Marília Chagas Fernandes Aguiar1

RESUMO

A presente pesquisa teve como objetivo cerne, analisar a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) na área da Saúde Suplementar, destacando os principais desafios, limites e avanços jurídicos na proteção dos consumidores de planos de saúde no Brasil. Com o crescimento do setor de saúde suplementar e o consequente aumento da judicialização das demandas envolvendo operadoras de planos privados, torna-se imprescindível compreender como o CDC tem sido interpretado e aplicado na defesa dos direitos dos usuários desses serviços. A pesquisa partiu do pressuposto de que o consumidor de serviços de saúde suplementar encontra-se em posição de vulnerabilidade, não apenas econômica, mas também técnica e informacional, sendo, portanto, essencial a atuação protetiva do ordenamento jurídico, especialmente por meio do CDC. Nesse contexto, são discutidos os princípios fundamentais do direito do consumidor, como a boa-fé objetiva, o equilíbrio contratual, a transparência e a dignidade da pessoa humana, e como esses princípios se articulam com o direito à saúde e com a regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A abordagem metodológica adotada foi a Qualitativa, com base em revisão bibliográfica, análise documental e exame de jurisprudências relevantes dos tribunais superiores brasileiros. Buscou-se identificar como os tribunais vêm decidindo casos que envolvem negativa de cobertura, reajustes abusivos, rescisões unilaterais de contratos e limitações de procedimentos, à luz do CDC e das normativas específicas do setor. Os resultados da pesquisa indicam que, embora o CDC seja amplamente reconhecido como aplicável às relações entre consumidores e operadoras de planos de saúde, sua efetividade depende de constante interpretação judicial, tendo em vista os conflitos entre normas do direito do consumidor e da regulação setorial. Além disso, nota-se a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à transparência e à equidade no acesso aos serviços de saúde suplementar, garantindo maior segurança jurídica e respeito aos direitos fundamentais dos usuários. Conclui-se que o CDC representa um importante instrumento de proteção do consumidor na saúde suplementar, mas sua aplicação exige sensibilidade do Judiciário e articulação com as diretrizes da regulação sanitária, visando assegurar a integralidade do cuidado e a justiça nas relações de consumo na área da saúde.

Palavras-chave: Código de Defesa do Consumidor. Saúde Suplementar. Planos de Saúde. Relação de Consumo. Judicialização. Direitos do Paciente.

A APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR NA SAÚDE SUPLEMENTAR LIMITES, DESAFIOS E GARANTIAS AOS DIREITOS DO PACIENTE (1)

Sofia Passos Ramos1

RESUMO

A presente pesquisa teve como principal objetivo analisar as transformações culturais e jurídicas desencadeadas pela expansão do comércio eletrônico (e-commerce), com foco nas implicações para o ordenamento jurídico brasileiro e na proteção dos direitos do consumidor. O avanço das tecnologias digitais e a crescente popularização da internet como meio de consumo vêm promovendo mudanças profundas nos hábitos sociais, nas formas de comercialização e nas relações contratuais entre fornecedores e consumidores. Nesse contexto, observou-se a necessidade de revisão e adaptação das normas legais para acompanhar os novos desafios impostos pelas transações realizadas em ambiente virtual, garantindo segurança jurídica, transparência e equidade. A pesquisa investigou, sob uma abordagem qualitativa e bibliográfica, como o direito do consumidor tem respondido à complexidade das relações virtuais, especialmente diante de questões como a proteção de dados pessoais, o direito à informação, o arrependimento da compra, a resolução de conflitos online e os riscos de fraudes. Além disso, examinou-se o papel dos órgãos de defesa do consumidor e o impacto das diretrizes do Código de Defesa do Consumidor (CDC), bem como de legislações mais recentes, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no cenário digital contemporâneo. O estudo também abordou a mudança de mentalidade do consumidor moderno, mais exigente, conectado e participativo, e como esse novo perfil demanda respostas mais eficientes e flexíveis do sistema jurídico e das empresas. A pesquisa revelou, ainda, a importância da educação digital e da mediação como formas alternativas de resolução de conflitos nas relações de consumo online. Conclui-se que a consolidação do comércio eletrônico impõe uma urgente atualização normativa e cultural, a fim de equilibrar os interesses das partes envolvidas e assegurar a efetividade dos direitos dos consumidores, sem comprometer o dinamismo e a inovação característicos do ambiente digital.

Palavras-chave: Comércio eletrônico. Cultura digital. Direito do consumidor. Ordenamento jurídico. Proteção jurídica. Relações de consumo. LGPD. Internet.

A ERA DIGITAL E O DIREITO DO CONSUMIDOR TRANSFORMAÇÕES CULTURAIS E JURÍDICAS DIANTE DA EXPANSÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO

   Ana Cleyde Vieira Lima1

RESUMO

O presente artigo traz uma abordagem analítica acerca dos desafios e oportunidades na educação contemporânea, com um foco particular nos recursos multifuncionais, sua integração na educação infantil, e a relação entre professores e tecnologias educacionais. Na educação infantil, esses recursos têm potencialidades significativas, embora também enfrentem desafios em sua implementação efetiva. A relação entre professores e tecnologias na educação destaca a evolução do papel do professor na era digital, os obstáculos à integração tecnológica e a importância da formação profissional para desenvolver competências tecnológicas e pedagógicas. A motivação e o engajamento dos professores são fundamentais para uma integração tecnológica eficaz. Nesse sentido, o presente trabalho investigou os principais desafios no contexto da implementação de salas de multimeios em escolas públicas municipais de Fortaleza, abordando desafios da educação inclusiva no Brasil, contemplando os âmbitos históricos, legais, estruturais, de formação de professores e de acesso a recursos e tecnologias assistivas. Ainda, inferindo sobre a importância das salas de multimeios na educação inclusiva, ressaltando sua capacidade de adaptação de conteúdo, acessibilidade tecnológica e individualização do aprendizado também teve destaque.  Para isso, uma abordagem qualitativa foi utilizada, trabalhando com revisão de literatura e estudo de casos em escolas públicas municipais de Fortaleza para entender a implementação prática de salas de multimeios e sua influência na educação inclusiva. Entrevistas semiestruturadas com professores e gestores escolares foram conduzidas para coletar dados sobre suas experiências, percepções e falas sobre os desafios enfrentados na integração de tecnologias educacionais. A análise dos dados seguiu uma abordagem interpretativa, buscando identificar padrões e temas recorrentes que contribuam para a compreensão dos fenômenos estudados. Em conclusão, o trabalho ressaltou a necessidade de se enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades apresentadas pelos recursos multifuncionais e pela integração tecnológica na educação, visando aprimorar a qualidade e a acessibilidade do ensino para todos os alunos.

Palavras-chave: Inclusão, Educação, Recursos Multifuncionais.

O INVESTIMENTO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA NAS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS DAS ESCOLAS DO DISTRITO DE EDUCAÇÃO 2

Ana Mary Carneiro Lira1

O presente artigo tem como objetivo cerne contextualizar reflexões sistemáticas acerca das divergências entre teoria e prática que permeiam o desafio de alfabetizar letrando no mundo contemporâneo, marcado por múltiplas linguagens, mídias e exigências cognitivas. O estudo consiste em uma pesquisa qualitativa, com abordagem de estudo de caso, realizada no 2º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal localizada em Fortaleza, Ceará, Brasil. Para isso foram coletadas percepções e opiniões de docentes alfabetizadores sobre suas práticas metodológicas para tecer discussões que envolveram concepções inerentes ao processo de alfabetização com letramento. Como referência para a base analítica, os seguintes autores, entre outros foram consultados: Magda Soares (2010); Emília Ferreiro e Ana Teberosky (2012). Além das citadas referências, documentos orientadores das políticas educacionais brasileiras, como a Base Nacional Comum Curricular (2019); Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) e os dados estatísticos fornecidos pelo IBGE (Censo Demográfico 2010) e pela PNAD (2012) e o o IDEB (2018) também foram consultados. Os resultados revelaram que a eficácia no processo de alfabetização tem relação direta com a escolha da metodologia que o professor faz uso. O professor deve articular o ensino do código alfabético-ortográfico com a inserção dos estudantes em práticas sociais de leitura e escrita. Ainda, conclui-se que é possível alcançar resultados pedagógicos expressivos quando existe coerência entre as concepções teóricas dos docentes e suas práticas de sala de aula.

Palavras-chave: alfabetização; letramento; práticas docentes; escola pública.

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1Doutora em Ciências da Educação pela UNADES/PY

ENTRE O CÓDIGO E O SENTIDO UMA ANÁLISE DA PRÁTICA DOCENTE NA CONCILIAÇÃO ENTRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL (2)

 

 

Paula Roberta de Sousa1

RESUMO

A evasão escolar no Ensino Fundamental é um problema social e educacional significativo, com implicações de longo alcance tanto para os indivíduos quanto para a sociedade. Esse fenômeno refere-se ao abandono da escola antes da conclusão do ciclo educacional, e suas causas são multifatoriais, envolvendo aspectos econômicos, sociais, familiares e institucionais. Entre as principais causas da evasão, destacam-se as condições socioeconômicas desfavoráveis, como a pobreza e a necessidade de trabalho infantil, que forçam muitas crianças a priorizar a sobrevivência da família em detrimento da educação. Além disso, dificuldades de aprendizagem não identificadas ou tratadas adequadamente, aliadas à falta de recursos escolares, como materiais didáticos e infraestrutura adequada, também contribuem para o desinteresse e abandono escolar. O contexto familiar é outro fator crucial: a ausência de incentivo ou suporte emocional e a baixa escolaridade dos pais podem desencorajar as crianças a permanecerem na escola. No ambiente escolar, práticas pedagógicas inadequadas, falta de engajamento por parte dos professores e situações de bullying ou discriminação também são fatores que desmotivam os estudantes. Em áreas rurais ou periféricas, a distância entre a residência e a escola, bem como a ausência de transporte público acessível, agrava o problema. As consequências da evasão escolar são graves e incluem dificuldades de inserção no mercado de trabalho, perpetuação do ciclo de pobreza, aumento da vulnerabilidade social e exclusão. Para a sociedade, o impacto se reflete em menores níveis de desenvolvimento humano, aumento da criminalidade e maior desigualdade. O combate à evasão escolar exige um esforço integrado entre escola, família e governo. Medidas eficazes incluem programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que condicionam o benefício à frequência escolar, políticas de inclusão e suporte pedagógico para alunos com dificuldades, formação continuada de professores e campanhas de conscientização sobre a importância da educação. Além disso, investimentos em infraestrutura e transporte escolar são cruciais, especialmente em áreas rurais e periféricas. Portanto, enfrentar a evasão escolar no Ensino Fundamental é um desafio complexo que demanda estratégias intersetoriais e o compromisso coletivo para garantir o direito à educação e, consequentemente, um futuro mais justo e igualitário.

Palavras-Chave: Bullying. Ensino Fundamental. Evasão Escolar.

EVASÃO ESCOLAR EM TURMAS DE FUNDAMENTAL ANOS FINAIS EM UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE ITATIRA

 Elisabeth Alves Queiroz1

RESUMO

No ensino de Matemática, mais especificamente no ensino da Geometria, tem-se observado lacunas no processo do ensino e aprendizagem, já que os conceitos são bastante complexos. Nesse sentido, a modelagem matemática apresenta-se como uma inteligente estratégia alternativa de ensino, pois, consiste em uma ferramenta cujo intuito é tornar estes conceitos matemáticos mais concretos. Dessa forma, o presente artigo traz uma robusta discussão sobre a importância do uso de metodologias alternativas para subsidiar  um melhor meio de desenvolver conceitos geométricos na educação matemática. Para isso, uma revisão e análise teórica; exploração de estratégias eficazes e uma avaliação do impacto da implementação de materiais manipuláveis no contexto desta aprendizagem foram realizadas. A pesquisa teve como objetivo central investigar como a integração de materiais manipuláveis contribui para o desenvolvimento de conceitos geométricos na educação matemática. Para tecer discussões nesse sentido foram coletados dados provenientes de observações de sala de aula e entrevistas com professores no contexto de  análises de materiais didáticos. Considera-se que o presente estudo foi bastante produtivo já que comunica acerca das opiniões e percepções de uma amostra de professores sobre a referida prática educacional, derivando destas algumas boas propostas que podem colaborar com significativas mudanças na experiência de aprendizagem matemática.

