Maria do Socorro Alencar Paulo1

RESUMO

Há claras informações de inúmeros autores brasileiros sobre dificuldades relatadas da maioria dos estudantes do Ensino fundamental para operar e solucionar de problemas com as quatro operações básicas de matemática. Como grave consequência, os estudantes têm sérias dificuldades com os demais conteúdos matemáticos que necessitam das 04 operações como base. Nesse cenário, o uso do lúdico, especialmente no Ensino Fundamental I vem sendo considerado com uma estratégia de excelência didática para melhor ensinar as 04 operações básicas. Nesse contexto, os jogos analógicos já estão inclusos como parte de muitos projetos trabalhados em diversas escolas brasileiras com o objetivo de mitigar as dificuldades dos estudantes em resolver operações/ problemas com as 04 operações básicas.  No presente trabalho, tendo o objetivo de buscar melhorar a aprendizagem das 4 operações básicas da matemática dos alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Irmã Maria Evanete, localizada na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, os estudantes, juntamente com a professora vivenciaram experiências em sala de aula com dois distintos jogos analógicos didáticos denominados “Aprendendo a dividir brincando com tampinhas” e “Quem Resolve mais Rápido?” Os problemas foram propostos de modo que os alunos tentaram solucionar sem o uso dos jogos (controle) e com o uso dos jogos, posteriormente resolvendo os mesmos problemas com o uso de algoritmos. Após a experiência, a professora coletou opiniões e percepções dos seus alunos e alunas com os quais vivenciou a referida ação interventiva lúdica. As opiniões dos estudantes revelaram que os jogos analógicos trabalhados em sala de aula são divertidos, fáceis de usar, colaborativos e auxiliaram na resolução de problemas com as 04 operações básicas de matemática. Finalmente, as seguintes considerações foram delineadas: (1) os jogos analógicos utilizados na referida experiência estão alinhados com as seguintes características: são Jogos didáticos que fazem uso do conteúdo escolar, tendo alto valor pedagógico; visam a aprendizagem fixação de conceitos, já que foi utilizado após o professor trabalhar um conteúdo; são de natureza cooperativa e competitiva, já que estimula a competição entre os participantes, mas que tem um conceito de cooperação, a aceitação, envolvimento e a diversão; são jogos funcionais já auxiliam no desenvolvimento, aprimoramento ou manutenção das capacidades físicas e das habilidades motoras; são jogos de raciocínio, já que estimulam a capacidade lógica do ser, jogos de matemática ou de estratégia; (2) os jogos experienciados na presente pesquisa estão alinhados com a Habilidade da BNCC: EF03MA05 – Desenvolvimento de estratégias pessoais e convencionais de cálculo envolvendo adição, subtração e multiplicação (usando propriedades do sistema de numeração).

Palavras chave: Dificuldades. Quatro Operações. Lúdico. Jogos analógicos. Ensino Fundamental I

JOGOS ANALÓGICOS COMO FERRAMENTAS COLABORATIVAS NAS APRENDIZAGENS DA MATEMÁTICA NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA ADELIDIA MAGNO DE OLIVEIRA

Gleiriane Vieira Marques de Souza[1]

RESUMO

Este artigo analisa as estratégias pedagógicas desenvolvidas no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e suas contribuições para a construção da autonomia funcional e social de estudantes público-alvo da Educação Especial na educação básica. A             presente pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, fundamenta-se na análise de produções acadêmicas e documentos oficiais sobre educação inclusiva, AEE, autonomia e práticas pedagógicas. Os resultados indicam que a autonomia não se constitui como efeito automático da oferta do atendimento especializado, mas como um processo intencional, construído por meio das práticas pedagógicas, das mediações docentes e da articulação entre o AEE e o ensino comum. Destacam-se estratégias voltadas à organização das ações, ao uso significativo de recursos, à comunicação funcional e à participação nas rotinas escolares. Conclui-se que o fortalecimento da autonomia funcional e social depende da compreensão do AEE como espaço pedagógico articulado e comprometido com a participação efetiva dos estudantes.

Palavras-chave: Atendimento Educacional Especializado; Educação Inclusiva; Autonomia Funcional; Autonomia Social.

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS NO AEE VOLTADAS À CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA FUNCIONAL E SOCIAL DOS ALUNOS

A EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA NA EEMTI NAZARÉ GUERRA: OS DESAFIOS ENFRENTADOS NA PRÁTICA DOCENTE, PARTINDO DO USO DAS ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS FRENTE AOS ESTUDANTES COM AUTISMO

 

INCLUSIVE SPECIAL EDUCATION AT EEMTI NAZARÉ GUERRA: CHALLENGES FACED IN TEACHING PRACTICE, STARTING FROM THE USE OF PEDAGOGICAL STRATEGIES WITH STUDENTS WITH AUTISM

 

 Ana Francisca de Oliveira Torres1

Antonia Alzeleny Viana Nunes1

Francisca Samara Marcolino1

Francisco Diego Medeiros de Alencar1

José Adson Viana Nunes1

José Ricardo Alexandre da Silva1

Maria da Piedade Vieira1

Pauline de Paula Santos1

RESUMO

A investigação sobre a temática em face, teve como objetivo  compreender os desafios encontrados pelos professores, no desenvolvimento das estratégias pedagógicas na EEMTI Nazaré Guerra, situada no Distrito de Lagoa do Mato, no município de Itatira, Estado do Ceará, Brasil. Apesar de possuírem algum conhecimento no uso de estratégias pedagógicas para lidarem com alunos em sua diversidade cognitiva, reconhece-se as dificuldades dos docentes para a inclusão de com alunos com deficiência, especificamente o caso dos estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este cenário revela a árdua missão dos professores(as) no processo de aprendizagem dos estudantes levando em conta suas fragilidades (dos professores), acarretadas por determinadas situações, quer seja pela ausência de conhecimento acadêmico da formação inicial e continuada na área de educação especial ou demais circunstâncias que dificultam o processo de ensino com alunos com transtornos e síndromes. Nesta abordagem, uma pesquisa quanti-qualitativa contextualizando um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto real, especialmente útil para responder questões “como” e “por que” foi realizada. Diante dos dados coletados e das análises realizadas é perceptível que muitos ajustes estruturais precisam ser feitos, tais como: a lotação de professores especializados por uma quantidade X de matrícula de alunos com TEA, mais formações teórico-práticas para professores com alunos laudados, suporte com psicólogos não só para alunos como também para professores e funcionários, dentre outros.  Os resultados desta pesquisa servem como um alerta e um chamado à ação para que as políticas de educação especial inclusiva sejam revistas e fortalecidas, garantindo que o ideal de uma escola para todos se torne uma realidade palpável na EEMTI Nazaré Guerra e em outras instituições de ensino.

Palavras-chave: prática pedagógica, educação inclusiva, fragilidades, aprendizagem.

ABSTRACT

The research on this topic aimed to understand the challenges faced by teachers in developing pedagogical strategies at the Nazaré Guerra Elementary and Middle School, located in the Lagoa do Mato District, in the municipality of Itatira, Ceará State, Brazil. Despite possessing some knowledge in the use of pedagogical strategies to deal with students with cognitive diversity, the difficulties faced by teachers in including students with disabilities, specifically students with Autism Spectrum Disorder (ASD), are recognized. This scenario reveals the arduous task of teachers in the students’ learning process, considering their own weaknesses, caused by certain situations, whether due to a lack of academic knowledge from initial and continuing training in the area of ​​special education or other circumstances that hinder the teaching process with students with disorders and syndromes. Based on the data collected and the analyses carried out, it is noticeable that many structural adjustments need to be made, such as: the allocation of specialized teachers for a certain number of students with ASD enrolled, more theoretical and practical training for teachers with diagnosed students, support with psychologists not only for students but also for teachers and staff, among others. In this approach, a quantitative-qualitative research contextualizing a contemporary phenomenon within its real context is especially useful for answering questions like “how” and “why” it was conducted. The results of this research serve as a warning and a call to action so that inclusive special education policies are reviewed and strengthened, ensuring that the ideal of a school for all becomes a tangible reality at EEMTI Nazaré Guerra and other educational institutions.

Keywords: pedagogical practice, inclusive education, weaknesses, learning.

A EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA NA EEMTI NAZARÉ GUERRA OS DESAFIOS ENFRENTADOS NA PRÁTICA DOCENTE, PARTINDO DO

Ana Nery Lima da Silva1

RESUMO

Analisou-se no presente trabalho, o fenômeno do bullying nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com ênfase em suas implicações para o desenvolvimento infantil e nas estratégias voltadas à sua prevenção. Reconhecendo que a violência entre pares na escola é um problema social e educacional de alcance global, buscou-se compreender como as práticas de intimidação, exclusão e agressão afetam o desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, bem como identificar caminhos que possibilitem a construção de ambientes escolares mais seguros e acolhedores. O estudo teve como objetivo central investigar, a partir de uma revisão bibliográfica, as principais concepções teóricas, pesquisas e propostas de intervenção sobre o tema, analisando a literatura nacional e internacional pertinente. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, com levantamento, seleção e análise crítica de produções científicas disponíveis em livros, artigos e documentos acadêmicos que abordam o bullying na infância, suas causas, consequências e medidas de enfrentamento. Os resultados evidenciaram que o bullying, quando presente nas etapas iniciais da escolarização, compromete significativamente a autoestima, a socialização e o rendimento escolar, podendo gerar efeitos duradouros na formação da personalidade e nas relações interpessoais das vítimas e agressores. Observou-se, ainda, que práticas preventivas baseadas em ações pedagógicas integradas, fortalecimento de vínculos afetivos, desenvolvimento da empatia e participação da família e da comunidade escolar configuram-se como estratégias eficazes para reduzir a incidência desse fenômeno. Conclui-se que a pesquisa contribui para o aprofundamento da compreensão do bullying nos primeiros anos de escolaridade, oferecendo subsídios teóricos e reflexões que podem orientar políticas educacionais, projetos pedagógicos e práticas docentes comprometidas com a promoção de uma cultura de paz e de respeito mútuo no ambiente escolar.

Palavras-chave: Bullying; Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Desenvolvimento Infantil; Prevenção Escolar; Convivência Escolar.

BULLYING NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo principal analisar a importância de estimular os hábitos de higiene pessoal na Educação Infantil, compreendendo-os como práticas fundamentais para o desenvolvimento integral das crianças e para a promoção da saúde coletiva desde os primeiros anos de vida. A higiene pessoal, quando abordada de forma pedagógica e intencional, contribui para a formação de valores, responsabilidades e atitudes de autocuidado e respeito ao outro. A pesquisa fundamentou-se em uma revisão bibliográfica, com base em autores que abordam a infância, a educação para a saúde, os processos de ensino-aprendizagem e o papel da escola na formação de hábitos saudáveis. Foram discutidas práticas educativas que incentivam, de maneira lúdica e contínua, o desenvolvimento de comportamentos de higiene como o lavar das mãos, o cuidado com a higiene bucal, a importância do banho, a limpeza das unhas e o uso adequado dos sanitários. Além disso, são apresentados os desafios enfrentados pelos professores na abordagem desses temas no cotidiano escolar, considerando as diferenças socioculturais e a necessidade de envolvimento da família como parceira nesse processo formativo. A Educação Infantil é entendida como espaço privilegiado para a construção de conhecimentos significativos e para a internalização de hábitos que perduram ao longo da vida. Portanto, o trabalho destaca que investir na formação higiênica das crianças é investir na prevenção de doenças, na promoção da saúde e na construção de uma sociedade mais consciente e saudável. Conclui-se que, ao estimular os hábitos de higiene pessoal de forma contínua, contextualizada e afetuosa, os educadores colaboram não apenas com o bem-estar físico das crianças, mas também com o fortalecimento da autonomia e da cidadania desde a infância.

Palavras-chave: Educação Infantil; Higiene pessoal; Autocuidado; Formação de hábitos; Saúde escolar; Práticas pedagógicas; Prevenção.

HIGIENE PESSOAL COMO PRÁTICA EDUCATIVA ESTRATÉGIAS E IMPACTOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Aurelina Marion Alves de Lima1

RESUMO

Este estudo investigou os desafios e as potencialidades do ensino de Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA), tomando como cenário o CEJA Professor Moreira Campos, em Fortaleza, Ceará, Brasil. A pesquisa, de natureza qualitativa, descritiva e interpretativa, evidenciou obstáculos como lacunas em conteúdos básicos, dificuldades de compreensão, limitações no uso de tecnologias e fatores relacionados à motivação e ao aspecto emocional dos estudantes. Em contrapartida, foram observadas estratégias pedagógicas que favorecem a aprendizagem, tais como o ensino contextualizado, oficinas de reforço, metodologias participativas e a valorização dos saberes prévios, que ampliam a autonomia e o engajamento discente. Os resultados indicam a relevância de práticas flexíveis e inclusivas, capazes de articular experiências de vida com o currículo escolar, fortalecendo a permanência, o desempenho acadêmico e a inclusão social. Ressalta-se, ainda, a importância de políticas educacionais que assegurem acompanhamento individualizado e promovam o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais no âmbito da EJA.

Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Ensino de Matemática; Estratégias pedagógicas.

DESAFIOS E POTENCIALIDADES DOS ESTUDANTES DA EJA EM MATEMÁTICA NO CEJA PROFESSOR MOREIRA CAMPOS, FORTALEZA-CEARÁ

Célia da Silva Alves1

RESUMO

O presente artigo teve como objetivo central analisar os fatores que interferem na prática avaliativa do professor e os efeitos que tem provocado na aprendizagem do educando, tentando “desocultar” professores com pensamentos diagnósticos, mas com práticas classificatórias. A avaliação foi enfocada neste trabalho como processo reflexivo, interativo, possibilitando ao educando intervir também nesse processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, tomou-se como base a pesquisa bibliográfica fundamentada nos estudos desenvolvidos por autores como Cipriano Luckesi, Jussara Hoffmann, Celso Vasconcellos, dentre outros. No estudo empírico recorreu-se a observações, entrevistas e questionários aplicados a uma escola pública com o grupo gestor, professores e alunos. Concluiu-se, após a análise da pesquisa, que os professores ainda estão presos a mitos das condições ideais para fazer a mudança da prática da avaliação classificatória para uma prática diagnóstica.

Palavras-chave: Avaliação. Ensino aprendizagem. Prática avaliativa.

A PRÁTICA DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM_ CLASSIFICATÓRIA OU DIAGNÓSTICA_ (1)

Este estudo teve como propósito analisar o uso das mídias sociais como ferramenta pedagógica nos anos finais do Ensino Fundamental, buscando compreender suas potencialidades e limites no processo de aprendizagem colaborativa. Partiu-se da constatação de que a cultura digital, amplamente presente no cotidiano dos estudantes, desafia a escola a ressignificar práticas educativas e a integrar recursos tecnológicos de forma crítica e significativa. Para atingir esse objetivo, utilizou-se uma abordagem qualitativa, fundamentada em uma revisão bibliográfica de caráter exploratório e descritivo, envolvendo obras, artigos científicos e pesquisas recentes que abordam o uso pedagógico das mídias sociais, a aprendizagem colaborativa e a relação entre tecnologia e educação. A análise das produções selecionadas evidenciou que as mídias sociais podem favorecer a interação, o engajamento, a troca de saberes e o desenvolvimento de competências comunicativas e colaborativas, além de ampliar os espaços e tempos de aprendizagem. Contudo, também foram identificados desafios relacionados ao uso inadequado dessas plataformas, à falta de formação docente, à desigualdade no acesso às tecnologias, bem como à necessidade de mediação pedagógica consistente e intencional. Conclui-se que o uso das mídias sociais no contexto escolar representa uma possibilidade relevante para inovar as práticas pedagógicas e promover aprendizagens mais participativas, desde que articulado a estratégias formativas, acompanhamento crítico e políticas educacionais que garantam acesso e uso responsável desses recursos.

