Antonio Bezerra Costa1

RESUMO

Esse artigo bibliográfico, produzido a luz de correntes de pensadores multifacetados como: Libâneo (2007) Libânio, Oliveira e Toschi (2012), Lück (2007), Paro (2008; 2010; 2016) e Vasconcellos (2009), busca como objetivo central, contribuir para o estudo da gestão escolar para resultados. A pesquisa permitiu a percepção de que administração escolar para resultados e gestão escolar para resultados são termos distintos, sendo gestão escolar para resultados mais adequado quando se associa à escola. Observou-se ainda que a existência da gestão democrática para resultados tem como princípio a participação ativa de todos os segmentos da comunidade escolar, isso é basilar na garantia da qualidade para todos os estudantes e no alcance das metas planejadas. Conclui-se que a escola do século XXI que busque atingir objetivos traçados, exige uma dinâmica eclética, plural, com prática coerente e democrática, ou seja, uma gestão que se preocupe com outro, empática, que alcance uma escuta ativa e formadora, tudo isso a partir de diferentes pontos de vista. Para tanto, é necessário que velhos paradigmas sejam rompidos, a fim de permitir que novos olhares e conceitos sejam direcionados a gestão escolar.

Palavras-chave: Gestão Escolar para Resultados. Gestão Democrática. Revisão de Literatura. Qualidade da Escola.

GESTÃO ESCOLAR PARA RESULTADOS NO SÉCULO XXI REVISANDO CONCEITOS

Maria Cidiane Lourenço Lima1

RESUMO

A biblioteca escolar desempenha um papel fundamental no incentivo à leitura entre alunos do Ensino Fundamental, sendo um espaço vital para a formação de leitores críticos e competentes, podendo organizar atividades como contação de histórias, clubes de leitura e oficinas, que não apenas incentivam a leitura, mas também promovem o desenvolvimento de habilidades críticas e criativas. Neste contexto, as bibliotecas têm a missão de fomentar o hábito da leitura, oferecendo um ambiente acolhedor e estimulante que convida os alunos a explorar diferentes gêneros literários. A curadoria do acervo leva a reflitir sobre a diversidade e os interesses dos estudantes é essencial para cativar sua atenção e estimular o prazer pela leitura. A promoção de lançamentos literários e a parceria com editoras e autores também podem ser estratégias eficazes para engaja os alunos.  desempenha um papel central na promoção da leitura. Ele não apenas gerencia o acervo e organiza a biblioteca, mas também atua como mediador, incentivando os alunos a descobrirem novas leituras. Por meio de recomendações personalizadas e orientações sobre como escolher livros que correspondam aos interesses individuais, o bibliotecário pode despertar a curiosidade e o desejo de leitura nos estudantes. Além disso, o bibliotecário pode colaborar com professores para integrar a leitura em diferentes disciplinas, tornando-a uma prática cotidiana e significativa na vida escolar dos alunos. A utilização de tecnologias digitais também pode ser uma ferramenta poderosa no incentivo à leitura. Bibliotecas escolares que oferecem acesso a ebooks, audiobooks e plataformas de leitura online ampliam as possibilidades de leitura para os alunos, adaptando-se às novas formas de consumo de informação. Essa modernização pode atrair estudantes que, de outra forma, não se engajariam com a leitura tradicional. Em suma, a biblioteca  escolar é um espaço essencial no desenvolvimento do hábito da leitura entre os alunos do Ensino Fundamental. Através de um acervo diversificado, atividades estimulantes e a atuação proativa do bibliotecário, as bibliotecas podem fomentar o amor pela leitura, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes. Assim, a promoção da leitura deve ser vista como uma responsabilidade coletiva, envolvendo não apenas a escola, mas toda a comunidade educativa.

Palavras-Chave: Anos Iniciais. Leitura. Biblioteca Escolar. Ensino Fundamental.

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1Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

O PAPEL DA BIBLIOTECA ESCOLAR NO INCENTIVO À LEITURA ENTRE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Déborah Iara Azevedo Gomes1

RESUMO

A alfabetização é uma etapa fundamental no percurso educacional dos estudantes, pois garante o acesso ao universo da leitura, da escrita e da construção do conhecimento. No entanto, muitos alunos apresentam dificuldades nesse processo, o que demanda intervenções pedagógicas complementares. Nesse cenário, o reforço escolar realizado no contraturno surge como uma estratégia educativa de apoio, visando atender alunos que não alcançaram os objetivos esperados nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir dessa premissa o presente trabalho teve como objetivo cerne analisar de que forma o reforço escolar no contraturno pode contribuir para a superação das dificuldades de alfabetização, bem como identificar as estratégias pedagógicas utilizadas e os desafios enfrentados pelos professores nesse processo. A pesquisa partiu da constatação de que o tempo regular de aula nem sempre é suficiente para garantir a aprendizagem de todos os estudantes, sendo o contraturno uma oportunidade para promover práticas educativas diferenciadas e mais individualizadas. A abordagem metodológica adotada na pesquisa é qualitativa, consistindo o trabalho em uma revisão bibliográfica e análise de experiências práticas em contextos escolares que adotam o reforço no contraturno como recurso pedagógico. Pretendeu-se, com este estudo, refletir sobre os impactos dessa prática na aprendizagem dos alunos, especialmente no desenvolvimento da leitura e da escrita, e discutir como o contraturno pode ser planejado de forma intencional para promover uma alfabetização mais eficaz e inclusiva. Os resultados esperados incluem a valorização do contraturno como espaço pedagógico e a elaboração de propostas que possam orientar professores e gestores no desenvolvimento de práticas de reforço escolar mais assertivas. Este estudo visa, portanto, contribuir com o debate sobre a equidade educacional e a garantia do direito à alfabetização plena a todos os alunos.

Palavras-chave: Alfabetização. Reforço escolar. Contraturno. Ensino Fundamental. Dificuldades de aprendizagem. Inclusão escolar. Educação básica.

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1Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY

CONTRATURNO COMO ALIADO ESTRATÉGIAS DE REFORÇO ESCOLAR PARA A ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM