Ronaldo Rodrigues de Oliveira1

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo cerne analisar o teatro como metodologia no ensino de história, para desenvolver as competências, habilidades dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental dos Anos Finais da E.M.T.I José Pereira. O teatro é pouco usado como estratégia de ensino na educação. Assim, é importante investigar como o teatro pode ajudar no desenvolvimento intelectual dos alunos do Ensino Fundamental – Anos Finais. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica, experiência em sala de aula do uso do teatro como método de ensino de História, foi feito uma pesquisa com a plateia espectadora da peça teatral e um questionário com professores que fizeram uso dessa ferramenta metodológica e analise das informações obtidas. Foi desenvolvido na turma de 8º ano da referida escola da rede municipal de Itatira a ação pedagógica do projeto. Criamos um grupo teatral “Os revisores da História”, produzimos uma peça teatral sobre Padre Mororó. A peça buscou dar visibilidade ao papel desse personagem na independência. Com uso dessa metodologia os professores relataram melhorias no interesse, aprendizagem e no ambiente escolar, apontando o teatro como uma metodologia eficaz que precisa ser mais valorizada e estruturada no contexto educacional. Conclui-se que o uso do teatro transforma o aluno em agente ativo na construção do conhecimento. Embora evidencie ganhos cognitivos, o estudo aponta barreiras práticas importantes, como a falta de tempo para planejamento, recursos materiais e formação continuada de professores, além da rigidez do currículo tradicional e dos instrumentos avaliativos convencionais para consolidar essa metodologia.

Palavras-chave: Metodologia, teatro, educação, história.

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1 Lienciado em História pela Universidade Vale do Acaraú (UVA). Especialista em História do Brasil pela Universidade Vale do Acaraú (UVA). Graduado em Pedagogia pela Univesidade Cesumar (UniCesumar). Pós graduado em Gestão Escolar pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Professor da rede municipal de Itatira-CE desde 2014.

O TEATRO COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA NO ENSINO DE HISTÓRIA NAS TURMAS DO 8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS DA E.M.T.I. JOSÉ PEREIRA.

 

 

Grace Kely Coelho Teixeira Purcaru Freitas1
RESUMO
Esta dissertação, de caráter qualitativo e fundamentada em revisão bibliográfica, tem como objetivo analisar a importância do lúdico no processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil. A pesquisa parte do entendimento de que o brincar é uma atividade essencial para o desenvolvimento integral da criança, favorecendo aspectos cognitivos, afetivos, sociais e motores. Foram consultados autores que discutem a ludicidade como elemento central na prática pedagógica, evidenciando que o lúdico não é apenas uma forma de entretenimento, mas um instrumento pedagógico que potencializa a construção do conhecimento e estimula a criatividade, a socialização e a autonomia dos educandos. Os resultados da revisão apontam que a utilização de atividades lúdicas, quando planejadas de maneira intencional, contribui para o fortalecimento das competências e habilidades necessárias ao desenvolvimento infantil, além de aproximar a aprendizagem do universo da criança. Assim, destaca-se a relevância da formação docente e da elaboração de práticas pedagógicas que reconheçam o brincar como direito fundamental e caminho para uma educação mais significativa, prazerosa e eficaz.
Palavras-chave: Educação Infantil. Ludicidade. Desenvolvimento Infantil. Aprendizagem. Prática Pedagógica.
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1Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará – UECE. Pós-graduação em Administração Escolar pela UVA -Universidade do Vale do Acarau, Ceará, Brasil. Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY.
A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM

Queila Lemos de Souza Gomes Coêlho1

RESUMO

Este artigo apresenta uma revisão teórica sobre os fundamentos da gestão democrática escolar, a partir das contribuições de quatro autores clássicos do pensamento educacional brasileiro: Vitor Henrique Paro, Heloísa Lück, José Carlos Libâneo e Paulo Freire. O objetivo da investigação é analisar as concepções desses pensadores, evidenciando suas inter-relações e implicações para a prática educativa, bem como identificar as dificuldades enfrentadas por professores, coordenadores, alunos e famílias em contextos de gestão não participativa e os benefícios decorrentes de uma gestão democrática. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, com abordagem qualitativa, fundamentada na análise crítica da produção acadêmica dos autores selecionados. Os resultados apontam que o pesquisador Paro critica a importação de modelos empresariais para a educação e defende a participação consciente da comunidade; Lück enfatiza a liderança compartilhada e a descentralização do poder; Libâneo situa a escola como comunidade de aprendizagem e espaço de transformação social; e Freire oferece o substrato ético da dialogicidade e da educação libertadora. Conclui-se que a gestão democrática não se reduz a mecanismos formais, mas constitui um processo complexo que exige a superação de heranças autoritárias e o engajamento ativo de todos os atores escolares, sendo fundamental para a qualidade do ensino e para a formação cidadã.

Palavras-chave: Gestão Democrática; Gestão Escolar; Participação; Liderança Compartilhada; Educação Libertadora.

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1Graduada em Pedagogia pela UVA, Sobral Ceará. Especialização em Metodologias de Ensino Fundamental e Ensino Médio pela UVA, Sobral Ceará. Mestra em Ciências da Educação pela Universidade Politécnica e Artística do Paraguai-UPAP.

GESTÃO DEMOCRÁTICA PARA UMA QUALIDADE DE ENSINO NAS ESCOLAS UM REVIEW

Nilmária Silva de Sousa1

RESUMO

A inclusão educacional tem se consolidado como um dos principais desafios e objetivos das políticas educacionais contemporâneas. No contexto da gestão escolar, a efetivação de práticas inclusivas depende da articulação entre normas institucionais, capacitação docente e estratégias pedagógicas voltadas à diversidade. Esta pesquisa tem como objetivo analisar a relação entre a gestão escolar e a inclusão educacional, explorando como as diretrizes normativas são implementadas na prática e quais impactos geram no cotidiano escolar. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental, buscando compreender os desafios enfrentados pelos gestores na construção de um ambiente verdadeiramente inclusivo. Os resultados apontam que, embora existam marcos regulatórios sólidos que garantem o direito à educação inclusiva, ainda há lacunas na formação dos gestores e educadores, na adaptação dos espaços físicos e na construção de uma cultura escolar que valorize a diversidade. Além disso, a efetivação da inclusão depende da colaboração entre escola, família e comunidade, bem como do investimento contínuo em políticas públicas que promovam uma gestão democrática e equitativa. Conclui-se que a gestão escolar desempenha um papel fundamental na implementação da inclusão, sendo necessário um olhar atento para a superação das barreiras estruturais e atitudinais que ainda persistem no ambiente educacional. Dessa forma, é imprescindível que os gestores estejam preparados para atuar como mediadores desse processo, garantindo que a escola seja um espaço de aprendizagem acessível e acolhedor para todos os estudantes.

Palavras-chave: Gestão escolar; Inclusão educacional; Políticas públicas; Práticas pedagógicas; Educação inclusiva.

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1Graduação em Letras – Português pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, Ceará. Mestra em Ciências da Educação pela UNADES/PY.

GESTÃO ESCOLAR E INCLUSÃO NORMAS, PRÁTICAS E IMPACTOS NA EDUCAÇÃO ok

Fabiana de Sousa Castelo Branco de Melo Silva[1]

RESUMO

A pandemia da COVID-19 provocou mudanças significativas nos sistemas educacionais em todo o mundo, exigindo a adoção do ensino remoto emergencial como estratégia para garantir a continuidade das atividades pedagógicas. Nesse contexto, professores e estudantes passaram a enfrentar desafios relacionados à adaptação tecnológica, à reorganização do trabalho educacional e às consequências psicossociais decorrentes do isolamento social. O presente estudo teve como objetivo analisar os impactos do ensino remoto na saúde mental dos professores e estudantes da educação básica, bem como discutir as implicações desse processo para a formação docente. A pesquisa caracterizou-se como um estudo longitudinal de abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido entre os anos de 2020 e 2022. Os resultados evidenciaram o aumento de sintomas relacionados à ansiedade, estresse, sofrimento psíquico e exaustão emocional entre os participantes. Observou-se ainda a utilização de psicotrópicos sem acompanhamento especializado, dificuldades relacionadas ao domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), aumento da carga de trabalho docente e insuficiência de políticas públicas voltadas ao suporte educacional e psicossocial. Conclui-se que a pandemia intensificou fragilidades históricas do sistema educacional brasileiro, ampliando desigualdades sociais e educacionais e evidenciando a necessidade de investimentos em formação continuada, saúde mental e valorização profissional docente.