Palavras-chave: Mídias Sociais; Aprendizagem Colaborativa; Ensino Fundamental; Cultura Digital; Prática Pedagógica.

MÍDIAS SOCIAIS E APRENDIZAGEM COLABORATIVA POTENCIALIDADES E LIMITES NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Joelma Cristina de Sousa Ferreira Pereira1

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo principal analisar como se dá o imbricamento da Geografia e a Educação Ambiental no contexto escolar no Ensino Fundamental, tendo como objeto de pesquisa a E.M.E.F.07 de Setembro situada na cidade de Itatira, Ceará Brasil. Foi promovida uma breve discursão acerca da conceituação Geográfica e sua relação com o Meio Ambiente. A Geografia é uma ciência que tem estreita relação com o meio ambiente. Desde as correntes do pensamento geográfico até seus conceitos mais contemporâneos. Em um viés particularmente analisado pelo olhar da Geografia Humana, o meio ambiente, a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável podem ser vistas através da Escola, Sociedade e Meio ambiente.  No contexto de um mundo cada vez mais globalizado as mais diversificadas práticas socioculturais que visam uma a qualidade de vida do nosso planeta também se associa as relações entre o Homem e o meio ambiente, envolvendo técnicas que organizam e configuram o espaço geográfico. Dessa forma, através de uma pesquisa de campo e bibliográficas em um trabalho metodologicamente de gabinete, o presente trabalho encontrou arcabouço em autores como Milton Santos, Roberto Lobato e José Vesentini dentre outros, reflexões acerca da contribuição da Geografia em prol do meio ambiente saudável na égide da sustentabilidade.

Palavras-Chaves: Geografia, Educação Ambiental, Biodiversidade, Conservação Ambiental

A GEOGRAFIA E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR DESAFIOS E PERSPECTIVAS NO ENSINO FUNDAMENTAL

Velza Lucia Dantas Martins1

RESUMO

Este trabalho teve o objetivo de investigar a convivência escolar enquanto espaço privilegiado para a construção de valores éticos e morais, destacando o papel dos professores e da gestão escolar nesse processo formativo. Partindo da compreensão de que a escola é um ambiente essencialmente relacional, onde interações diárias moldam atitudes, comportamentos e princípios, esta pesquisa busca evidenciar como os sujeitos da educação — docentes, gestores e estudantes colaboram na formação cidadã por meio da convivência. A pesquisa fundamenta- se em uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica de autores que discutem ética, moral e convivência escolar, como Jean Piaget, Emílio Durkheim, Lawrence Kohlberg e José Carlos Libâneo, além de documentos normativos como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A investigação problematiza como a escola pode ir além da simples transmissão de conteúdos acadêmicos, assumindo o compromisso com a formação integral dos estudantes, o que envolve desenvolver a empatia, o respeito mútuo, a solidariedade e a responsabilidade coletiva. Os resultados apontam que a atuação ética dos professores, aliada à postura democrática e participativa da gestão escolar, contribui diretamente para a construção de um clima escolar saudável, baseado no diálogo e na escuta ativa. A convivência torna-se, assim, um campo pedagógico fértil para a prática de valores. Além disso, reforça-se a ideia de que a ética e a moral não devem ser ensinadas de maneira formal e isolada, mas devem perpassar todas as ações da vida escolar, sendo vivenciadas no cotidiano. Conclui-se que uma escola que valoriza a convivência respeitosa e construtiva oferece aos estudantes a oportunidade de desenvolver-se como sujeitos críticos, éticos e socialmente responsáveis. Para isso, é imprescindível a atuação intencional e colaborativa de professores e gestores, comprometidos com a formação humana em sua totalidade.

Palavras-chave: Convivência escolar. Ética. Moral. Professores. Gestão escolar. Valores. Formação integral. Clima escolar. Cidadania.

A CONVIVÊNCIA ESCOLAR COMO ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DE VALORES ÉTICOS E MORAIS E MORAIS O PAPEL DOS PROFESSORES E DA GESTÃO NA FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES (1)