Palavras-chave: Matemática; Materiais Manipuláveis; Ensino; Aprendizagem

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1 Doutora em Ciências da Educação pela UNADES/PY

A EXPERIÊNCIA PRÁTICA COM MATERIAIS MANIPULÁVEIS PARA MELHORAR O ENSINO E A APRENDIZAGEM DOS CONCEITOS GEOMÉTRICOS (1)

As metodologias ativas de ensino têm ganhado destaque por promoverem um aprendizado mais engajado e participativo. A aprendizagem colaborativa, onde os alunos trabalham em grupos para resolver problemas, também é uma abordagem valiosa no ensino, principalmente quando promove diálogos interdisciplinares. O ensino por meios didático-práticos pode promover diálogos entre as ciências exatas, ciências da natureza e as humanas, como é o caso da interdisciplinaridade entre o ensino da Biologia e ensino de História como comunicamos nesse espaço. Tal diálogo é possível, mas, tem dependência de muitos fatores associados ao ensino como, determinação de cumprimento dos conteúdos curriculares; o designer do projeto pedagógico da escola; tempo de aula; reuniões pedagógicas; planejamentos e outros. Se faz necessário então, que os professores tenham interesse na promoção desses diálogos para que essa interdisciplinaridade aconteça. Nesse sentido há necessidade de planejamento, bastante trabalho pedagógico e tempo disponibilizado para essa tarefa educacional. No presente artigo comunicamos um método didático que consiste na criação de um jogo analógico que promove um interessante diálogo  entre  o ensino da Biologia e o ensino de História no contexto da herança da Hemofilia, usando como objeto didático a família da Rainha Vitória. Considera-se que o jogo didático apresentado está alinhado com as considerações feitas pela CNN do Brasil (2023), onde o uso de jogos  didáticos na educação constitui uma atividade e processo educacional que promove a melhoria do ensino e aprendizagem. Considera-se que o jogo “A marca da Rainha” pode subsidiar por meio de um diálogo interdisciplinar entre a Biologia e a História, um melhor aprendizado da dinâmica da herança da hemofilia por contextualizar historicamente esse conhecimento.

Palavras-chave: Jogo analógico. Aprendizagem. Hemofilia. Rainha Vitória. Interdisciplinaridade.

UM DIÁLOGO DIDÁTICO ENTRE A BIOLOGIA E A HISTÓRIA NO CONTEXTO DAS METODOLOGIAS ATIVAS

Luiz Gustavo Cunha de Castro1

RESUMO

No presente artigo comunicamos acerca da conjuntura da Pedagogia do Ensino Fundamental II no formato de um relato de experiência do uso da afetividade para o processo de ensino-aprendizagem na disciplina de Ciências e afins, em Fortaleza-CE. Com efeito, esta pesquisa teve por intuito principal destacar elementos considerados de grande relevância que envolvem a afetividade nas interações sociais entre aprendizes e professores para o processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, a fundamentação teórica buscou verificar a afetividade e cognição de acordo com a visão de Wallon e de Piaget e como esses autores apontam a inteligência e afetividade em suas teorias. Como processo metodológico, utilizamos a pesquisa qualitativa como premissa para nossa pesquisa, e somando-se a isso, demos um caráter bibliográfico para embasar nossas assertivas no que concerne à relevância da afetividade como ferramenta no processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, utilizamos como corpus a Escola Municipal Dolores Alcântara, com alunos do Fundamental II – que apresentaram depoimentos por meio de questionário acerca da disciplina de Ciências e afins e como isso reflete na apreensão do saber – e com professores(as) que responderam um questionário acerca de concepções das docentes sobre dificuldades enfrentadas em seu trabalho; mediações e apoios necessários; práticas pedagógicas e afetividade; e interações entre os alunos. Para embasar nossas assertivas nas concepções de afetividade, lúdico, ensino- aprendizagem, utilizamos os postulados de autores como Wallon (2007), Vigotski (2007), Buzetti e Costa (2014), dentre outros pesquisadores que discorrem a relevância da temática supracitada. Como resultado, constatamos que a afetividade pode ser um divisor de águas para o processo de ensino- aprendizagem em sala de aula, e nesse caso se mostrou ser bastante benéfico quando se tratou com discentes da disciplina de Ciências e afins da escola pesquisada, contanto, percebemos que ainda há entraves a serem analisados com delicadeza, casos que demonstram idiossincrasias dos alunos, em que não são todos que tem uma boa apreensão cognitiva, por terem problemas em expressar e em receber carinho, atenção e mesmo dedicação total por parte dos mediadores/professores. Concluímos que toda escola municipal de Fortaleza deveria dispor profissionais da Psicologia para trabalharem em parceria com os professores, de forma interdisciplinar, haja vista alunos com barreiras de ordem emocional e psicológica pode certamente interferir o processo de aprendizado, seja na disciplina de Ciências ou outras.