Palavras-chave: Saúde Mental. Formação Docente. Ensino Remoto. COVID-19. Educação Básica.

ADOECIMENTO MENTAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 DESAFIOS DO ENSINO REMOTO E HÍBRIDO NA EDUCAÇÃO BÁSICA OK

Maisa Pinto Fontenele1

RESUMO

Esta pesquisa tem como objetivo analisar o papel do lúdico no ensino de Matemática, com ênfase no uso de jogos como ferramenta pedagógica para aprimorar a aprendizagem dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental. Buscou-se compreender de que forma as práticas lúdicas podem contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico, do interesse e da participação dos estudantes nas aulas de Matemática. O estudo baseou-se em uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, utilizando referenciais teóricos de autores que discutem a ludicidade, a aprendizagem significativa e as metodologias ativas aplicadas ao ensino da Matemática. Foram analisadas publicações acadêmicas, dissertações, artigos e documentos oficiais que abordam o uso de jogos como estratégia de ensino. Verificou-se que os jogos matemáticos, quando aplicados de forma planejada e intencional, favorecem a construção do conhecimento, promovem a interação entre os alunos e estimulam a criatividade, tornando o processo de aprendizagem mais prazeroso e eficaz. Conclui-se que o uso do lúdico como ferramenta didática representa uma alternativa pedagógica valiosa para superar as dificuldades no ensino da Matemática, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a melhoria da prática docente.

Palavras-chave: Ludicidade; Jogos Matemáticos; Ensino de Matemática; Aprendizagem; Ensino Fundamental.

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1Lincenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú, Sobral, Ceará. Licenciada em Português pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú, Sobral, Ceará. Especialização em Metodologias do Ensino de Artes, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará. Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES/´PY

 

O LÚDICO NO ENSINO DE MATEMÁTICAO USO DE JOGOS COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Mateus Bezerra Dantas1

Francy Vagna Santos De Abreu1

RESUMO

O ensino de matemática exige do docente não apenas domínio do conteúdo, mas também o emprego de metodologias adequadas às especificidades cognitivas e emocionais dos alunos. A sala de aula deve ser concebida como um espaço de investigação e construção conjunta, onde o erro é parte do processo e o diálogo é elemento constitutivo da aprendizagem. Para enfrentar a resistência dos alunos, é necessário adotar estratégias que combinem aspectos cognitivos, afetivos e motivacionais. O professor é peça central no processo de superação da resistência dos alunos à Matemática. A matemática, que muitas vezes é vista como rígida e inacessível, torna-se mais compreensível quando o professor planeja com intencionalidade, conectando o conteúdo às situações reais do cotidiano do aluno e promovendo um ambiente que estimula a curiosidade e a investigação. A escolha das metodologias de ensino é um desdobramento natural do planejamento e deve refletir o compromisso com o aprendizado significativo, portanto, metodologias ativas, como a resolução de problemas, o trabalho em grupo, a modelagem matemática e o uso de tecnologias digitais, oferecem oportunidades para que o aluno se torne protagonista na construção do conhecimento. A eficiência das metodologias de ensino é um elemento decisivo para o avanço da aprendizagem e para a conquista de bons resultados nas avaliações externas, como o SPAECE, pois quando o professor planeja suas aulas com intencionalidade pedagógica e utiliza estratégias diversificadas, cria oportunidades para que o aluno compreenda os conteúdos de forma mais significativa, relacionando-os à sua realidade.

Palavras-chave: Ensino da Matemática. Docente. Metodologias. Eficiencia na aprendizagem. SPAECE.

ABSTRACT

Teaching mathematics requires teachers not only to master the content but also to employ methodologies appropriate to the cognitive and emotional specificities of the students. The classroom should be conceived as a space for investigation and joint construction, where error is part of the process and dialogue is a constitutive element of learning. To overcome student resistance, it is necessary to adopt strategies that combine cognitive, affective, and motivational aspects. The teacher is central to overcoming students’ resistance to mathematics. Mathematics, which is often seen as rigid and inaccessible, becomes more understandable when the teacher plans intentionally, connecting the content to real-life situations in the student’s daily life and promoting an environment that stimulates curiosity and investigation. The choice of teaching methodologies is a natural unfolding of planning and should reflect a commitment to meaningful learning; therefore, active methodologies, such as problem-solving, group work, mathematical modeling, and the use of digital technologies, offer opportunities for the student to become the protagonist in the construction of knowledge. The efficiency of teaching methodologies is a decisive element for the advancement of learning and for achieving good results in external assessments, such as SPAECE, because when the teacher plans their classes with pedagogical intent and uses diversified strategies, they create opportunities for the student to understand the content in a more meaningful way, relating it to their reality.

Keywords: Mathematics teaching. Teacher. Methodologies. Learning efficiency. SPAECE.

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1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES, PY.

1Mestrado em Ciências da Educação pela UNADES, PY.ENSINO DA MATEMÁTICA, FATORES DE DIFICULDADE DA APRENDIZAGEM, MÉTODO, O CONTEXTO DO DOCENTE E DA AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM – UMA REVISÃO

Faustino Antão da Silva1

Marta Verônica da Silva2

RESUMO

O presente trabalho foi elaborado com intuito de  mostrar aos leitores um pouco da nossa historicidade enquanto povos ordinários, bem como falar do nosso pertencimento linguístico relacionado à língua Dzubukua, comunicar que nós, os Atikum, somos  descendentes de um povo que, a partir do período  colonial foi perseguido e obrigado a abandonar seus costumes. deixar seu local de origem e adentrar-se nas caatingas do sertão  para sobreviver. Esse artigo trata da nossa memória histórica.

Palavras-chave: Os Atikum. A língua Dzubukua. Resistência. História.

ABSTRACT

This work was developed with the intention of showing readers a little of our history as ordinary people, as well as discussing our linguistic belonging related to the Dzubukua language, communicating that we, the Atikum, are descendants of a people who, from the colonial period onwards, were persecuted and forced to abandon their customs, leave their place of origin and venture into the caatinga of the sertão to survive. This article deals with our historical memory.

Keywords: The Atikum. The Dzubukua language. Resistance. History.

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1Graduado em licenciatura plena em história pelo Centro de ensino superior do vale do São Francisco 2005-2009( SESVASF). Professor multisseriado por três anos pelo município de Belém do São Francisco-PE 2004 a 2007. Professor do Ensino Fundamental pelo município de Salgueiro na Escola Quilombola Professor José Mendes em Conceição das Crioulas Salgueiro, PE -2007 a 2009. Professor multisseriado na Escola Estadual Indígena Santa Luzia de 2010 a 2012. Professor do Ensino Fundamental e médio na Escola Estadual Indígena José Pedro Pereira de 2013 a 2022. Atualmente professor de língua materna na Escola Estadual Indígena São Domingos Sávio-2024-2026. Mestrando em ciência da educação na Universidade Del sol de assunção (PY) UNADES.

LÍNGUA DZUBUKUÁ NOSSA HISTÓRIA, NOSSA LUTA

Rosangela Maria do Carmo Silva1; Francisca Maria da Costa Ferreira Cordeiro2; Francisco Ewerton Barros da Rocha3; Francisca Rosana Faustino Monteiro Ribeiro4 Livia Martins Silva5