Palavras-chave: Afetividade. Ensino-aprendizagem. Ciências. Ensino Fundamental II.

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1 Doutor em Ciências da Educação pela Universidad Del Sol, UNADES/PY

PEDAGOGIA DO ENSINO FUNDAMENTAL II UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO USO DA AFETIVIDADE PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS E AFINS, EM FORTALEZA-CE artigo

Wanderley Cláudio Ventura1                                                                          

RESUMO

O presente artigo comunica um trabalho de exame da mediação de conflitos no espaço escolar como prática pedagógica, que promove transformação nas relações e fortalece a convivência democrática. Com base em uma abordagem qualitativa e em um estudo de caso realizado em uma escola pública de Ensino Fundamental II, buscou-se compreender como diferentes atores escolares – professores, gestores e familiares – percebem e vivenciam os conflitos e as estratégias de mediação adotadas no cotidiano educacional. Os dados evidenciaram que, embora a mediação ainda não esteja sistematicamente instituída como política escolar, ela já se manifesta em ações espontâneas de escuta, diálogo e construção coletiva de soluções. Tais práticas, mesmo que informais, contribuem significativamente para o fortalecimento de vínculos, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e a promoção de um ambiente escolar mais colaborativo. Concluiu-se que a mediação de conflitos, quando inserida no projeto pedagógico da escola de forma intencional e contínua, constitui-se como instrumento potente de formação cidadã e de humanização das relações escolares. Defende-se, por fim, a urgência de políticas públicas que valorizem a mediação como eixo estruturante da convivência escolar e ampliem a formação docente nesse campo.

Palavras-chave: Mediação escolar. Prática pedagógica. Cultura de paz e Formação cidadã.

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS ESTRATÉGIA PARA A TRANSFORMAÇÃO DAS RELAÇÕES ESCOLAR

Juliana Mendes Rocha1

RESUMO

O mal-estar docente tem sido um fenômeno crescente no ambiente escolar, impactando diretamente a qualidade de vida dos professores e, consequentemente, o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar os desafios enfrentados pelos docentes no contexto educacional e propor estratégias para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável. A pesquisa baseou-se em uma revisão bibliográfica, fundamentada em autores que discutem o desgaste emocional e físico da profissão docente, os fatores que contribuem para o mal-estar e as possíveis intervenções para minimizar seus efeitos. A investigação destacou que o mal-estar docente pode ser provocado por diversos fatores, como sobrecarga de trabalho, precarização das condições de ensino, falta de valorização profissional, pressão por resultados e dificuldades nas relações interpessoais dentro do ambiente escolar. Esses elementos, somados ao acúmulo de responsabilidades e à exigência por constante atualização pedagógica, podem desencadear sintomas como estresse, ansiedade, síndrome de burnout e desmotivação profissional. Diante desse cenário, o estudo apresentou propostas que visam à promoção de um ambiente mais saudável para os professores. Entre as estratégias sugeridas, destacam-se o fortalecimento das políticas públicas voltadas à valorização docente, a implementação de programas de apoio psicológico e emocional, a ressignificação das práticas de formação continuada e o estímulo à construção de uma cultura escolar baseada na colaboração e no suporte mútuo. Além disso, reforça-se a importância da autonomia docente e da participação ativa dos professores na formulação de políticas educacionais que atendam às suas necessidades e expectativas. Conclui-se, portanto, que a mitigação do mal-estar docente exige um esforço coletivo que envolva professores, gestores, formuladores de políticas educacionais e a sociedade como um todo. Dessa forma, criar um ambiente de trabalho mais saudável para os educadores não apenas beneficia os profissionais, mas também contribui para a melhoria da qualidade do ensino e do aprendizado dos alunos. Outrossim, infere-se que,  investir no bem-estar docente é essencial para a construção de uma educação mais eficiente, humanizada e sustentável.

Palavras-chave: mal-estar docente, saúde mental, valorização profissional, ambiente escolar, políticas educacionais.

MAL-ESTAR DOCENTE DESAFIOS E PROPOSTAS PARA UM AMBIENTE DE TRABALHO SAUDÁVEL