RESUMO

Dentre as leis brasileiras que regulamentam a matéria sobre educação, estão a Constituição da República Federativa do Brasil de 19885, nos seus artigos 205 ao 214, e a Lei de Diretrizes e Base da Educação (Lei n. 9.394/1996)6. É sabido que o conhecimento não é só fundamental para o intelecto do ser humano, mas também o é para sua vida social, que perpassa pela preparação para o mercado de trabalho e também para o exercício da cidadania, pois, com a crescente globalização econômica, existe um mercado exigente, que cobra o saber como pré-requisito. De fato, a educação é primordial para o desenvolvimento e avanços em um país, por ser considerada como um investimento não só de particulares, mas do poder público, quando este criar novas escolas e as mantém, ao destinar-lhes os recursos resultantes de uma porcentagem da arrecadação de impostos. Os países desenvolvidos sabem que é preciso apostar em profissionais cada vez mais especializados e investir sempre mais na educação, caso contrário, correm o risco de ficar à margem. Num mundo onde a tecnologia e a ciência se desenvolvem a passos largos, é preciso estar sempre acompanhando essa evolução. Portanto, o presente estudo tem como escopo a análise dos artigos da CRFB/1988, referentes ao direito à educação e sua efetivação, tendo em vista as diferenças marcantes na paisagem territorial e na população do país. Além disso, pretende-se, neste estudo, expor que, no mundo globalizado, a educação é pilar de suma importância para o desenvolvimento da sociedade.

Palavras-chave: Educação. Políticas Públicas. Direito á Educação. CRFB/1988

A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO COMO GARANTIDO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

 

Theresa Christine Filgueiras Russo Aragão1; Carlos Alberto Carneiro Cruz2; Antonio Edinaldo Ferreira da Silva3; Monica Maria Nunes4; Anderson Silva Oliveira5; Edilson da Costa6; Cícera Alves Nunes Lopes7; Roseneire Souza Lemos8; Francisco Elionardo Oliveira Soares9; Jorgelino Rocha Leão10; Ligia Maria Ferreira11; Francildo Galvão da Silva12; Edna Gonçalves Oliveira13; Ailton Barbosa de Santana14

RESUMO

Compreender a realidade escolar a partir da ótica desses docentes significa reconhecer a natureza situada e plural do conhecimento docente, um saber que se constitui na interface entre a formação acadêmica e a experiência prática, moldado pelas condições materiais e simbólicas do contexto rural do Ceará. Nesse sentido, o presente artigo comunica opiniões e percepções de uma amostra de professores lotados em escolas públicas do interior do estado do Ceará, incluindo a zona rural, contemplando desafios e dinâmicas no complexo manejo do processo de educar. A premissa é a importância da escuta das percepções e opiniões de professores que atuam em escolas públicas da zona rural cearense como um relevante marcador metodológico e político para a pesquisa educacional. Dificuldades como acesso à água potável, transporte escolar precário e evasão escolar foram discutidos. Além disso, os professores opinaram sobre o uso de políticas públicas desenhadas a partir de matrizes curriculares urbanas em escolas rurais, bem como a necessidade de incorporar saberes locais do sertão cearense, como o manejo da caatinga, plantas medicinais, cultura do vaqueiro, festas religiosas (como o pau da bandeira), artesanato em renda e couro, literatura de cordel, para que os alunos da zona rural se reconheçam como sujeitos de conhecimento e não apenas como consumidores de uma cultura que lhes é estranha. As falas dos professores revelaram ainda estratégias de articulação e diálogo com as famílias de modo a sensibilizá‑las sobre a importância da escola para seus filhos.  Percepções e opiniões sobre modelos de formação continuada adequados ao professor da zona rural também foram discutidas. Conclui‑se que, dar voz aos professores cearenses lotados em escolas públicas nas áreas rurais consiste em um meio significativo de “leitura do mundo” que permite aos leitores conhecer a realidade laboral desses professores, fundamentalmente as condições para a efetividade do seu trabalho como educador e colaborador na formação de sujeitos críticos e transformadores, capazes de solucionar problemas.

Palavras‑chave: Escuta docente. Educação na zona rural cearense. Saberes locais. Formação continuada.

PERCEPÇOES E OPINIÕES DE PROFESSORES DA REDE DE ENSINO PÚBLICO SOBRE A DINÂMICA E OS DESAFIOS EDUCACIONAIS NO CONTEXTO DA ZONA RURAL